euvg Arquitectura 2008/2009: atelier V, atelier VI, atelier VII, atelier VIII; Pedro Machado Costa, Pedro Cordeiro

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Notas de Avaliação Final, Exame Atelier VII

Publicam-se agora as notas de avaliação final do Exame (27 Fev.) do Atelier VII.
As notas derivam da nota de avaliação do Teste (40%) e da nota de avaliação do Exercício 2 (60%).

Daniel Santos 13
Teste 12 (media ponderada de 40% - 4,8)
  • Questão 1 - 3
  • Questão 2 - 2
  • Questão 3 - 1
  • Questão 4 - 2,5
  • Questão 5 - 2
  • Questão 6 - 1,5
Projecto 13 (média ponderada de 60% - 7,8)

Total 12,6
Sandrine Portas 11
Teste 11 (média ponderada de 40% - 4,4)
  • Questão 1 - 2
  • Questão 2 - 1
  • Questão 3 - 1,5
  • Questão 4 - 1,5
  • Questão 5 - 2
  • Questão 6 - 3
Projecto 11 (média ponderada de 60% - 6,6)

Total 11
Ambos os Alunos transitam para o Atelier VIII.

O projecto de Daniel Santos

Relativamente ao Projecto de Daniel Santos avaliado em dada de Exame (27 Fev.), publica-se agora o resumo da análise feita.

Como tinha sido anteriormente referido, o projecto de Daniel Santos opta por uma forma simples - quase icónica - que alberga a totalidade do programa funcional da Biblioteca, distribuindo as três grandes áreas públicas (Biblioteca Pública, Biblioteca de Crianças e Arquivo) nos três braços do edifício. Os espaços de leitura resultantes dessa solução são potencialmente fascinantes, lidando de forma diferenciada com a(s) paisagem(ns) que literalmente enquadram.
Os espaços destinados aos Serviços e a Cafetaria são dispostos na base do edifício, conseguindo resolver de forma simples e elegante a relação entre a massa construída e o terreno envolvente a norte. Os patamares formados por esta solução, contrastados com a forma do alçado, encaminham toda a tensão para o centro do edifício (que é de facto o seu ponto principal), resultando numa espécie de Grand Hall de recepção; embora, curiosamente, a entrada principal do edifício esteja apontada pelo Aluno na fachada oposta (sul).

Há questões ainda pouco trabalhadas, que ressaltam pela importância que terão para o projecto, nomeadamente: o excesso de área (que leva a que a volumetria total do edifício seja desadequada à sua escala), o excesso de pisos acima do solo, com localização de depósitos no nível superior (o que anula a hipótese de relacionar a forma das salas de leitura com o desenho de uma cobertura que seja mais consequente para o interior dos espaços mais nobres do edifício; criando dificuldades na obtenção de uma melhor relação entre a massa construída e a sua morfologia) e, sobretudo, a aparente ineficácia dos circuitos funcionais propostos (que, ao invés de se separarem, encontram-se misturados ao longo do edifício).
Na verdade julga-se que as partes do projecto menos interessantes (Ex: fachadas, reveladas sobretudo nas peças desenhadas) são exactamente consequência das questões levantadas anteriormente.

Em relação à apresentação os desenhos apresentam ainda algumas lacunas de representação (ausência de vãos e de outros elementos que permitam a compreensão da escala e do tipo de funcionamento de cada espaço); sendo que a Maqueta apresentada não fez justiça ás qualidades aparentes do projecto.

O Aluno terá avançado algumas ideias (em Memória) sobre a materialização do edifício, e aspectos construtivos; julgando-se positivo o modo de procurar relacionar ambientes e espaços por ele criados.

O projecto de Sandrine Portas

Relativamente ao Projecto de Sandrine Portas avaliado em dada de Exame (27 Fev.), publica-se agora o resumo da análise feita.

A primeira observação que se pode fazer do trabalho de Sandrine é a de que o projecto agora apresentado revela um progresso substancial em relação à sua proposta original; sem que para tal a Aluna tenha dispensado nenhuma das principais intenções que estruturam a sua Biblioteca.
Desse modo a solução de Sandrine consegue manter as características funcionais da sua proposta (consolidando-as até), reformulando a forma geral do edifício; tendo por base a procura de uma relação entre cada um dos espaços internos, a sua forma e as relações que cria entre o restante edifício; e também, claro, o exterior.

