euvg Arquitectura 2008/2009: atelier V, atelier VI, atelier VII, atelier VIII; Pedro Machado Costa, Pedro Cordeiro

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Exame de Recurso Atelier VII

Publica-se agora o enunciado do Exame de Recurso para o Atelier VII.

O presente enunciado refere-se ao Exame de Recurso para o Atelier VII, no ano lectivo de 2008-2009; abrangendo parte daquilo que foi o programa prático e teórico da disciplina, cumprindo-se dessa forma os objectivos pedagógicos estabelecidos.

O aluno deverá escolher uma das seguintes obras de arquitectura, que irá ser objecto do seu trabalho:
  • Villa Steiner, Viena, Áustria, 1910; Adolf Loos
  • Eames House, Pacific Palisades, California, EUA, 1949; Charles Eames, Ray Eames
  • Villa Stein, Garches, França, 1927; Le Corbusier

1. Trabalho Teórico

O Aluno deverá escrever um pequeno ensaio sobre a obra de arquitectura que escolheu, abordando, entre outros, os seguintes aspectos:
  • Apresentação do autor, com referência ao seu percurso profissional, a outras obras de referência, e à sua relevância para a história da arquitectura moderna;
  • Breve historial da obra, aprofundando as condições que levaram à encomenda da obra, seus pressupostos, localização e programa funcional prévio;
  • Levantamento e descrição dos aspectos que conduziram às soluções de projecto, incluindo a sua relação com o sítio, as soluções funcionais e programáticas, a sua forma e tipologia;;
  • Enquadramento da obra no respectivo período arquitectónico, e principais aspectos que a distinguem e/ou a tornam parte desse mesmo período;
  • Revisão crítica da obra, sob o ponto de vista do aluno, devidamente sustentada a nível teórico e histórico.

O trabalho escrito deverá ser apresentado na data de exame, num caderno A4.
O trabalho deverá ter entre 20.000 e 25.000 caracteres.
O trabalho deverá ser ilustrado com os aspectos gráficos considerados relevantes que permitam sustentar o seu desenvolvimento.

O Aluno deverá munir-se de bibliografia específica; devendo sempre fazer referência aos textos, livros e websites consultados.

2. Trabalho Prático

Com a informação reunida na primeira parte do exercício, o Aluno deverá elaborar um projecto para uma Casa de Hospedes, a construir junto à obra que seleccionou; contendo o seguinte programa funcional:
  • Sala: 40 m2,
  • Quarto de Dormir: 20 m2;
  • Instalações Sanitárias de Apoio / Casa de Banho; área a definir pelo aluno;
  • Copa e área de refeições; área a definir pelo Aluno
A área bruta do novo edifício não deverá ultrapassar o total de 100 m2.

Pede-se que o projecto estabeleça uma relação formal e funcional com a obra pré-seleccionada, tendo em conta aspectos como:
  • a sua integração arquitectónica e topográfica nas preexistências;
  • as relações funcionais criadas entre a obra seleccionada e o novo anexo;
  • a adequação da obra ao programa requerido, tendo em conta aspectos como o aproveitamento da luz natural, a sua funcionalidade e a sua articulação interna;
O trabalho deverá, obrigatoriamente, ser apresentado com recurso aos seguintes elementos:

  • Planta de Implantação e de Situação, ilustrando a relação de ambos os edifícios com o lugar e sua envolvente comum, registando cotas altimétricas, edifícios envolventes, acessos e arruamentos, caso existam; esc. 1/500
  • Planta(s)do conjunto (obra preexistente e anexo); esc. 1/100
  • Cortes e Alçados do conjunto (obra preexistente e anexo); esc. 1/100
  • Fotomontagem, que demonstre a relação entre a obra preexistente e o novo edifício; e
  • Maqueta que inclua ambos os edifícios, com interiores e exteriores; esc. 1/100.
Todas as peças desenhadas deverão ser apresentadas em painéis formato normalizado A1, colados sobre suporte rígido, leve.

