euvg Arquitectura 2008/2009: atelier V, atelier VI, atelier VII, atelier VIII; Pedro Machado Costa, Pedro Cordeiro

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Avaliação Final Exercício 4

O peso relativo das notas do Exercício 4 para a média final ponderada é de 10%.
As Notas do Exercício 4 são as seguintes:

Ana Rita Diogo 13
Qualidade do Registo (30%) 12
Qualidade do Método e do Processo (30%) 12
Cumprimento dos Objectivos Científicos (30%) 12
Rigor Científico (10%) 10
Total 11,8
Majoração Atelier V 12,98
Daniel Santos 16
Qualidade do Registo (30%) 16
Qualidade do Método e do Processo (30%) 16
Cumprimento dos Objectivos Científicos (30%) 15
Rigor Científico (10%) 16
Total 15,7
Joana Labela12
Qualidade do Registo (30%) 13
Qualidade do Método e do Processo (30%) 11
Cumprimento dos Objectivos Científicos (30%) 11
Rigor Científico (10%) 14
Total 11,9
Mónica Marinheiro 12
Qualidade do Registo (30%) 13
Qualidade do Método e do Processo (30%) 12
Cumprimento dos Objectivos Científicos (30%) 12
Rigor Científico (10%) 10
Total 12,1
Pedro Banaco 6
Qualidade do Registo (30%) 7
Qualidade do Método e do Processo (30%) 7
Cumprimento dos Objectivos Científicos (30%) 7
Rigor Científico (10%) 7
Total 7
Penalização por Atraso de Entrega (-20%) 5,6
Majoração Atelier V 6,16
Sandrine Portas12
Qualidade do Registo (30%) 12
Qualidade do Método e do Processo (30%) 12
Cumprimento dos Objectivos Científicos (30%) 11
Rigor Científico (10%) 10
Total 11,5
Vera Silva 13
Qualidade do Registo (30%) 12
Qualidade do Método e do Processo (30%) 13
Cumprimento dos Objectivos Científicos (30%) 11
Rigor Científico (10%) 10
Total 11,8
Majoração Atelier V 12,98

A Viagem de Vera Silva

O primeiro aspecto que salta á vista do Lisbon Story de Vera Silva é a sua aparente incompletude; como que se o trabalho tivesse ficado pela metade.
Quer isto dizer que a primeira parte do texto, dedicada a aspectos biográficos de Zumthor (alguns deles menos presentes na nossa memória, e ainda assim com significado para compreender o autor), e ao cariz mais significativo da sua obra é, por Vera Silva, descrito de forma clara e compreensiva. Aqui a Aluna opta pelo claro recurso a fontes (sem no entanto identificar genericamente a sua origem), preterindo dessa forma uma análise mais pessoal sobre aquilo que a obra de Zumthor lhe poderá dizer. Ficamos por isso sem perceber o posicionamento da Aluno perante o problema; o que, em certo sentido, é (ou pode ser) uma estratégia válida num processo de análise científica.
A excepção a esse posicionamento revela-se exactamente nos momentos em que Vera se mais envolve com a matéria exposta: “consegui isolar-me de tudo (…), apenas centrar-me no espaço (…) estava ali criado um ambiente para observar outro muito digno” (p. 5); o que, em limite, reflecte uma entrega emotiva ao fenómeno que a Aluna presencia; sendo estas as partes em que o texto é mais bem conseguido.
Denota-se já alguma maturidade no modo da Aluna ler arquitectura; sendo este demonstrado pelo aparente á-vontade com que Vera Silva popula por d’entre as obras expostas, e as descreve, com ligeireza e, ainda assim, com acuidade; assentando-lhe o seu carácter excepcional nos aspectos que mais lhe interessam.
No entanto os objectivos do trabalho não são cumpridos na sua totalidade, dado a 2ª parte do texto (pretensamente dedicada á análise de outras obras, e comparação delas com o conteúdo da exposição de Zumthor) ser praticamente inexistente.
O descuido com que trata a (escassa) informação recolhida permite-nos depreender dificuldades na análise de edifícios e/ou obras cujo suporte de fontes seja mais difícil de descortinar; o que de certo modo vem confirmar que a eficácia demonstrada na primeira parte do texto se deve sobretudo ao tratamento de informação recolhida em fontes (não referidas).
Estamos ainda assim na presença de um trabalho genericamente positivo; sendo que os seus aspectos negativos de devem sobretudo á falta de empenho que a Aluna tem vindo a demonstrar ao longo do semestre.
O trabalho denota pouco cuidado ao nível da legendagem de imagens, da ausência à referencias a fontes. Não é apresentada Bibliografia, e a paginação é inexistente.

