euvg Arquitectura 2008/2009: atelier V, atelier VI, atelier VII, atelier VIII; Pedro Machado Costa, Pedro Cordeiro

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As meninas...







sairam à rua de Burgos perante transeuntes maioritáriamente indiferentes à Repetição.
Relança-se a questão da originalidade na Arte como Deleuze explorou no Pensamento com ideia de alcançar "um verdadeiro começo".
DELEUZE, Gilles - Différence et Répétition. Presses Universitaires de France,1968.

Se não há (na biblioteca) devia haver





















El Croquis é uma das publicações de arquitectura de maior relevância. De dois em dois meses publica excelentes e criteriosas Monografias de autores contemporâneos, quase sempre acompanhados de belíssimas entrevistas e análises exemplares. Em castelhano e inglês.
O ultimo número dedica-se aos projectos de Siza, entre 2001 e 2008. E, coincidência ou não, até há por lá projectos de Hotéis e de Bibliotecas. É ou não é sorte?

Livros de Viagem
















Daniel Blaufuks, da série Urban Landscapes, 2003

Pedro Banaco dá-nos excelente exemplo daquilo que pode ser a estrutura de um Livro de Viagem, neste caso da Autoria de Daniel Blaufuks, simplesmente chamado Uma viagem a São Petersburgo.
O livro é de 1998, e foi editado a propósito dos Encontros de Fotografia de Coimbra. Infelizmente, tanto o Livro como os Encontros, já não existem.
Do mesmo autor há um outra obra com algumas semelhanças: London Diaries (1994, Ed. CCB); e um outro (o meu preferido): Collected Short Stories (Ed. Fund. Calouste Gulbenkian, 2003).
Todos eles são uma espécie da catálogos de exposições, e ao mesmo tempo registos únicos, pessoais, quase íntimos, daquele que é o autor de uma das obras que mais nos faz reflectir na memória e na sua perda.
A acompanhar portanto.

Entre Parent(esis) e Aires Mateus

Relativamente à segunda fase do Cadavre Exquis de Daniel Santos, o resultado recordou-me o grupo formado por Claude Parent (Arquitecto, 1923) e Paul Virilio (Filósofo, 1932): Architecture Principe (1963-1969), cujas investigações que foram publicando dariam origem a uma colectânea (The Function of the Oblique: The Architecture of Claude Parent and Paul Virilio, 1963-1969, AA Publications, 1996; eu tenho uma reedição fac-simile, em francês, mas infelizmente não o encontro).





















Os resultados da dupla são surpreendentemente aproximados à peça do Daniel, sem que o ponto de partida tivesse sido o mesmo. Excelente!






































Todos os desenhos retirados do site do Le Monde, num artigo intitulado La Ville oblique de Claude Parent (3/5), sobre a exposição Avenirs de villes/Future for Cities, em Nancy


Depois, a obsessão pelos quadradinhos reporta, claro, para algumas arquitecturas que nos são mais próximas (pelo menos em termos geográficos). Ver Aires Mateus.
















Em relação propriamente aos esquiços do Daniel, duas os três considerações:
1. Larga lá o computador e passa para a maqueta!
2. Estive a ver a coisa, e tomei a liberdade de desenhar por cima:)
Propunha repensar a coisa por cima. Acho mesmo que a (deliberada) "ausência" é extremamente radical. E depois, também, pensei em dar-lhe um "reverso" vazio; como se a peça tivesse o seu negativo vista por baixo.
E por fim, em termos meramente volumetricos, acho que subir os topos ajudará alguma coisa.












Leituras

Em relação ao Exercício 5: na aula de 7 de Outubro definiu-se a seguinte distribuição de livros por aluno:
  • Ana Rita Diogo: BACHELARD, Gaston, La Poétique de l'espace, Presse Universitaires de France, Paris, 1957; apontando-se a possibilidade de cruzar o texto com o trabalho de Siza Vieira.
  • Daniel Santos: VENTURI, Robert, Complexity and Contradiction in Architecture, Moma, New York, 1966; apontado-se a possibilidade de cruzar o texto com o trabalho dos Archigram.
  • Pedro Banaco: ROSSI, Aldo, La Architettura de la Città, Marsilio, Padua, 1966.
  • Vera Silva: LYOTARD, Jean-François, La Condition Posmoderne, Les Edition de Minuit, Paris, 1978.
  • Joana Labela: IBELINGS, Hans, Supermodernism: Architecture in the Age of Globalization, NAi, Rotterdam, 1998; apontado-se a possibilidade de cruzar o texto com o trabalho dos Saana.
  • Sandrine Portas: NORBERG-SCHULZ, Christian, Genius loci : paesaggio, ambiente, architettura, Electa, Milan, 1979.
  • Mónica Marinheiro: AUGÉ, Marc, Non-Lieux, Éditions du Seuil, Paris 1992.
Aguarda-se a confirmação do(s) autor(es) a estudar por cada um dos Alunos.

