euvg Arquitectura 2008/2009: atelier V, atelier VI, atelier VII, atelier VIII; Pedro Machado Costa, Pedro Cordeiro

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Um projecto por dia, todos os dias














Novo link na coluna Em Acompanhamento para o D-Arco Blog, que se dedica exclusivamente à divulgação de arquitectura contemporânea fora de portas. O blog é da responsabilidade da Plataforma Darco, conhecida pelo Directório Arco e pela revista Darco, com novo número já nas bancas.



























E por falar em sites que publicam um projecto por dia, passamos também, a partir de hoje, a acompanhar o Daily Dose of Architecture (primo do já referenciado A Weekly dose of Architecture) e também o ArchDaily.

A Arquitectura como Discurso







A Arquitectura como Discurso é um texto da autoria de David Sperling sobre o Pavilhão Brasileiro de Osaka (1970) de Paulo Mendes da Rocha.
Para além de ser uma prazer ler Sperling o texto é um excelente exemplo daquilo que é um trabalho teórico, que conjuga uma investigação científica rigorosa com uma escrita curta e directa.

Melhor ainda: o texto é disponibilizado numa base online de textos sobre arquitectura denominada Arquitextos, mantida pelo portal Vitruvius - que é, simplesmente, a maior e mais fidedigna fonte de informação online disponível em Português.
Refira-se que a Arquitextos é uma base de dados em aberto, ou seja: qualquer pessoa que escreva sobre arquitectura poderá enviar o seu texto para publicação. Este será devidamente analisado e avaliado por um Conselho Editorial - composto por investigadores e professores de várias universidades -, facto esse que garante a qualidade, o rigor científico e a veracidade do texto.
E com base nesta simples ideia é-nos disponibilizado um infindável rol de textos sobre as mais variadas obras de arquitectura (evidentemente com peso de autores e obras brasileiras).

Tanto a Arquitextos como o Vitruvios passam a partir de agora a estar assinalados na secção Em Acompanhamento.

E não deixo passar esta oportunidade de revelar o primeiro repto do Atelier VIII: elaborar um texto analítico sobre determinada obra de arquitectura e, depois, (tentar) publica-lo no Arquitextos.

The Chicago Architects Oral History Project

Um verdadeiro tesouro este Oral History Project: entrevistas a arquitectos que intervieram directamente na cidade de Chicago, editadas e compiladas pelo The Art Institute of Chicago:
For more than twenty years, the Chicago Architects Oral History Project documented the contributions of architects to Chicago during the 20th century. The CAOHP was begun in 1983 under the auspices of the Art Institute's Department of Architecture to record the life experiences of architects who shaped the physical environment in Chicago and surrounding communities. It was intended not only to fill an existing void in the literature but to go beyond the facts to explore motivations and influences, behind-the-scenes stories, and personal reflections. This collection of oral histories contains comprehensive life-review documents as well as shorter, focused interviews. These narratives explore the development of Chicago's architecture and planning from the early 1900s to the present day.
E se esta explicação não chegar para chamar a nossa atenção, refiram-se os nomes de Gordon Bunshaft, de Tadao Ando ou de Paul Rudoph entre os entrevistados. Para ler com tempo.

A partir de agora na coluna Em Acompanhamento.

E a propósito...

Já que Mónica Marinheiro trouxe para cima do estirador o Ben van Berkel e o Norman Foster, decidimos colocá-los na lista daqueles de falamos.

Para não ficar atrás, a lista Em Acompanhamento conta agora com o link ao excelente A Weekly dose of Architecture, com selecção fina e informada em formato semanal (de acompanhamento obrigatório). É dele que retiramos a imagem da Embaixada da Noruega em Kathmandu (Nepal), de Kristin Jarmund. Os artigos, simples e bem escritos, vêm acompanhados por imagens fotográficas e também por plantas, cortes e alçados. Um verdadeiro brinco.





















E, também para o Acompanhamento, desta vez em Português, o Directório Arco: uma espécie de base de dados on-line com (alguns) projectos interessantes.













E falo da Arco porque é ela a responsável pela edição daquela que é, provavelmente, a melhor revista de arquitectura que tem sido publicada por terras lusas; ou, pelo menos, aquela que tem um critério editorial claro, constante, e interessante. Um pouco ideológica talvez, mas ainda assim... das coisas úteis que valem a pena ler e ver.

!!!

Já se vê qualquer coisa,

a Mutação molecular da Mónica;
a Flor da Joana;
a Fisga do Daniel;
onde está o Hotel do Pedro Banaco?
onde está a Vera?

Atitude!

CÂNTICO NEGRO

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde

Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,

Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

José Régio

As Cidades e as Paisagens invísiveis

Por falar em integração na paisagem...












Atlas cinzento, Marrocos

Sais de Prata

















Não sabemos nada de Madalena Lello, a não ser que gosta de arquitectura, de cinema, de cidades, de elementos, de exposições, de influências, de mudanças, de mundos artificiais, de mundos sublimes, do neo-realismo, do mundo, de percepções e de política. E de fotografia, sobretudo. de fotografia de de arquitectura, de cinema, de cidades, de elementos, de exposições, de influências, de mudanças, de mundos artificiais, de mundos sublimes, do neo-realismo, do mundo, de percepções e de política.

Tudo isto, de forma sublime, em Sais de Prata.

Em acompanhamento

of Beauty and Consolation inaugura uma nova coluna dedicada a Blogs e sucedâneos; permitindo um acompanhamento constante de outras formas de pensar e entender arquitectura (e não só).
Honras de abertura a Bldg_Blog e a An_Architecture, dois blogs com singular entendimento sobre o potencial da arquitectura e suas consequências.

Leituras do Mês

Leituras do Mês

Eládio Dieste

A obra do Uruguaio Eladio Dieste (1917-2000) entre a década de 50 e o final do séc., numa edição de luxo da Electa. O livro fica a cargo de Mercedes Daguerre, e tem textos de Mario Chirino, de Graciela Silvestri e do próprio Dieste: senza la rivelazione del mistero del mondo che viene dall'arte non faremo mai della nostra vita qualcosa di realmente umano.

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Obradoiro

O regresso de uma das publicações mais significativas do final da década de 80 / principios de 90, em Espanha e Portugal. Publicado pelo Colexio Oficial de Arquitectos de Galicia, e sob a Direcção de Carlos Pita, o número 33 de Obradoiro dedica-se ao Pequeno. Destaque-se o texto e Óscas Tenreiro (o Legado de Firminy), e os projectos de Solano Benítez e de César Portela.

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