A maqueta deverá ser executada em cartão maqueta cor branca ou similar; devendo ilustrar de forma definitiva os aspectos formais e tipológicos de ambas as construções, e a topografia onde assentam (através do recurso a curvas de nível).

Apresentação

O exame têm inicio às 11:00 am; com a duração máxima de 1h e 45 m. O exame é público.

O aluno terá 30 minutos para apresentar o seu trabalho teórico, podendo munir-se de todos os meios que considere necessários para ilustrar o conteúdo do seu trabalho.
Se necessário o aluno poderá requerer, previamente, na secretaria da EUVG, o empréstimo de um projector multimédia.

O trabalho teórico deverá também ser apresentado em suporte físico (caderno A4).
O arguente fará análise crítica do trabalho (max. 20 minutos), devendo o aluno usar os restantes 20 m do tempo que o exame dedica à parte teórica para responder às questões levantadas pelo primeiro.

Após intervalo (10 m) o aluno deverá apresentar o seu trabalho prático, com base nos elementos por ele entregues.
Será realizada uma sessão crítica pelos arguentes.

Exame de Recurso Atelier VIII

Publica-se agora o enunciado do Exame de Recurso para o Atelier VIII.

O presente enunciado refere-se ao Exame de Recurso para o Atelier VIII, no ano lectivo de 2008-2009; abrangendo parte daquilo que foi o programa prático e teórico da disciplina, cumprindo-se dessa forma os objectivos pedagógicos estabelecidos.

O aluno deverá escolher uma das seguintes obras de arquitectura, que irá ser objecto do seu trabalho:
  • Casa Malaparte, Capri, Itália, 1937; Adalberto Libera
  • Casa Tugendhat, Brno, República Checa, 1930; Mies van der Rohe
  • Casa Schminke, Löbau, Alemanha, 1933; Hans Scharoum

1. Trabalho Teórico

O Aluno deverá escrever um pequeno ensaio sobre a obra de arquitectura que escolheu, abordando, entre outros, os seguintes aspectos:
  • Apresentação do autor, com referência ao seu percurso profissional, a outras obras de referência, e à sua relevância para a história da arquitectura moderna;
  • Breve historial da obra, aprofundando as condições que levaram à encomenda da obra, seus pressupostos, localização e programa funcional prévio;
  • Levantamento e descrição dos aspectos que conduziram às soluções de projecto, incluindo a sua relação com o sítio, as soluções funcionais e programáticas, a sua forma e tipologia, e os métodos construtivos usados;
  • Enquadramento da obra no respectivo período arquitectónico, e principais aspectos que a distinguem e/ou a tornam parte desse mesmo período;
  • Revisão crítica da obra, sob o ponto de vista do aluno, devidamente sustentada a nível teórico e histórico.

O trabalho escrito deverá ser apresentado na data de exame, num caderno A4.
O trabalho deverá ter entre 20.000 e 25.000 caracteres.
O trabalho deverá ser ilustrado com os aspectos gráficos considerados relevantes que permitam sustentar o seu desenvolvimento.

O Aluno deverá munir-se de bibliografia específica; devendo sempre fazer referência aos textos, livros e websites consultados.

2. Trabalho Prático

Com a informação reunida na primeira parte do exercício, o Aluno deverá elaborar um projecto para um Estúdio/Atelier, a construir junto à obra que seleccionou; contendo o seguinte programa funcional:
  • Estúdio/Atelier de pintura: 75 m2,
  • Quarto de Dormir: 15 m2;
  • Instalações Sanitárias de Apoio / Casa de Banho; área a definir pelo aluno;
  • Copa e área de refeições; área a definir pelo Aluno
A área bruta do novo edifício não deverá ultrapassar o total de 130 m2.