A preocupação em dimensionar os espaços consoante a sua função, e organiza-los segunda uma estrutura plausível, irá permitir uma leitura clara da solução geral; ao mesmo tempo que se reforça a hierarquização funcional e espacial. Tudo isto é de certo modo confirmado pela volumetria da Biblioteca que, passe embora a aparente falta de controlo sobre a escala, irá imprimir características formais que potenciam a obtenção de uma solução definitiva para a imagem que a Aluna pretende obter.
Ressalta-se ainda a procura da Aluna em dotar o edifício de uma regra (baseada na localização das colunas de comunicação verticais); conseguindo ao mesmo tempo libertar as circulações (públicas) da excessiva rigidez da solução anterior.

Note-se que o projecto é, ainda, algo desequilibrado; revelando-se problemas ao nível da relação entre o edifício e a topografia; e também entre parte do programa (pisos inferiores) e o terreno. Julga-se também que a própria forma do espaço central (o átrio) é ainda desadequada á forma e á escala do edifício.
No entanto é de assinalar que os problemas que o projecto apresentam não colocam dúvidas acerca do potencial do projecto, sendo portanto de concluir que a evolução do trabalho de Sandrine foi bastante positivo.

Projecto

Pede-se aos Alunos que foram a exame que disponibilizem nos respectivos blogs as peças desenhadas e escritas dos seus projectos.
Os desenhos poderão ser publicados em pdf.

Enunciado do Exame 1º Semestre 08/09

Exame de Final de Semestre
Data: 27 de Janeiro de 2009

O Exame tem a duração de 2:30, com inicio pelas 10:45, final pelas 13:15, com tolerância de 15m.
Poderá ser consultada Bibliografia de apoio.
O Exame é pontuado de 0 a 20.
O aluno deverá optar por responder apenas a uma das duas últimas questões (Questão 6 ou Questão 7)


Questão 1 (4 pontos)
La faculte d’Architecture de Porto fut commandée et dessinée en deux phases. La première correspond á une proprieté anglaise comprenant d’anciennes écuries et une villa qu’Alvaro Siza renova na 1985, en même temps qu’il réalisait le Pavillion Carlos Ramos. La seconde (…) occupe un terrain triengulaire, adjacent à L’Ouest. La plan de situation represente ainsi deux espaces contigus. Tandis que le premier, cerne par un mur, dispose trois édifices dans un jardin, ls volumes du second ne dèpendent d’aucune limite matérielle: sueles tros lignes représentées en pointillés et formant un triangle régulent le trace d’une composition apparemment disparate.

Landauer, P., Ecole d’Architecture de Porto, in AAVV L’Architecture d’Aujour’hui 278, Dec. 1991, pp. 69-80

O complexo [da Faculdade de Arquitectura do Porto] foi concebido como uma espécie de acrópole cujos elementos estão alinhados segundo directrizes que seguem a topografia do local (…)

Llano, P & Castanheira, C. (Ed.) , Álvaro Siza – Obras e Projectos, Electa, 1996; p. 126.


























Com base na planta de implantação da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e na imagem, e servindo-se da informação disponibilizada na Bibliografia de suporte, descreva os princípios de composição e do esquema organizativo do complexo; analisando e reflectindo, entre outros aspectos: as razões do fragmentação do programa nos blocos a sul por oposição ao maciço construído a norte;o dimensionamento e as proporções dos vários blocos; a relação entre programa funcional e posicionamento relativo dos edifícios, bem como a organização interna dos mesmos; a relação entre as pré-existências e o projecto da nova escola; a proposta paisagista e urbana subjacente ao projecto.


Questão 2 (2 pontos)
















Descreva sucintamente o Pavilhão Carlos Ramos e registe a sua interpretação pessoal sobre a relação entre a tipologia do edifício, sua morfologia, e as funções que abriga.


Questão 3 (2 Pontos)

















(…) the Leça da Palmeira pool breaks down into five closely interrelated elements, moving, in sequence, from the land to the ocean.
Frampton, K., Poesis and Transformation, in Professione Poética, Electa, 1986; pp. 10- 23.

Fale-nos da relação entre a Piscina de Leça e a paisagem envolvente, descrevendo aquilo que no seu entender é estruturante do projecto.


Questão 4 (4 pontos)

De entre os projectos de Bibliotecas de Siza Vieira (Biblioteca da Universidade de Aveiro, Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, Biblioteca de Paris, Biblioteca da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto) escolha aquela que maior interesse lhe suscita; descrevendo e particularizando os aspectos que considera serem mais relevantes.
Poderá, entre outros, falar das relações entre o edifício e sua envolvente, da sua organização interna e da distribuição de funções, da relação entre interior e exterior e do modo como a luz natural é controlada.