A Viagem de Sandrine Portas

O Livro de Viagem de Sandrine Portas apresenta alguns dos problemas e de dificuldades endémicos que a Aluna tem vindo a demonstrar ao longo do Semestre: cultura arquitectónica (ainda) frágil e pouco sustentada, dificuldade de leitura do conteúdo de obras e projectos arquitectónicos, e uma metodologia (usada também no Complexidades e Contradições, de que falaremos numa outra oportunidade) de certa forma estéril, e pouco produtiva.
Em relação ao método refira-se que Sandrine opta (sempre) por resumir o seu entendimento das obras que lê a um conjunto de citações; fazendo de uma suposta ficha de leitura (útil em qualquer investigação cientifica enquanto registo de informação a ser interpretada posteriormente) o trabalho final; sem se dar ao trabalho de analisar e esclarecer os seus leitores sobre a razão da selecção de textos; e sem ela própria agir criticamente sobre a informação recolhida.
Sendo que a primeira parte do Caderno de Viagem é construído apenas com base nesse “método” (citações), ficamos sem saber se Sandrine Portas entendeu de facto o conteúdo da Exposição de Zumthor; não havendo qualquer tipo de posicionamento crítico da Aluna face a ela, nem mesmo uma verdadeira análise dos projectos aó mostrados.
Da mesma forma Sandrine aborda a 2ª parte do trabalho; com um problema acrescido, que é o da falta de fontes de consulta, com excepção da descrição (mais uma vez uma citação) da igreja do Sagrado Coração.
O trabalho é pautado por uma ausência de análise e interpretação das obras e projectos visitados; resumindo-se a informação a uma descrição baseada em lugares comuns: “equipamento muito requintado tal como a decoração de todo o edifício” (p.7) ou “o Hotel Ritz de Lisboa espelha a nobreza e o charme do Portugal Histórico” (p.8), e não em discurso arquitectónico, como seria desejável; e mesmo na parte onde seria expectável a apresentação de conclusões próprias, Sandrine Portas resume-se a usar (mais uma vez) um rol de citações (bem escolhidas, mas ainda assim simples citações) pouco conclusivas em relação àquilo que seria expectável num trabalho desta natureza. Em termos gerais o trabalho é pouco consentâneo com a natureza científica pretendida, sendo os registos de fontes ainda assim, na sua generalidade, assegurados. Não há bibliografia nem paginação.Há erros crassos, como o uso do termo Muço-Árabe (a Aluna quereria dizer Moçárabe), usado aqui em completo desrespeito pelo significado arquitectónico e histórico do termo.

A Viagem de Pedro Banaco

O Caderno de Viagem de Pedro Banaco, entregue após a data final do Exercício, deixa desde logo adivinhar uma leitura superficial, parca em reflexão e ausente de sentido crítico perante o conteúdo dos temas de leitura propostos para a sua realização.
O relato da exposição resume-se á colectânea de citações retiradas do catálogo de exposição (sem referência clara á sua localização na fonte) e a algumas frases do próprio, cujo teor revela total falta de capacidade de interpretação das obras aí patentes.
Frases como “realismo das maquetas” (p.5), “filme da nossa vida” (idem), “…importância do pormenor” (p.4) ou “uso de um determinado material numa determinada obra, significa que essa característica só pode ser sentida nesse edifício – relações históricas, especificidade do lugar…” (p.6) pouco ou nada fazem sentido no contexto da exposição, e nada acrescentam ao rol de imagens fotográficas editadas sem qualquer objectivo aparente; revelando dessa forma o Aluno pouca sensibilidade pelo conteúdo observado, e incapacidade genérica de se relacionar com o forte carácter disciplinar apresentado na exposição visitada.
Pedro Banaco absteve-se de cruzar a sua interpretação pessoal sobre o que viu na exposição de Zumthor com outras experiência edificadas, ficando desse modo aquém de cumprir os objectivos mínimos que o exercício propunha.
Em termos científicos o Paper não cumpre qualquer regra de registo, de linguagem ou de apresentação de um trabalho académico. Não há qualquer tipo de referência á estrutura do trabalho, nem ao método de abordagem que o Aluno terá seguido.
Sublinhe-se ainda a inexistência de Bibliografia de Apoio.