Pede-se que o projecto estabeleça uma relação formal e funcional com a obra pré-seleccionada, tendo em conta aspectos como:
  • a sua integração arquitectónica e topográfica nas preexistências;
  • as relações funcionais criadas entre a obra seleccionada e o novo anexo;
  • a adequação da obra ao programa requerido, tendo em conta aspectos como o aproveitamento da luz natural, a sua funcionalidade e a sua articulação interna;
  • a sua materialidade e os seus aspectos construtivos.
O trabalho deverá, obrigatoriamente, ser apresentado com recurso aos seguintes elementos:

  • Planta de Implantação e de Situação, ilustrando a relação de ambos os edifícios com o lugar e sua envolvente comum, registando cotas altimétricas, edifícios envolventes, acessos e arruamentos, caso existam; esc. 1/500
  • Planta(s)do conjunto (obra preexistente e anexo); esc. 1/100
  • Cortes e Alçados do conjunto (obra preexistente e anexo); esc. 1/100
  • Corte Construtivo do edifício preexistente (plano vertical de fachada, pavimentos internos, vãos, cobertura), com respectiva descrição dos materiais e soluções aplicadas; esc. 1/20
  • Corte Construtivo que ilustre a solução construtiva proposta (plano vertical de fachada, pavimentos internos, vãos, cobertura), com respectiva descrição dos materiais e soluções aplicadas; esc. 1/20
  • Fotomontagem, que demonstre a relação entre a obra preexistente e o novo edifício; e
  • Maqueta que inclua ambos os edifícios, com interiores e exteriores; esc. 1/100.
Todas as peças desenhadas deverão ser apresentadas em painéis formato normalizado A1, colados sobre suporte rígido, leve.

A maqueta deverá ser executada em cartão maqueta cor branca ou similar; devendo ilustrar de forma definitiva os aspectos formais e tipológicos de ambas as construções, e a topografia onde assentam (através do recurso a curvas de nível).

Apresentação

O exame têm inicio às 11:00 am; com a duração máxima de 1h e 45 m. O exame é público.

O aluno terá 30 minutos para apresentar o seu trabalho teórico, podendo munir-se de todos os meios que considere necessários para ilustrar o conteúdo do seu trabalho.
Se necessário o aluno poderá requerer, previamente, na secretaria da EUVG, o empréstimo de um projector multimédia.

O trabalho teórico deverá também ser apresentado em suporte físico (caderno A4).
O arguente fará análise crítica do trabalho (max. 20 minutos), devendo o aluno usar os restantes 20 m do tempo que o exame dedica à parte teórica para responder às questões levantadas pelo primeiro.

Após intervalo (10 m) o aluno deverá apresentar o seu trabalho prático, com base nos elementos por ele entregues.
Será realizada uma sessão crítica pelos arguentes.

Nota de Avaliação de Exame Final

Informam-se os Alunos dos resultados da Avaliação de Exames dos Ateliers VI e VIII

Marisa Rodrigues - 11
Sandrine Portas - Faltou

Notas de Avaliação Final Atelier VI e Atelier VIII

Informam-se os Alunos dos resultados da Avaliação final dos Ateliers VI e VIII

Pedro Banaco - 13
Daniel Santos - Faltou
Mónica Marinheiro - Faltou
Sandrine Portas - 8
Marisa Rodrigues - 8

Informam-se ainda os Alunos que podem ir a Exame, que a data de avaliação é 18 de Maio, pelas 11 da manhã.
O exame consta da avaliação dos projectos - cuja apresentação deve ser feita nos mesmos moldes da avaliação final de ano; incluído a apresentação de maqueta final

Aviso

Devido à entrega e avaliação de Atelier do próximo dia 16, informa-se os alunos que não haverá aula de atelier no dia 13.

Próxima Entrega

Informam-se os Alunos dos Ateliers VI e VIII que no próximo dia 16 de Abril (Quinta) será feita a entrega definitiva dos respectivos projectos.