Complexidades e Contradições

Exercício 5

Tipo
Individual

Data de Lançamento
29 de Setembro de 2008

Entrega Provisória
4 de Novembro de 2008

Entrega Definitiva
20 de Novembro de 2008

1. Descrição
Trata-se de um exercício de investigação, que procurará relacionar o trabalho prático de um arquitecto com uma obra teórica de referência no contexto da cultura arquitectónica recente.
Procura-se desse modo entender e fundamentar um tipo de produção arquitectónica a partir de um determinado modelo de pensamento, permitindo-nos olhar para uma obra de arquitectura sobre o ponto de vista da especulação intelectual; seja ela análise crítica, leitura histórica, ou proposição ideológica.
Não se pretende no entanto encontrar uma replicação directa entre teoria e prática; mas antes procurar relações entre uma e outra formas de pensar e criar arquitectura.
O exercício será entregue na forma de um Paper, formato A4 (a disponibilizar no Blog, em formato PDF); devendo o Aluno fazer uma apresentação pública do mesmo aquando da entrega final.

2. Objectivos
O Aluno deverá ser capaz de analisar e interpretar uma determinada obra teórica, confrontando-se com a terminologia e a linguagem própria da cultura arquitectónica e ser capaz de cruzar a tese aí defendida com a obra resultante do percurso de um arquitecto.
Procura-se dessa forma despertar o Aluno para a importância e o significado que o pensamento e a reflexão teóricas têm para o campo da criação e experimentação arquitectónicas; possibilitando-se do mesmo modo um confronto de ideias entre dois autores diferentes.
Procura-se ainda despertar o Aluno para o trabalho de investigação, e informar sobre os respectivos procedimentos metodológicos.

3. Proposta Metodológica
Propõe-se a cada Aluno a selecção prévia de uma (e apenas uma) das seguintes obras:
AUGÉ, Marc, Non-Lieux, Éditions du Seuil, Paris 1992 (ed. port.: Não-lugares, introdução a uma antropologia da sobremodernidade, Bertrand);
BACHELARD, Gaston, La Poétique de l'espace, Presse Universitaires de France, Paris, 1957 (ed. Brasileira: A Poética do Espaço, Martins Fontes);
IBELINGS, Hans, Supermodernism: Architecture in the Age of Globalization, NAi, Rotterdam, 1998;
KOOLHAAS, Rem, Delirious New York: A Retroactive Manifesto for Manhattan, Oxford University Press, 1978 (disponível em edição portuguesa muito recente);
LEACH, Neil, The Anaesthetics of Architecture, MIT Press, Cambridge, Massachussets, 1999 (ed. Portuguesa: A Anestética da Arquitectura, Antígona) Nota: obra parcialmente disponível para consulta no Google Books;
LYOTARD, Jean-François, La Condition Posmoderne, Les Edition de Minuit, Paris, 1978 (Ed. Portuguesa, A Condição Pós-Moderna, Gradiva)
NORBERG-SCHULZ, Christian, Genius loci : paesaggio, ambiente, architettura, Electa, Milan, 1979;
ROSSI, Aldo, La Architettura de la Città, Marsilio, Padua, 1966:
VENTURI, Robert, Complexity and Contradiction in Architecture, Moma, New York, 1966 (ed. Brasileira: Complexidade e Contradição em Arquitectura, Martins Fontes); e
VIDLER, Anthony, The Architectural Uncanny, MIT Press, Cambridge, Massachussets, 1992.
O Aluno deverá iniciar o trabalho por uma breve investigação sobre o Autor (quem é, o que fez, qual a importância do seu trabalho, etc.) , fazendo posteriormente uma resenha da tese que a obra defende. A obra será necessariamente enquadrada no período temporal e histórico a que se refere; procurando estabelecer-se uma correlação com a criação arquitectónica que lhe é contemporânea.
Não se pretende que o aluno tenha uma posição crítica sobre a obra; mas apenas que consiga entendê-la, e resumir o seu conteúdo. Pede-se por isso um resumo simples, construído com frases curtas, evitando longas citações e descrições demasiado exaustivas
Note-se que o objectivo do exercício é cruzar o conteúdo da obra seleccionada com a obra de um arquitecto; pelo que a análise e descrição directa da Tese que a obra defende é, para nós o essencial.
A origem disciplinar das obras que são postas à escolha dos alunos é bastante diversa, pelo que as obras poderão não se referir directamente à arquitectura, como é o caso dos livros de Lyotard, de Augé, ou de Bachelard; considerando-se ainda assim que todas as obras são acessíveis, e facilmente relacionáveis com a cultura arquitectónica. No entanto aconselha-se o Aluno a seleccionar cuidadosamente a obra que irá analisar, procurando que esta não seja de todo estranha aos seus hábitos de leitura.
A selecção da obra deverá ser feita até dia 7 de Outubro.