A Viagem de Mónica Marinheiro

Mónica Marinheiro apresenta-nos um Livro de Viagem que procura cruzar informação provinda de fontes cientificas com a sua própria análise sobre as obras e projectos de arquitectura que visita.
No entanto o levantamento sobre os conteúdos é, na sua maior parte, descritivo: “a exposição oferece um lugar olhar único e revelador sobre o processo criativo, lógica programática e metodologia de trabalho de Peter Zumthor” (p.6), como se tal facto fosse desconhecido para quem lê o texto. E no entanto o mesmo texto arreda-se de análises mais profundas sobre o teor do conteúdo observada, limitando-se a aplicar um “método de trabalho” que passa pelo uso de citações. Ao contrário de confirmarem o ponto de vista de Mónica, as citações são aqui usadas como corpo centrar da análise, o que relega para segundo plano qualquer conteúdo próprio da Aluna. Esta simplesmente afirma coisas como “uma experiência diferente e miuto agradável”, como se estivesse a descrever uma tarde na praia.
Nesse sentido aquilo que se retira da primeira parte do texto de Mónica é a insuficiência de capacidade de análise dos conteúdos, a falta de reflexão, e a ausência de conclusões que nos permitam descortinar as ideias que a Aluno retirou da exposição.
No Capítulo Sensações Pessoais Mónica procura redimir-se: “um dos pontos fulcrais da obra (…) é sem dúvida a luz” (p.12), ou “os espaços criados são por si só objectos de contemplação” (idem), usando termos como “atmosfera pacífica desmesuradamente confortável e afável” (p.13). A Aluna permite-se alguma liberdade subjectiva (pessoal): “Cada espaço tem um enorme carácter de aparente simplicidade, serenidade, sinceridade, entre muitos adjectivos…sinto que estou a descrever quase que um ser vivo…” (p.13) o que, demonstrado embora alguma dificuldade em lidar de forma analítica com o teor da obra de Zumthor, nos permite entender o envolvimento com a arquitectura do autor.
Uma das conclusões a que Mónica chega é a de que “a arquitectura [de Zumthor] situa-se entre o foro fenomenológico e o estilismo poético” (p.12), o que, passe a redundância, é uma das possíveis leituras da exposição. E no entanto a Aluna não é capaz de levar essa conclusão a bom termo no que diz respeito á comparação entre essa ideia fenomenológica e a natureza dos espaços, edifícios e obras que posteriormente visita: “torna-se um acto inadvertido da minha parte, não sabendo, eu própria, bem o porquê desse sentimento” (p.20).
Em resumo: trata-se de um trabalho que demonstra algumas fragilidades no domínio do registo e do método científico, mas também a (ainda) parca cultura arquitectónica, que permitira á Aluna dissertar de forma autónoma. O trabalho é, nesse sentido, pouco claro em termos da sua utilidade, quer para a Aluno (um Livro de Viagem também é um registo para a posterioridade), quer para o leitor, que pouco apreende e nada aprende sobre o suposto conteúdo académico do exercício.
Quando a Aluno afirma (legitimamente) não registar informação já existente noutras fontes, e posteriormente refere querer “depositar essencialmente o [seu] sentimento, o que [lhe] proporcionou [cada obra], e o porquê” (o que continua a ser legitimo) esquece-se que o seu ponto de vista enquanto arquitecta deveria ser uma forma de olhar os fenómenos arquitectónicos de um outro modo, mais informado, mais rigoroso, mais culto; devendo ser capaz de descortinar por detrás de ambientes e atmosferas o modo como Zumthor os consegue atingir. Porque, simplesmente, era essa a utilidade do exercício: dominar a matéria arquitectónica como forma de chegar a determinada expressão.
Não há bibliografia, nem paginação, nem índice; e algumas imagens não são legendadas.
O formato do trabalho e a própria composição do trabalho remetem á formula de Livro de Viagem, o que é de certa forma uma vantagem; embora o tipo de fonte usada (sobretudo sobre imagens) dificulte a leitura.