Salvo indicação em contrário os elementos de entrega serão os seguintes:

Planta de Implantação, esc. 1/1000
Plantas (de todos os pisos), esc. 1/200
Cortes, esc. 1/200
Alçados, esc. 1/200
Organigramas Funcionais, (s. esc.)
Mapa de Acabamentos
Corte Construtivo (sobre fachada e seus remates inferior e superior, incluindo vãos), esc. 1/50

Todas as peças desenhadas deverão ser apresentadas em folhas formato A1, ao baixo (não dobradas)

Para além disso deverá ser entregue Memória Descritiva e Justificativa, Quadro de Áreas e Maqueta (esc. 1/200), incluído terreno e arranjos exteriores.

Exercício 8

A propósito da Exposição Arquitectura em Palco, que reúne trabalhos cenográficos de João Mendes Ribeiro, irá realizar-se no próximo dia 19 Fev. (Quinta-Feira), pelas 18:00 h n'A Escola da Noite (Coimbra), um debate intitulado Cidade, Arte e Arquitectura, com a presença de António Olaio, Gabriela Vaz-Pinheiro, Fernanda Fragateiro, Didier Fiúza Faustino, Pedro Tudela, com moderação de António Pedro Pita.












Arquitecturas em Palco - a exposição que representou oficialmente Portugal na 11ª Quadrienal de Praga (2007) , cujo teor passa exactamente por dar a conhecer o melhor que se faz ao nível da cenografia e da arquitectura de Palco - revela a faceta cenográfica do arquitecto João Mendes Ribeiro (1960), autor, entre outros, da recuperação do Laboratório Chimico, do Pátio da Inquisição ou da Casa das Caldeiras (todos em Coimbra).
A exposição está patente até 28 Fev n'A Escola da Noite (239718238, geral@aescoladanoite.pt), de segunda a sábado, entre as 19h e as 23h.

Aproveitando a opurtunidade lança-se agora o Exercício 8 (o primeiro exercício do 2º Semestre), para os Ateliers VI e VIII.
Os Alunos deverão visitar a exposição Arquitecturas em Palco, e depois passear pelas três obras da autoria de JMR (Laboratório Chimico, Pátio da Inquisição, Centro de Artes, Casa das Caldeiras); devendo apresentar um "Livro de Viagem" que registe as suas experiências, fazendo um paraleliso entre o conteúdo da exposição e o modo de ver a arquitectura do autor.
O formato de apresentação é totalmente livre (pode ser um booklet, uma entrada no blog, um power point para apresentar na sala).

Aconselha-se no entanto os Alunos a investigarem um pouco o pensamento e a obra de JMR, lendo (por exemplo) as entrevistas ao autor feita pela NU (Bruno Gil, Carina Silva, Vera Pinto), pelo Arq José Mateus, ou o registo da conversa tida em Outubro de 2005, na Ordem dos Arquitectos.
Há ainda o livro que compila obras e projectos do autor.

Em anexo deverão ser registadas conclusões tiradas por cada aluno do debate Cidade, Arte e Arquitectura.

A entrega do trabalho será no dia 3 de Março (terça-feira).

Regime de Faltas

Avisam-se os interessados que o número máximo de faltas não justificadas passiveis de serem dadas nos Ateliers VI e VII é 7, tal como disposto no regime geral da EUVG; relembrando que será vedada a avaliação contínua e a avaliação por exame aos Alunos que não frequentarem o número mínimo de aulas teórico-praticas.

Os alunos com estatuto de trabalhador estudante estão dispensáveis de tal critério.

Projectos

Pede-se a todos os Alunos que frequentam os Atelier VI e VIII que disponibilizem os seus projectos nos respectivos blogs

Blogs EUVG

Após confirmação da presença de Joana Labela e de Mónica Marinheiro no Atelier VIII, voltam a estar disponíveis os respectivos odyssey-in-the-architecture e New Spaces New Shapes na secção de alunos.
Aguardamos da mesma forma os links para os Blogs de Marisa Rodrigues (Atelier VI) e de Pedro Almeida (Atelier VIII), a quem desde já damos as boas vindas. Pedro Almeida tem o seu site online aqui.

