euvg Arquitectura 2008/2009: atelier V, atelier VI, atelier VII, atelier VIII; Pedro Machado Costa, Pedro Cordeiro

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O projecto de Mónica Marinheiro

O projecto da Biblioteca de Mónica Marinheiro vem, desde o início do Exercício II, consolidando uma ideia forte, estruturada, complexa, com óbvias relações de intensificação com a paisagem e a topografia que a rodeia. Essa ideia, simples de descrever, mas rica em soluções espaciais e tipológicas tem vindo a consubstanciar um dos projectos mais interessantes apresentados no Atelier VII; revelando alguma maturidade por parte da Aluna. Curiosamente julga-se que as mais valias do projecto dependem mais da natural predisposição de M. Marinheiro em desenvolver um conceito base, do que propriamente da sua cultura disciplinar que é ainda insuficiente. No entanto tal facto não constitui necessariamente um problema para a Aluna; visto esta ter sido capaz de obter uma solução coerente, estruturalmente bem definida e, como já afirmado, capaz de valorizar o local de intervenção sem que para tal se mimetize na paisagem.
Os principais problemas de Mónica Marinheiro são outros; e começam exactamente pelo pouco acompanhamento que a Aluna vem dado ao Atelier VII e ao seu próprio projecto; facto esse que se revelou na sua totalidade através da sua ausência na Sessão de Avaliação Final (ausência essa, aliás, que tem vindo a ser notada noutras ocasiões semelhantes).
Não sendo possível fazer uma análise profunda do seu projecto (que não foi entregue), cabe-nos apenas referir que a Aluna terá, no futuro, apenas uma hipótese de sucesso académico: aplicar-se a fundo no seu trabalho, e no trabalho do Atelier.

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Leituras do Mês

Leituras do Mês

Eládio Dieste

A obra do Uruguaio Eladio Dieste (1917-2000) entre a década de 50 e o final do séc., numa edição de luxo da Electa. O livro fica a cargo de Mercedes Daguerre, e tem textos de Mario Chirino, de Graciela Silvestri e do próprio Dieste: senza la rivelazione del mistero del mondo che viene dall'arte non faremo mai della nostra vita qualcosa di realmente umano.

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Obradoiro

O regresso de uma das publicações mais significativas do final da década de 80 / principios de 90, em Espanha e Portugal. Publicado pelo Colexio Oficial de Arquitectos de Galicia, e sob a Direcção de Carlos Pita, o número 33 de Obradoiro dedica-se ao Pequeno. Destaque-se o texto e Óscas Tenreiro (o Legado de Firminy), e os projectos de Solano Benítez e de César Portela.

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