A Viagem de Joana Labela

Lisbon Story de Joana Labela é um trabalho desequilibrado. Desequilibrado na sua estrutura, desequilibrado no seu conteúdo, e desequilibrado na sua forma.
O problema principal do texto é exactamente a ausência de texto; ou seja: a ausência de qualquer tipo de observação (de entrega) pessoal ás questões que são levantadas pelo enunciado do Exercício 3.
Não é que Labela tenha deixado de fazer o que se lhe exigia: a visita á exposição de Zumthor, e o passeio por alguns edifícios de Lisboa fizeram a Aluna olhar para o essencial. Isso é desde logo demonstrado pela (extensa, mas ainda assim incisiva) reportagem fotográfica registada no trabalho de Joana; que, livre e espontaneamente, discorre sobre algumas das características mais fortes da exposição, como da Gulbenkian (sobretudo nos seus jardins), como na Igreja de S. Domingos ou na Casa do Alentejo.
O problema está exactamente na ausência de qualquer tipo de registo escrito (por outras palavras: reflexão) sobre aquilo que a Aluno observou e registou fotograficamente. A excepção a isso, no primeiro capítulo, resume-se a citações esparsas, e ao registo de informações mais ou menos conhecidas.
Raramente Joana Labela decide dar um ar da sua graça (da sua forma de ver arquitectura). Quando o faz refere “largados / libertados nos extensos jardins” (p. 19), “a ausência de barulho” ou “espaço confortante, apesar da sua monumentalidade” (p. 26); o que, entenda-se, é muito pouco para uma Aluna do 4º Ano de um curso de arquitectura.
Mesmo a conclusão é, no mínimo, ociosa, e pouco cuidada; revelando muito pouco da inteligência e da cultura arquitectónica que Joana domina; ficando por isso o trabalho muito aquém das capacidade da Aluna.
Refira-se o rigor no uso de regras de registo científico (citações, numeração de págs., , Bibliografia, Índice), e menos cuidado na legendagem de imagens.
A preparação do trabalho ficou-se pela leitura de uma única fonte.

A Viagem de Daniel Santos

Lisbon (Short) Story de Daniel Santos apresenta-se como um trabalho de grande rigor científico, sem que para tal se perca a informalidade própria de um registo como é o de um Livro de Viagem.
A organização do Paper é exemplar, referindo primeiramente a metodologia de abordagem ao problema colocado pelo enunciado do exercício, que depois irá estruturar os vários capítulos, onde o Aluno disserta sobre os conteúdos observados, munindo-se de bibliografia de apoios, mas também de uma visão pessoal, e crítica, que lhe permite ter uma leitura abrangente sobre o(s) objectos(s) de estudo.
O trabalho dispensa referências directas a informações anteriormente obtidas, quer nas Aulas de Atelier, quer através dos blogs; partindo antes de uma investigação inicial que irá possibilita uma eficaz leitura das obras vistas na exposição de Peter Zumthor.
Se tal facto é, por si só significativo, constata-se ainda assim que o confronto de Daniel Santos com as várias peças patentes na Lx Factory lhe terá permitido retirar conclusões que não são suportáveis apenas pela Bibliografia consultada. Exemplo disso é a identificação de pormenores construtivos com origem em conceitos e/ou vontades de projecto: “o funcionamento do vidro fosco disposto na fachada [do Kunsthal Bregenz]. Este refracta a luz horizontalmente que embate no tecto de vidro” (p.6). Esta observação, entre outras, revela-nos um modo francamente disciplinar de olhar para a exposição, de a interpretar á luz da cultura arquitectónica, e de a racionalizar no contexto dos interesses e sensibilidades próprios do Aluno.
Note-se também a capacidade inerente ao Aluno de relacionar a informação adquirida com outros exercícios por ele realizados (p.7); ou, num outro sentido, a correlação de experiências aparentemente diversas: “senti o mesmo que sinto quanto entro numa igreja gótica” (p. 12).
A selecção que Daniel faz dos elementos que considera mais significativos (da exposição) é notória, não só pelos critérios que demonstra, mas sobretudo pela forma de os suportar a nível teórico, revelando especial maturidade na leitura do objecto arquitectónico, e na capacidade de interpretação de códigos formais e materiais complexos.
Esse sentido é amplamente confirmado no Capítulo Terceiro, onde o Aluno visita, descreve, e (sobretudo) critica (por vezes de forma instintiva) várias obras de arquitectura. Partindo de algumas ideias de Zumthor relativas ao modo de perceber a natureza do edificado, Daniel faz uma leitura individual dos vários edifícios e/ou espaços onde deambula, retirando conclusões próprias. Frases como “é impossível avistar os limites da obra arquitectónica, não sabendo, dessa forma, onde acaba o edifício e começa o jardim” ou “o seu interior de madeira e com o betão armado á vista, com a marcação das cofragens de madeira, unifica-se num só” (p. 11) são exemplo disso; revelando-nos ainda a capacidade que o aluno demonstra em ler os edifícios, quer na sua espacialidade, quer na sua materialidade, concluído acerca dos conceitos que daí emergem: “todo o edificado, juntamente com o jardim, torna-se intemporal e são os dois, em conjunto, que podem reflectir serenidade e sedução” (idem), ou “[a igreja do Sagrado Coração] torna qualquer pessoa mais pequena”, ou ainda “vitrais (…) em pontos estratégicos” (ibidem).
Não concordando com o Aluno em algumas das suas observações (ex: “a estrutura […] pareceu ter uma estrutura demasiado rebuscada” (p. 13), ou “o interior [da Mexicana] não é uno, muito menos o corpo arquitectural” (p.19); o trabalho pauta-se sempre por um exercício de liberdade interpretativa; sempre informada, e sempre comunicativa; factores esses que são os exigíveis a um arquitecto; tornando dessa forma a qualidade do Paper inquestionável.
Vale ainda a pena fazer referências a alguns aspectos constantes no trabalho, tais como: a introdução de pequenas (e úteis) referências históricas (como é o caso do Ritz, ou da Igreja de S. Domingos), a descrição livre e descomplexada de aspectos menos relevantes (a Casa do Alentejo), e a citação de outras obras não referidas no enunciado do exercício.
O tipo de apresentação do trabalho aproxima-o de um registo eminentemente científico, revelando objectividade e clareza estrutural.
A Bibliografia é rica, abrangendo o leque de informação necessária á realização da investigação.
Em resumo; estamos em presença de um excelente exemplo do que é um trabalho científico, que reúne informação útil, a transmite de forma clara e inusitada, complementando-a com a própria natureza crítica do Aluno; que é fonte de enriquecimento da leitura que dele podemos extrair.
Aspectos a rever passam pela numeração das págs. (inexistente); e, mais significativo, pela necessidade de o Aluno adquirir um pouco de humildade intelectual na análise que faz dos fenómenos, contrariando algum do seu arrivismo natural.
Porque nem tudo se resume àquilo que as (naturais) limitações de Daniel o deixam perceber.