Posteriormente o Aluno deverá escolher um arquitecto, e analisar a sua obra; procurando confrontá-la com a tese defendida no livro. A escolha do Arquitecto é livre, devendo embora a sua nomeação ser posta à consideração prévia do Regente da Cadeira, tendo em conta a obra teórica em estudo. Numa primeira análise apontam-se os seguintes nomes:
Tadao Ando;
Peter Eisenman;
Herzog e de Meuron;
Rem Koolhaas;
Enric Miralles;
Rafael Moneo;
Jean Nouvel;
Aldo Rossi;
Sanaa (Sejima, Nishizawa)
Alvaro Siza Vieira; e
Bernard Tschumi.
A lista de arquitectos que se propõe tem como base a possibilidade de cruzamento da sua obra com qualquer uma das teses anteriormente descritas, e também a facilidade em encontrar um grande a variado número de fontes disponíveis.
Propõe-se ao Aluno que faça uma breve recenção sobre a obra do autor que escolheu, referindo as suas obras mais relevantes, e enquadrando-as na produção disciplinar. O Aluno poderá (deverá) recorrer a bibliografia de apoio, baseando a sua análise nessas fontes; devendo por isso consultar Monografias críticas e a obras por eles escritas. Esta segunda parte do trabalho poderá ser apoiada por documentação gráfica, nomeadamente desenhos, imagens de projecto e obras, citações, etc.

A terceira parte do Paper será dedicada exactamente à procura de relações entre obra teórica e obra prática; devendo o aluno retirar uma conclusão clara, e necessariamente sintética, do cruzamento de ambas. Incentiva-se o Aluno a tirar as suas próprias conclusões, em detrimento de apresentar teses anteriormente escritas.

Não sendo um trabalho de fundo, pretende-se que o exercício cumpra ainda assim todos os códigos de investigação e produção científica. Desse modo o Aluno obriga-se a referir todas as suas fontes - sejam textos, imagens, projectos, citações, etc. o Texto deverá ter uma Introdução (que referirá a razão de escolha das obras e dos autores, bem como uma breve descrição da metodologia de investigação), uma Análise (de ambos os autores, em separado, ou em conjunto; acompanhados de imagens, fotografias ou desenhos), uma Conclusão (onde o Aluno exporá a sua tese), e a Bibliografia.
No final será apresentado um Paper (formato A4, com fonte 11, a espaço e meio) devidamente ilustrado, sendo feita uma apresentação a toda a turma (duração 15 m.)
A investigação deverá ir sendo registada no Blog; devendo o trabalho final ser aí posto à disposição de todos.

4. Avaliação
Será avaliada a capacidade de análise e reflexão em torno de determinada ideia, e compreensão das suas relações e consequências disciplinares.
Trata-se objectivamente de um exercício que procura despertar o aluno para a importância da investigação e da reflexão, pelo que se considera de grande significado a capacidade que a aluno demonstre em produzir uma "tese" a partir de uma interpretação individual sobre os temas por ele analisados. É por isso considerado secundária a eventual demonstração de erudição ou conhecimento para lá daquilo que é expectável a um processo elaborado em tão curto espaço de tempo, sobre temas e obras de grande complexidade como aquelas que são aqui propostas.
Nesse sentido a avaliação será feita pela capacidade demonstrada pelo Aluno em analisar e interpretar fontes, cruzar informação, e ser capaz de explicá-la de forma simples e directa.
Do mesmo modo é dada relevância ao rigor próprio do registo científico, e à metodologia de investigação.