Em relação a estes novos blogs pede-se ao Pedro e á Mariza que consultem os documentos relativos ao objectivo do Blog e também as normas de conduta para a sua utilização, bem como a estrutura geral dos blogs dos alunos. Os blogs deverão estar online no decorrer da semana de 9/13 Fev.

Here we go Again



OK Go, Here we go again, 2006.

Informam-se os Alunos que o Segundo Semestre do ano académico 2008/09 tem início no dia 2 de Fevereiro. Quer isto dizer que há aulas de Atelier VI e Atelier VIII no dia seguinte, terça-feira, dia 3. Até lá.

Notas de Avaliação Final, Exame Atelier VII

Publicam-se agora as notas de avaliação final do Exame (27 Fev.) do Atelier VII.
As notas derivam da nota de avaliação do Teste (40%) e da nota de avaliação do Exercício 2 (60%).

Daniel Santos 13
Teste 12 (media ponderada de 40% - 4,8)
  • Questão 1 - 3
  • Questão 2 - 2
  • Questão 3 - 1
  • Questão 4 - 2,5
  • Questão 5 - 2
  • Questão 6 - 1,5
Projecto 13 (média ponderada de 60% - 7,8)

Total 12,6
Sandrine Portas 11
Teste 11 (média ponderada de 40% - 4,4)
  • Questão 1 - 2
  • Questão 2 - 1
  • Questão 3 - 1,5
  • Questão 4 - 1,5
  • Questão 5 - 2
  • Questão 6 - 3
Projecto 11 (média ponderada de 60% - 6,6)

Total 11
Ambos os Alunos transitam para o Atelier VIII.

O projecto de Daniel Santos

Relativamente ao Projecto de Daniel Santos avaliado em dada de Exame (27 Fev.), publica-se agora o resumo da análise feita.

Como tinha sido anteriormente referido, o projecto de Daniel Santos opta por uma forma simples - quase icónica - que alberga a totalidade do programa funcional da Biblioteca, distribuindo as três grandes áreas públicas (Biblioteca Pública, Biblioteca de Crianças e Arquivo) nos três braços do edifício. Os espaços de leitura resultantes dessa solução são potencialmente fascinantes, lidando de forma diferenciada com a(s) paisagem(ns) que literalmente enquadram.
Os espaços destinados aos Serviços e a Cafetaria são dispostos na base do edifício, conseguindo resolver de forma simples e elegante a relação entre a massa construída e o terreno envolvente a norte. Os patamares formados por esta solução, contrastados com a forma do alçado, encaminham toda a tensão para o centro do edifício (que é de facto o seu ponto principal), resultando numa espécie de Grand Hall de recepção; embora, curiosamente, a entrada principal do edifício esteja apontada pelo Aluno na fachada oposta (sul).

Há questões ainda pouco trabalhadas, que ressaltam pela importância que terão para o projecto, nomeadamente: o excesso de área (que leva a que a volumetria total do edifício seja desadequada à sua escala), o excesso de pisos acima do solo, com localização de depósitos no nível superior (o que anula a hipótese de relacionar a forma das salas de leitura com o desenho de uma cobertura que seja mais consequente para o interior dos espaços mais nobres do edifício; criando dificuldades na obtenção de uma melhor relação entre a massa construída e a sua morfologia) e, sobretudo, a aparente ineficácia dos circuitos funcionais propostos (que, ao invés de se separarem, encontram-se misturados ao longo do edifício).
Na verdade julga-se que as partes do projecto menos interessantes (Ex: fachadas, reveladas sobretudo nas peças desenhadas) são exactamente consequência das questões levantadas anteriormente.

Em relação à apresentação os desenhos apresentam ainda algumas lacunas de representação (ausência de vãos e de outros elementos que permitam a compreensão da escala e do tipo de funcionamento de cada espaço); sendo que a Maqueta apresentada não fez justiça ás qualidades aparentes do projecto.

O Aluno terá avançado algumas ideias (em Memória) sobre a materialização do edifício, e aspectos construtivos; julgando-se positivo o modo de procurar relacionar ambientes e espaços por ele criados.