Lisbon Story

Pede-se a todos os Alunos que publiquem o trabalho Lisbon Story nos respectivos Blogs, de modo a possibilitar o acesso de todos aos conteúdos.

Last call to Lisbon

Relativamente ao Exercício 4 (Lisbon Story), o Departamento de Arquitectura da EUVG enviou a seguinte nota:
Vimos por este meio informar que se irá realizar na próxima Terça-Feira, dia 28 de Outubro, uma visita de estudo à ExperimentaDesign - Exposição "Peter Zumthor: Edifícios e Projectos 1986-2007".
Convidam-se todos os docentes e alunos a participar na mesma.
O preço por pessoa com visita guiada será de 2 euros.
Saída de Coimbra às 9h30m da EUVG

O Departamento de Arquitectura

Da nossa parte informamos que haverá aula de Atelier; dispensando-se no entanto todos os Alunos que pretendam ir a Lisboa.
Pede-se que seja dada informação prévia dos Alunos que desejem aproveitar a boleia.
Obrigado

Lisbon Story Adiada


(Cena do Lisbon Story, de Wim Wenders, 1994)

Devido ao facto de nem todos os Alunos terem ainda efectuado a visita á Exposição de Peter Zumthor, informa-se que a Entrega Definitiva do Exercício 4 foi adiada para o próximo dia 11 de Novembro.

Objectivos para dia 21 de Outubro de 2008

Cumprindo o estipulado pela Calendarização do Semestre, a próxima Terça-Feira, dia 21 de Outubro, será dedicada à Entrega Provisória do Exercício 1 (Cadavre Exquis), contemplando as suas 3 fases.
Pede-se pois aos Alunos que entreguem a Colagem bidimensional (fase 1), a composição tridimensional (fase 2) e a proposta final (fase 3).
Será feira uma última revisão dos trabalhos, e estipulado o modo da Entrega Final, marcado para o dia 28 de Outubro.

Da mesma forma, e tal como referido neste Post, os Alunos deverão proceder à Entrega Provisória do Exercício 4 (Lisbon Story).
A entrega deverá ser feita em papel. Os Cadernos de Viagem serão revistos e anotados pelos Regentes da Cadeira; sendo analisados, criticados e devolvidos aos Alunos no dia 28 de Outubro.
A partir dessa revisão, os Alunos deverão melhora-lo e/ou completá-lo; estando a entrega final marcada para o dia 4 de Novembro.