Lisbon (Short) Story

Exercício 4

Tipo
Individual

Data de Lançamento
29 de Setembro de 2008

Entrega Provisória
14 de Outubro de 2008

Entrega Definitiva
4 de Novembro de 2008

1. Descrição
A propósito da Exposição de Peter Zumthor (Basileia, 1943), na Lx Factory, em Lisboa, propõe-se ao Aluno que deambule através de duas décadas do percurso criativo do autor suíço
, reflectindo sobre o seu conteúdo; e procurando esses mesmos valores em outros edifícios e/ou lugares da Cidade de Lisboa.
Trata-se de um exercício de investigação e de reflexão teórica, que procura interpretar um determinado ponto de vista (o de Zumthor), e sua possível aplicação na leitura de fenómenos urbanos e/ou arquitectónicos num contexto físico específico para lá da sua obra.
O resultado do trabalho será uma espécie de pequeno livro de viagem (formato A4), ou uma reportagem, que registará a experiência do confronto com o conteúdo exposto com os outros locais visitados.

2. Objectivo
O Aluno deverá ser capaz de interpretar de forma crítica os valores constantes na produção prática de Zumthor a partir da leitura directa da sua obra.
O objectivo é estabelecer e desenvolver a capacidade de interpretação do aluno a partir da observação daquilo que é o resultado prático da obra de um autor, procurando a partir daí reconstruir o seu pensamento, o seu método, a sua sensibilidade e a sua forma de agir.
À luz desses valores o aluno deverá ser capaz de analisar e interpretar outras realidades arquitectónicas, descrevendo-as , e procurando compará-las à luz das proposições do autor.

Não se pede no entanto ao aluno que transcreva o ponto de vista de Peter Zumthor. Trata-se antes de obter uma abordagem crítica e necessariamente pessoal sobre o significado da sua obra e, sobretudo, daquilo que podemos aprender (e apreender) a partir daquilo que por ele nos é proposto; tendo em conta a sua obra arquitectónica, mas também os seus escritos.

3. Proposta Metodológica
Propõe-se a visita à exposição Peter Zumthor - Edifícios e Projectos, 1986/2007; seguida por um périplo por vários edifícios e/ou locais da cidade de Lisboa. Estes locais poderão ser definidos por cada aluno, devendo no entanto essa escolha estar de uma ou de outra forma relacionada com o conjunto de valores que o aluno julgue caberem no processo de pensamento de Zumthor.
Tanto a exposição como os edifícios e/ou lugares deverão ser alvo de registo fotográfico; que deverá ser posteriormente transposto para o Caderno de Viagem, que será o formato definitivo do trabalho a entregar.











Propõe-se que esse Caderno seja dividido em dois capítulos: o primeiro dedicado ao registo da exposição de Zumthor; o segundo dedicado à viagem pelos edifícios que o aluno decida visitar.
Qualquer que seja o conteúdo registado, o aluno deve explicar de forma criteriosa o porquê da selecção de obras e/ou imagens à luz daquilo que foi a sua leitura da exposição, procurando correlacioná-los entre si a partir desses mesmos conceitos.
O Caderno de Viagem, obrigatoriamente de formato A4, poderá conter imagens fotográficas, textos, citações, reflexões e/ou anotações críticas, e quaisquer elementos que o aluno considere serem demonstrativos da sua interpretação pessoal sobre aquilo que foi a sua experiência.
Caberá a cada aluno desenvolver o trabalho da forma que julgue mais coerente com a sua forma de ler a exposição de Zumthor, e com os lugares que visitou; julgando-se no entanto necessário uma preparação prévia da sua viagem; nomeadamente através da leitura de textos de (e sobre) Zumthor, da investigação sobre os seus projectos e obras; e, claro, de um planeamento prévio dos lugares e edifícios a visitar.

Apontam-se as seguintes obras, que se consideram úteis para a preparação do trabalho:

Zumthor, P. & Binet, Helen, Peter Zumthor Works - Buildings and Projects 1979-1997, PrincetonArchitectural Press, 1998.
Zumthor, P., Three Concepts: Thermal Bath Vals, Art Museum Bregenz, "Topography of Terror" Berlin, Chronicle Books, 1998
Schneider, Eckhard, (ed.), Peter Zumthor - Kunsthaus Bregenz, Hatje Cantz Pub., 2008.
Zumthor, P., Thinking Architecture, Birkhauser, 2006 (2ª edição)
Zumthor, P., Atmospheres: Architecural Environments - Surrounding Objects, Birkhauser, 2006

Algumas destas obras estão editadas em português.