O projecto de Sandrine Portas

Relativamente ao Projecto de Sandrine Portas avaliado em dada de Exame (27 Fev.), publica-se agora o resumo da análise feita.

A primeira observação que se pode fazer do trabalho de Sandrine é a de que o projecto agora apresentado revela um progresso substancial em relação à sua proposta original; sem que para tal a Aluna tenha dispensado nenhuma das principais intenções que estruturam a sua Biblioteca.
Desse modo a solução de Sandrine consegue manter as características funcionais da sua proposta (consolidando-as até), reformulando a forma geral do edifício; tendo por base a procura de uma relação entre cada um dos espaços internos, a sua forma e as relações que cria entre o restante edifício; e também, claro, o exterior.

A preocupação em dimensionar os espaços consoante a sua função, e organiza-los segunda uma estrutura plausível, irá permitir uma leitura clara da solução geral; ao mesmo tempo que se reforça a hierarquização funcional e espacial. Tudo isto é de certo modo confirmado pela volumetria da Biblioteca que, passe embora a aparente falta de controlo sobre a escala, irá imprimir características formais que potenciam a obtenção de uma solução definitiva para a imagem que a Aluna pretende obter.
Ressalta-se ainda a procura da Aluna em dotar o edifício de uma regra (baseada na localização das colunas de comunicação verticais); conseguindo ao mesmo tempo libertar as circulações (públicas) da excessiva rigidez da solução anterior.

Note-se que o projecto é, ainda, algo desequilibrado; revelando-se problemas ao nível da relação entre o edifício e a topografia; e também entre parte do programa (pisos inferiores) e o terreno. Julga-se também que a própria forma do espaço central (o átrio) é ainda desadequada á forma e á escala do edifício.
No entanto é de assinalar que os problemas que o projecto apresentam não colocam dúvidas acerca do potencial do projecto, sendo portanto de concluir que a evolução do trabalho de Sandrine foi bastante positivo.

Balanço do Semestre

Com o ínicio do 2º semestre do ano académico de 2008/09 no dia 2 de Fevereiro encerram-se oficialmente os Ateliers V e VII, que nos ocuparam grande parte do tempo desde Setembro passado. No entanto sabemos que o nosso trabalho não acabou aqui: há ainda um longo percurso a cumprir, pelo qual, de modo diferente, irão passar professores e alunos.
Por isso, e por procurarmos entender aquilo que foi o esforço feito até este ponto, queremos fazer uma avaliação do trabalho elaborado até aqui, por uns e por outros, e também pelo grupo; com o objectivo de melhorarmos, de nos tornarmos maios eficazes e mais consequêntes.

Nesse sentido convidam-se todos os alunos que frequentaram os Ateliers V e VII, do 1º Semestre do ano académico 08/09 a comparer na EUVG na próxima Terça-Feira, dia 3 Fev., pelas 10:30 para participarem numa reunião onde será analisado o semestre passado, e discutida a melhor forma de construir (parte) do futuro da escola, que é também (espero) parte do V. futuro.
Para além dos Alunos irão estar presentes os docentes dos Ateliers.
O contributo de todos é indispensável para percebemos aquilo onde colectivamente falhámos, e aquilo onde podemos de facto melhorar. Porque essa é a melhor forma de progredirmos no nosso objectivo comum.

Agradeço desde já a V. disponibilidade, pedindo que confirmem a V. presença na caixa de comentários deste "post".

Não foi uma semana apenas



Numa semana tão significativa para todos nós, é bom percebermos que ainda somos capazes de fazer aquilo que mais acreditamos, aquilo que mais queremos, e aquilo que mais devemos.
Alguns de vós conseguiram-no, com mérito. Esses tempos ficarão ligados a grandes desejos, de certo modo alcançados. E a um momento na história. Um momento que não é assim tão pequeno.
Parabéns a todos.