No dia 21 de Outubro haverá ainda um Ponto de Situação sobre o Exercício 3 (EUVG BlogSpot), com divulgação de notas intermédias.

Por fim, iremos dedicar a aula à discussão da Ideia/Conceito de Edifício de cada Aluno (Exercício 2) , bem como da sua proposta de Implantação.
Pede-se a todos os alunos que usem apenas desenhos formato A1.
Será analisada e discutida cada uma das propostas; e será estabelecida a organização das cadeias Autor»Tutor»Crítico.
Paralelamente iremos rever (em grupo) o desenho do Parque feito por Daniel Santos. O Daniel deverá imprimir uma cópia 1/2000.

Quer isto dizer que a agenda de trabalhos para o dia 21 Out. obriga à presença de todos os Alunos, com entrada às 9h (limite até ás 9:30h, com excepção de Joana Labela)



Livros de Viagem
















Daniel Blaufuks, da série Urban Landscapes, 2003

Pedro Banaco dá-nos excelente exemplo daquilo que pode ser a estrutura de um Livro de Viagem, neste caso da Autoria de Daniel Blaufuks, simplesmente chamado Uma viagem a São Petersburgo.
O livro é de 1998, e foi editado a propósito dos Encontros de Fotografia de Coimbra. Infelizmente, tanto o Livro como os Encontros, já não existem.
Do mesmo autor há um outra obra com algumas semelhanças: London Diaries (1994, Ed. CCB); e um outro (o meu preferido): Collected Short Stories (Ed. Fund. Calouste Gulbenkian, 2003).
Todos eles são uma espécie da catálogos de exposições, e ao mesmo tempo registos únicos, pessoais, quase íntimos, daquele que é o autor de uma das obras que mais nos faz reflectir na memória e na sua perda.
A acompanhar portanto.

Composição














Peter Zumthor; termas de Vals, Esquisso (Foto Joana Labela)


Aproveitando a reportagem fotográfica no Odyssey, sobre a Exposição de Zumthor, peço emprestada uma imagem da Joana Labela sobre um esquiço de Zumthor (uma planta para as Termas de Vals) para mostrar um excelente exemplo de Composição, útil a todos os que (ainda) se sentem um pouco perdidos com primeira fase do seu Cadravre Exquis e, claro, a sua transposição para a maqueta.

Obrigado Joana.

Adiamento

Pelo atraso verificado nas visitas à Exposição de Peter Zumthor, a Entrega Provisória do Exercício 4 é adiada uma semana.
Nesse sentido os Alunos deverão fazer a Entrega Provisória de Exercício no dia 21 de Outubro de 2008.

Guide to Lisbon (short)story

path to the Architecture dá-nos a localização dos sítios a visitar em Lisboa, para o Exercício 4.

Objectivos para dia 7 de Outubro

Conforme definido em Calendarização do Semestre, está apontado para dia 7 de Outubro um Ponto de Situação sobre o Exercício 2.
Cada Aluno deverá apresentar a sua proposta de definição de limites para a Área de intervenção; bem como uma estrutura para o parque urbano e programa de ocupação.
Será feito um Brain Storming em grupo; devendo no final da aula obter-se um resultado comum para a turma.
Pede-se a cada aluno que traga folhas em Papel Vegetal, formato A1.

Em relação ao Exercício 6, deverá ser proposto por cada Aluno o objecto que irá estudar e apresentar.

Em relação ao Exercício 5, cada Aluno deverá seleccionar a obra teórica que será objecto de estudo.

Em relação ao Exercício 4, será feito ponto de situação; sendo expectável que os Alunos apresentem e discutam primeiras impressões sobre as leituras feitas.

Quem quiser poderá ainda apresentar e discutir o resultado do Cadave Exquis; já que na próxima semana será feito o último ponto de situação antes da Entrega Provisória.

Pede-se ainda à Vera Silva que coloque online o seu Blog; e a todos que vão registando o seu processo. Obrigado

A propósito da Exposição de Zumthor
















Em relação à visita à Exposição de Peter Zumthor, em Lisboa, avisam-se os interessados que há a possibilidade de marcar visitas guiadas, através da ExperimentaDesign (Mariana Camacho, pelo telefone 210933045, ou pelo mail visitas@experimentadesign.pt). A ficha de inscrição para a visita guiada está disponível aqui; devendo ser feita referencia que a visita é para estudantes de arquitectura.
Entretanto sabemos também que irá também haver um conjunto de visitas guiadas feitas por arquitectos (Peter Zumthor visto por...), o que de certo modo seria ainda mais interessante. Mais informações serão disponibilizadas brevemente.