Questão 5 (4 pontos)

Fale-nos de um edifício ou projecto de Siza que considere significativo para a sua formação enquanto arquitecto, referindo as razões da sua escolha.


Questão 6 (4 Pontos, de resposta optativa com Questão 7)












Sabendo que o hiato temporal entre os projectos das Piscinas de Leça e a Casa de Chá Boa Nova (ambos em Matosinhos) é relativamente curto, e tendo em conta que um e outro projectos se encontram face a uma geografia e paisagem similares; pede-se ao Aluno que reflicta sobre a (aparente) distância que ambos os edifícios demonstram em relação á estratégia de projecto teve para um e outro, e também sobre as suas diferenças em termos de linguagem.
O Aluno poderá referir outras obras e outros autores que considere terem influenciado os projectos referidos.


Questão 7 (4 Pontos, de resposta optativa com Questão 6)

Na sua obra Modern Architecture – A Critical History, o historiador Kenneth Frampton refere a obra de Siza Vieira em dois capítulos distintos: Critical Regionalism (Cap. 5) e World Architecture (Cap. 6).
No entanto sabemos a distancia teórica entre a prática de uma arquitectura relacionada com um determinado lugar e uma determinada cultura (o Regionalismo Crítico), e uma outra direccionada para obras que se disseminam pelo mundo, cujo valor está intrinsecamente ligado a uma imagem de marca de uma determinado autor, independentemente do local da sua construção.
Pede-se ao Aluno que interprete criticamente o posicionamento de Frampton sobre a obra de Siza. Se necessário o Aluno poderá tomar partido por uma das duas possíveis leituras que o Historiador faz – devendo para isso procurar contradizer a teoria de Frampton; podendo citar exemplos de projectos e obras da autoria do Arquitecto.

Poderá fazer aqui download do Enunciado em formato PDF

Exames

Informam-se todos os Alunos reprovados em Avaliação Contínua que o Exame de Avaliação irá decorrer no próximo dia 27 de Janeiro de 2009, pelas 10:30, no sítio do costume.
Poderão ira a Exame todos os alunos que, segundo o estabelecido pelo regime de avaliação interna da EUVG, tenham assistido a 80% das sessões teórico-práticas; com excepção dos casos previstos no mesmo regimes.

O Exame será composto pela análise das peças das entregas Finais do Exercício II (projecto), que deverão ser instruídas com a totalidade das peças requeridas para entrega final.

Será ainda realizado um Teste de Avaliação, com a duração de 2:30 (inicio pelas 10:45, final pelas 13:15, com tolerância de 15 m.)
Não será permitira qualquer entrada após a hora definida para início do Exame.
Como material necessário devem apenas trazer caneta e papel pautado.

O teste será de Consulta, sendo a bibliografia apontada a seguinte:
NORBERG-SCHULZ, Christian, Genius loci : paesaggio, ambiente, architettura, Electa, Milan, 1979;
SIZA, Alvaro, Profissione Poetica, Electa, Milano, 1986
SIZA, Alvaro, Imaginar a Evidência, Edições 70, lisboa, 1998
LLANA, Pedro & Castanheiro, Carlos (Ed.), Alvaro Siza - Obras e Projectos, Electa/CGAC/CCB, Milano, Vigo, Lisboa, 1995/1996.
SANTOS, José paulo (Ed.), Alvaro Siza, Obras y Proyectos 1954-1992, Gustavo Gilli, madrid, 1993
FRAMPTON, Kenneth, Modern Architecture - A Critical History, Thames and Hudson, 1992 (3ª ed.)
Aconselham-se os Alunos a estudarem a fundo a obra de Siza Vieira, nomeadamente as primeiras obras, e lerem com atenção o livro de Norberg-Schulz.

Leituras do Mês

Leituras do Mês

Eládio Dieste

A obra do Uruguaio Eladio Dieste (1917-2000) entre a década de 50 e o final do séc., numa edição de luxo da Electa. O livro fica a cargo de Mercedes Daguerre, e tem textos de Mario Chirino, de Graciela Silvestri e do próprio Dieste: senza la rivelazione del mistero del mondo che viene dall'arte non faremo mai della nostra vita qualcosa di realmente umano.

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Obradoiro

O regresso de uma das publicações mais significativas do final da década de 80 / principios de 90, em Espanha e Portugal. Publicado pelo Colexio Oficial de Arquitectos de Galicia, e sob a Direcção de Carlos Pita, o número 33 de Obradoiro dedica-se ao Pequeno. Destaque-se o texto e Óscas Tenreiro (o Legado de Firminy), e os projectos de Solano Benítez e de César Portela.

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