Projecto

Pede-se aos Alunos que foram a exame que disponibilizem nos respectivos blogs as peças desenhadas e escritas dos seus projectos.
Os desenhos poderão ser publicados em pdf.

Enunciado do Exame 1º Semestre 08/09

Exame de Final de Semestre
Data: 27 de Janeiro de 2009

O Exame tem a duração de 2:30, com inicio pelas 10:45, final pelas 13:15, com tolerância de 15m.
Poderá ser consultada Bibliografia de apoio.
O Exame é pontuado de 0 a 20.
O aluno deverá optar por responder apenas a uma das duas últimas questões (Questão 6 ou Questão 7)


Questão 1 (4 pontos)
La faculte d’Architecture de Porto fut commandée et dessinée en deux phases. La première correspond á une proprieté anglaise comprenant d’anciennes écuries et une villa qu’Alvaro Siza renova na 1985, en même temps qu’il réalisait le Pavillion Carlos Ramos. La seconde (…) occupe un terrain triengulaire, adjacent à L’Ouest. La plan de situation represente ainsi deux espaces contigus. Tandis que le premier, cerne par un mur, dispose trois édifices dans un jardin, ls volumes du second ne dèpendent d’aucune limite matérielle: sueles tros lignes représentées en pointillés et formant un triangle régulent le trace d’une composition apparemment disparate.

Landauer, P., Ecole d’Architecture de Porto, in AAVV L’Architecture d’Aujour’hui 278, Dec. 1991, pp. 69-80

O complexo [da Faculdade de Arquitectura do Porto] foi concebido como uma espécie de acrópole cujos elementos estão alinhados segundo directrizes que seguem a topografia do local (…)

Llano, P & Castanheira, C. (Ed.) , Álvaro Siza – Obras e Projectos, Electa, 1996; p. 126.


























Com base na planta de implantação da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e na imagem, e servindo-se da informação disponibilizada na Bibliografia de suporte, descreva os princípios de composição e do esquema organizativo do complexo; analisando e reflectindo, entre outros aspectos: as razões do fragmentação do programa nos blocos a sul por oposição ao maciço construído a norte;o dimensionamento e as proporções dos vários blocos; a relação entre programa funcional e posicionamento relativo dos edifícios, bem como a organização interna dos mesmos; a relação entre as pré-existências e o projecto da nova escola; a proposta paisagista e urbana subjacente ao projecto.


Questão 2 (2 pontos)
















Descreva sucintamente o Pavilhão Carlos Ramos e registe a sua interpretação pessoal sobre a relação entre a tipologia do edifício, sua morfologia, e as funções que abriga.


Questão 3 (2 Pontos)

















(…) the Leça da Palmeira pool breaks down into five closely interrelated elements, moving, in sequence, from the land to the ocean.
Frampton, K., Poesis and Transformation, in Professione Poética, Electa, 1986; pp. 10- 23.

Fale-nos da relação entre a Piscina de Leça e a paisagem envolvente, descrevendo aquilo que no seu entender é estruturante do projecto.


Questão 4 (4 pontos)

De entre os projectos de Bibliotecas de Siza Vieira (Biblioteca da Universidade de Aveiro, Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, Biblioteca de Paris, Biblioteca da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto) escolha aquela que maior interesse lhe suscita; descrevendo e particularizando os aspectos que considera serem mais relevantes.
Poderá, entre outros, falar das relações entre o edifício e sua envolvente, da sua organização interna e da distribuição de funções, da relação entre interior e exterior e do modo como a luz natural é controlada.


Questão 5 (4 pontos)

Fale-nos de um edifício ou projecto de Siza que considere significativo para a sua formação enquanto arquitecto, referindo as razões da sua escolha.


Questão 6 (4 Pontos, de resposta optativa com Questão 7)












Sabendo que o hiato temporal entre os projectos das Piscinas de Leça e a Casa de Chá Boa Nova (ambos em Matosinhos) é relativamente curto, e tendo em conta que um e outro projectos se encontram face a uma geografia e paisagem similares; pede-se ao Aluno que reflicta sobre a (aparente) distância que ambos os edifícios demonstram em relação á estratégia de projecto teve para um e outro, e também sobre as suas diferenças em termos de linguagem.
O Aluno poderá referir outras obras e outros autores que considere terem influenciado os projectos referidos.