Lisbon (Short) Story

Exercício 4

Tipo
Individual

Data de Lançamento
29 de Setembro de 2008

Entrega Provisória
14 de Outubro de 2008

Entrega Definitiva
4 de Novembro de 2008

1. Descrição
A propósito da Exposição de Peter Zumthor (Basileia, 1943), na Lx Factory, em Lisboa, propõe-se ao Aluno que deambule através de duas décadas do percurso criativo do autor suíço
, reflectindo sobre o seu conteúdo; e procurando esses mesmos valores em outros edifícios e/ou lugares da Cidade de Lisboa.
Trata-se de um exercício de investigação e de reflexão teórica, que procura interpretar um determinado ponto de vista (o de Zumthor), e sua possível aplicação na leitura de fenómenos urbanos e/ou arquitectónicos num contexto físico específico para lá da sua obra.
O resultado do trabalho será uma espécie de pequeno livro de viagem (formato A4), ou uma reportagem, que registará a experiência do confronto com o conteúdo exposto com os outros locais visitados.

2. Objectivo
O Aluno deverá ser capaz de interpretar de forma crítica os valores constantes na produção prática de Zumthor a partir da leitura directa da sua obra.
O objectivo é estabelecer e desenvolver a capacidade de interpretação do aluno a partir da observação daquilo que é o resultado prático da obra de um autor, procurando a partir daí reconstruir o seu pensamento, o seu método, a sua sensibilidade e a sua forma de agir.
À luz desses valores o aluno deverá ser capaz de analisar e interpretar outras realidades arquitectónicas, descrevendo-as , e procurando compará-las à luz das proposições do autor.

Não se pede no entanto ao aluno que transcreva o ponto de vista de Peter Zumthor. Trata-se antes de obter uma abordagem crítica e necessariamente pessoal sobre o significado da sua obra e, sobretudo, daquilo que podemos aprender (e apreender) a partir daquilo que por ele nos é proposto; tendo em conta a sua obra arquitectónica, mas também os seus escritos.

3. Proposta Metodológica
Propõe-se a visita à exposição Peter Zumthor - Edifícios e Projectos, 1986/2007; seguida por um périplo por vários edifícios e/ou locais da cidade de Lisboa. Estes locais poderão ser definidos por cada aluno, devendo no entanto essa escolha estar de uma ou de outra forma relacionada com o conjunto de valores que o aluno julgue caberem no processo de pensamento de Zumthor.
Tanto a exposição como os edifícios e/ou lugares deverão ser alvo de registo fotográfico; que deverá ser posteriormente transposto para o Caderno de Viagem, que será o formato definitivo do trabalho a entregar.











Propõe-se que esse Caderno seja dividido em dois capítulos: o primeiro dedicado ao registo da exposição de Zumthor; o segundo dedicado à viagem pelos edifícios que o aluno decida visitar.
Qualquer que seja o conteúdo registado, o aluno deve explicar de forma criteriosa o porquê da selecção de obras e/ou imagens à luz daquilo que foi a sua leitura da exposição, procurando correlacioná-los entre si a partir desses mesmos conceitos.
O Caderno de Viagem, obrigatoriamente de formato A4, poderá conter imagens fotográficas, textos, citações, reflexões e/ou anotações críticas, e quaisquer elementos que o aluno considere serem demonstrativos da sua interpretação pessoal sobre aquilo que foi a sua experiência.
Caberá a cada aluno desenvolver o trabalho da forma que julgue mais coerente com a sua forma de ler a exposição de Zumthor, e com os lugares que visitou; julgando-se no entanto necessário uma preparação prévia da sua viagem; nomeadamente através da leitura de textos de (e sobre) Zumthor, da investigação sobre os seus projectos e obras; e, claro, de um planeamento prévio dos lugares e edifícios a visitar.

Apontam-se as seguintes obras, que se consideram úteis para a preparação do trabalho:

Zumthor, P. & Binet, Helen, Peter Zumthor Works - Buildings and Projects 1979-1997, PrincetonArchitectural Press, 1998.
Zumthor, P., Three Concepts: Thermal Bath Vals, Art Museum Bregenz, "Topography of Terror" Berlin, Chronicle Books, 1998
Schneider, Eckhard, (ed.), Peter Zumthor - Kunsthaus Bregenz, Hatje Cantz Pub., 2008.
Zumthor, P., Thinking Architecture, Birkhauser, 2006 (2ª edição)
Zumthor, P., Atmospheres: Architecural Environments - Surrounding Objects, Birkhauser, 2006

Algumas destas obras estão editadas em português.