Para quem conheça mal a cidade de Lisboa, ou tenha alguma dificuldade em planificar previamente locais a visitar, apontam-se os seguintes locais de visita (mais ou menos obrigatória):

Começem pela Fundação Calouste Gulbenkian (1959), de Alberto Pessoa, Pedro Cid e Ruy Jervis d'Athoughia, junto á Praça de Espanha (Metro Praça de Espanha). Aproveitem para ver a exposição 7 Artistas ao 10º Mês, onde 7 novos artistas expõem a sua obra numa mostra comissariada por Filipa Oliveira, na Galeria de Exposições Temporárias. Demorem-se pelo Átrio, tentem entrar no Auditório (se puderem, regressem pela noite para assistir a um dos concertos da temporada de música), passem os olhos por uma revista de arte na Biblioteca ao mesmo tempo que se sentam numa das cadeiras de Daciano da Costa, passeiem pelos jardins de António Vieira Barreto, onde colaborou um ainda muito novo Gonçalo Ribeiro Teles (responsável entretanto pelos novíssimos espelhos de água circulares), bebam um café na esplanada, e dêem um pulo ao Centro de Arte Moderna.
Junto ao Marquês de Pombal entrem na Igreja do Sagrado Coração de Jesus (1962-1970), de Nuno Teotónio Pereira, Nuno Portas, Vasco Lobo, Vítor Figueiredo. Apenas para ficarem sentados.
Ao almoço passem pela Casa do Alentejo (Séc. XVII, com alterações por Silva Júnior, em 1917), nas Portas de Santo Antão, mesmo junto ao Coliseu, e sentem-se num daqueles sofás.
Lá perto, já junto ao Rossio, entrem na Igreja de S. Domingos (1241, com Capela-Mor de Ludovice, em 1748; reconstruída por Manuel Caetano de Sousa após o terramoto de 1755).
Para lá da 2ª Circular fica a Escola Secundária de Benfica (de 1978; hoje Escola Secundária José Gomes Ferreira), de Raul Hestnes Ferreira, muito perto de duas obras de Carrilho da Graça: a Escola Superior de Comunicação Social e a novíssima Escola de Música.
Fim da tarde no Hotel Ritz (1952), de Pardal Monteiro. Como jantar lá é muito caro, subam a Fontes Pereira de Melo e, logo depois do Saldanha, comam um bife no
Restaurante Galeto (1966), de Vítor Palla. Deixem o café para a Pastelaria Mexicana (1962), de Jorge Chaves, junto aos pássaros.
Para o resto da noite ficam dispensados de pensar em Arquitectura; sugerindo-se no entanto uma passagem por um dos primeiros edifícios construídos em Betão: o Lux.

A apresentação final do trabalho será feita através da entrega do Caderno de Viagem, e de uma apresentação oral (com suporte de projecção de imagens).

4. Avaliação

Será avaliada a capacidade de análise e de reflexão crítica, tanto sobre o conteúdo da exposição, como sobre as obras visitadas; nomeadamente a capacidade de apreensão das qualidades e valores que detêm; sobretudo no modo de cruzar ambos os "temas". Será ainda avaliada a investigação prévia, a procura de fontes, o rigor da investigação, e a própria selecção do percurso de viagem. Procura-se no final a obtenção de um caderno de viagem, necessariamente ilustrado e informado, claro na sua composição, e comunicante.


Leituras do Mês

Leituras do Mês

Eládio Dieste

A obra do Uruguaio Eladio Dieste (1917-2000) entre a década de 50 e o final do séc., numa edição de luxo da Electa. O livro fica a cargo de Mercedes Daguerre, e tem textos de Mario Chirino, de Graciela Silvestri e do próprio Dieste: senza la rivelazione del mistero del mondo che viene dall'arte non faremo mai della nostra vita qualcosa di realmente umano.

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Obradoiro

O regresso de uma das publicações mais significativas do final da década de 80 / principios de 90, em Espanha e Portugal. Publicado pelo Colexio Oficial de Arquitectos de Galicia, e sob a Direcção de Carlos Pita, o número 33 de Obradoiro dedica-se ao Pequeno. Destaque-se o texto e Óscas Tenreiro (o Legado de Firminy), e os projectos de Solano Benítez e de César Portela.

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