Questão 7 (4 Pontos, de resposta optativa com Questão 6)

Na sua obra Modern Architecture – A Critical History, o historiador Kenneth Frampton refere a obra de Siza Vieira em dois capítulos distintos: Critical Regionalism (Cap. 5) e World Architecture (Cap. 6).
No entanto sabemos a distancia teórica entre a prática de uma arquitectura relacionada com um determinado lugar e uma determinada cultura (o Regionalismo Crítico), e uma outra direccionada para obras que se disseminam pelo mundo, cujo valor está intrinsecamente ligado a uma imagem de marca de uma determinado autor, independentemente do local da sua construção.
Pede-se ao Aluno que interprete criticamente o posicionamento de Frampton sobre a obra de Siza. Se necessário o Aluno poderá tomar partido por uma das duas possíveis leituras que o Historiador faz – devendo para isso procurar contradizer a teoria de Frampton; podendo citar exemplos de projectos e obras da autoria do Arquitecto.

Poderá fazer aqui download do Enunciado em formato PDF

path to the architecture

Após uma curta ausência Daniel Santos volta a acompanhar-nos no seu Path to the Architecture, publicando conteúdos que se revelarão significativos nos tempos mais próximos.
Especial atenção para ao filme A Escola, que tínhamos já publicado aqui e, claro, para o programa sobre Zumthor.

A Arquitectura como Discurso







A Arquitectura como Discurso é um texto da autoria de David Sperling sobre o Pavilhão Brasileiro de Osaka (1970) de Paulo Mendes da Rocha.
Para além de ser uma prazer ler Sperling o texto é um excelente exemplo daquilo que é um trabalho teórico, que conjuga uma investigação científica rigorosa com uma escrita curta e directa.

Melhor ainda: o texto é disponibilizado numa base online de textos sobre arquitectura denominada Arquitextos, mantida pelo portal Vitruvius - que é, simplesmente, a maior e mais fidedigna fonte de informação online disponível em Português.
Refira-se que a Arquitextos é uma base de dados em aberto, ou seja: qualquer pessoa que escreva sobre arquitectura poderá enviar o seu texto para publicação. Este será devidamente analisado e avaliado por um Conselho Editorial - composto por investigadores e professores de várias universidades -, facto esse que garante a qualidade, o rigor científico e a veracidade do texto.
E com base nesta simples ideia é-nos disponibilizado um infindável rol de textos sobre as mais variadas obras de arquitectura (evidentemente com peso de autores e obras brasileiras).

Tanto a Arquitextos como o Vitruvios passam a partir de agora a estar assinalados na secção Em Acompanhamento.

E não deixo passar esta oportunidade de revelar o primeiro repto do Atelier VIII: elaborar um texto analítico sobre determinada obra de arquitectura e, depois, (tentar) publica-lo no Arquitextos.

Leituras do Mês

Leituras do Mês

Eládio Dieste

A obra do Uruguaio Eladio Dieste (1917-2000) entre a década de 50 e o final do séc., numa edição de luxo da Electa. O livro fica a cargo de Mercedes Daguerre, e tem textos de Mario Chirino, de Graciela Silvestri e do próprio Dieste: senza la rivelazione del mistero del mondo che viene dall'arte non faremo mai della nostra vita qualcosa di realmente umano.

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Obradoiro

O regresso de uma das publicações mais significativas do final da década de 80 / principios de 90, em Espanha e Portugal. Publicado pelo Colexio Oficial de Arquitectos de Galicia, e sob a Direcção de Carlos Pita, o número 33 de Obradoiro dedica-se ao Pequeno. Destaque-se o texto e Óscas Tenreiro (o Legado de Firminy), e os projectos de Solano Benítez e de César Portela.

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