Para quem conheça mal a cidade de Lisboa, ou tenha alguma dificuldade em planificar previamente locais a visitar, apontam-se os seguintes locais de visita (mais ou menos obrigatória):

Começem pela Fundação Calouste Gulbenkian (1959), de Alberto Pessoa, Pedro Cid e Ruy Jervis d'Athoughia, junto á Praça de Espanha (Metro Praça de Espanha). Aproveitem para ver a exposição 7 Artistas ao 10º Mês, onde 7 novos artistas expõem a sua obra numa mostra comissariada por Filipa Oliveira, na Galeria de Exposições Temporárias. Demorem-se pelo Átrio, tentem entrar no Auditório (se puderem, regressem pela noite para assistir a um dos concertos da temporada de música), passem os olhos por uma revista de arte na Biblioteca ao mesmo tempo que se sentam numa das cadeiras de Daciano da Costa, passeiem pelos jardins de António Vieira Barreto, onde colaborou um ainda muito novo Gonçalo Ribeiro Teles (responsável entretanto pelos novíssimos espelhos de água circulares), bebam um café na esplanada, e dêem um pulo ao Centro de Arte Moderna.
Junto ao Marquês de Pombal entrem na Igreja do Sagrado Coração de Jesus (1962-1970), de Nuno Teotónio Pereira, Nuno Portas, Vasco Lobo, Vítor Figueiredo. Apenas para ficarem sentados.
Ao almoço passem pela Casa do Alentejo (Séc. XVII, com alterações por Silva Júnior, em 1917), nas Portas de Santo Antão, mesmo junto ao Coliseu, e sentem-se num daqueles sofás.
Lá perto, já junto ao Rossio, entrem na Igreja de S. Domingos (1241, com Capela-Mor de Ludovice, em 1748; reconstruída por Manuel Caetano de Sousa após o terramoto de 1755).
Para lá da 2ª Circular fica a Escola Secundária de Benfica (de 1978; hoje Escola Secundária José Gomes Ferreira), de Raul Hestnes Ferreira, muito perto de duas obras de Carrilho da Graça: a Escola Superior de Comunicação Social e a novíssima Escola de Música.
Fim da tarde no Hotel Ritz (1952), de Pardal Monteiro. Como jantar lá é muito caro, subam a Fontes Pereira de Melo e, logo depois do Saldanha, comam um bife no
Restaurante Galeto (1966), de Vítor Palla. Deixem o café para a Pastelaria Mexicana (1962), de Jorge Chaves, junto aos pássaros.
Para o resto da noite ficam dispensados de pensar em Arquitectura; sugerindo-se no entanto uma passagem por um dos primeiros edifícios construídos em Betão: o Lux.

A apresentação final do trabalho será feita através da entrega do Caderno de Viagem, e de uma apresentação oral (com suporte de projecção de imagens).

4. Avaliação

Será avaliada a capacidade de análise e de reflexão crítica, tanto sobre o conteúdo da exposição, como sobre as obras visitadas; nomeadamente a capacidade de apreensão das qualidades e valores que detêm; sobretudo no modo de cruzar ambos os "temas". Será ainda avaliada a investigação prévia, a procura de fontes, o rigor da investigação, e a própria selecção do percurso de viagem. Procura-se no final a obtenção de um caderno de viagem, necessariamente ilustrado e informado, claro na sua composição, e comunicante.


Leituras do Mês

Leituras do Mês

Eládio Dieste

A obra do Uruguaio Eladio Dieste (1917-2000) entre a década de 50 e o final do séc., numa edição de luxo da Electa. O livro fica a cargo de Mercedes Daguerre, e tem textos de Mario Chirino, de Graciela Silvestri e do próprio Dieste: senza la rivelazione del mistero del mondo che viene dall'arte non faremo mai della nostra vita qualcosa di realmente umano.

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Obradoiro

O regresso de uma das publicações mais significativas do final da década de 80 / principios de 90, em Espanha e Portugal. Publicado pelo Colexio Oficial de Arquitectos de Galicia, e sob a Direcção de Carlos Pita, o número 33 de Obradoiro dedica-se ao Pequeno. Destaque-se o texto e Óscas Tenreiro (o Legado de Firminy), e os projectos de Solano Benítez e de César Portela.

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