euvg Arquitectura 2008/2009: atelier V, atelier VI, atelier VII, atelier VIII; Pedro Machado Costa, Pedro Cordeiro

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Here we go Again



OK Go, Here we go again, 2006.

Informam-se os Alunos que o Segundo Semestre do ano académico 2008/09 tem início no dia 2 de Fevereiro. Quer isto dizer que há aulas de Atelier VI e Atelier VIII no dia seguinte, terça-feira, dia 3. Até lá.

Notas de Avaliação Final, Exame Atelier VII

Publicam-se agora as notas de avaliação final do Exame (27 Fev.) do Atelier VII.
As notas derivam da nota de avaliação do Teste (40%) e da nota de avaliação do Exercício 2 (60%).

Daniel Santos 13
Teste 12 (media ponderada de 40% - 4,8)
  • Questão 1 - 3
  • Questão 2 - 2
  • Questão 3 - 1
  • Questão 4 - 2,5
  • Questão 5 - 2
  • Questão 6 - 1,5
Projecto 13 (média ponderada de 60% - 7,8)

Total 12,6
Sandrine Portas 11
Teste 11 (média ponderada de 40% - 4,4)
  • Questão 1 - 2
  • Questão 2 - 1
  • Questão 3 - 1,5
  • Questão 4 - 1,5
  • Questão 5 - 2
  • Questão 6 - 3
Projecto 11 (média ponderada de 60% - 6,6)

Total 11
Ambos os Alunos transitam para o Atelier VIII.

O projecto de Daniel Santos

Relativamente ao Projecto de Daniel Santos avaliado em dada de Exame (27 Fev.), publica-se agora o resumo da análise feita.

Como tinha sido anteriormente referido, o projecto de Daniel Santos opta por uma forma simples - quase icónica - que alberga a totalidade do programa funcional da Biblioteca, distribuindo as três grandes áreas públicas (Biblioteca Pública, Biblioteca de Crianças e Arquivo) nos três braços do edifício. Os espaços de leitura resultantes dessa solução são potencialmente fascinantes, lidando de forma diferenciada com a(s) paisagem(ns) que literalmente enquadram.
Os espaços destinados aos Serviços e a Cafetaria são dispostos na base do edifício, conseguindo resolver de forma simples e elegante a relação entre a massa construída e o terreno envolvente a norte. Os patamares formados por esta solução, contrastados com a forma do alçado, encaminham toda a tensão para o centro do edifício (que é de facto o seu ponto principal), resultando numa espécie de Grand Hall de recepção; embora, curiosamente, a entrada principal do edifício esteja apontada pelo Aluno na fachada oposta (sul).

Há questões ainda pouco trabalhadas, que ressaltam pela importância que terão para o projecto, nomeadamente: o excesso de área (que leva a que a volumetria total do edifício seja desadequada à sua escala), o excesso de pisos acima do solo, com localização de depósitos no nível superior (o que anula a hipótese de relacionar a forma das salas de leitura com o desenho de uma cobertura que seja mais consequente para o interior dos espaços mais nobres do edifício; criando dificuldades na obtenção de uma melhor relação entre a massa construída e a sua morfologia) e, sobretudo, a aparente ineficácia dos circuitos funcionais propostos (que, ao invés de se separarem, encontram-se misturados ao longo do edifício).
Na verdade julga-se que as partes do projecto menos interessantes (Ex: fachadas, reveladas sobretudo nas peças desenhadas) são exactamente consequência das questões levantadas anteriormente.

Em relação à apresentação os desenhos apresentam ainda algumas lacunas de representação (ausência de vãos e de outros elementos que permitam a compreensão da escala e do tipo de funcionamento de cada espaço); sendo que a Maqueta apresentada não fez justiça ás qualidades aparentes do projecto.

O Aluno terá avançado algumas ideias (em Memória) sobre a materialização do edifício, e aspectos construtivos; julgando-se positivo o modo de procurar relacionar ambientes e espaços por ele criados.

O projecto de Sandrine Portas

Relativamente ao Projecto de Sandrine Portas avaliado em dada de Exame (27 Fev.), publica-se agora o resumo da análise feita.

A primeira observação que se pode fazer do trabalho de Sandrine é a de que o projecto agora apresentado revela um progresso substancial em relação à sua proposta original; sem que para tal a Aluna tenha dispensado nenhuma das principais intenções que estruturam a sua Biblioteca.
Desse modo a solução de Sandrine consegue manter as características funcionais da sua proposta (consolidando-as até), reformulando a forma geral do edifício; tendo por base a procura de uma relação entre cada um dos espaços internos, a sua forma e as relações que cria entre o restante edifício; e também, claro, o exterior.

A preocupação em dimensionar os espaços consoante a sua função, e organiza-los segunda uma estrutura plausível, irá permitir uma leitura clara da solução geral; ao mesmo tempo que se reforça a hierarquização funcional e espacial. Tudo isto é de certo modo confirmado pela volumetria da Biblioteca que, passe embora a aparente falta de controlo sobre a escala, irá imprimir características formais que potenciam a obtenção de uma solução definitiva para a imagem que a Aluna pretende obter.
Ressalta-se ainda a procura da Aluna em dotar o edifício de uma regra (baseada na localização das colunas de comunicação verticais); conseguindo ao mesmo tempo libertar as circulações (públicas) da excessiva rigidez da solução anterior.

Note-se que o projecto é, ainda, algo desequilibrado; revelando-se problemas ao nível da relação entre o edifício e a topografia; e também entre parte do programa (pisos inferiores) e o terreno. Julga-se também que a própria forma do espaço central (o átrio) é ainda desadequada á forma e á escala do edifício.
No entanto é de assinalar que os problemas que o projecto apresentam não colocam dúvidas acerca do potencial do projecto, sendo portanto de concluir que a evolução do trabalho de Sandrine foi bastante positivo.

Balanço do Semestre

Com o ínicio do 2º semestre do ano académico de 2008/09 no dia 2 de Fevereiro encerram-se oficialmente os Ateliers V e VII, que nos ocuparam grande parte do tempo desde Setembro passado. No entanto sabemos que o nosso trabalho não acabou aqui: há ainda um longo percurso a cumprir, pelo qual, de modo diferente, irão passar professores e alunos.
Por isso, e por procurarmos entender aquilo que foi o esforço feito até este ponto, queremos fazer uma avaliação do trabalho elaborado até aqui, por uns e por outros, e também pelo grupo; com o objectivo de melhorarmos, de nos tornarmos maios eficazes e mais consequêntes.

Nesse sentido convidam-se todos os alunos que frequentaram os Ateliers V e VII, do 1º Semestre do ano académico 08/09 a comparer na EUVG na próxima Terça-Feira, dia 3 Fev., pelas 10:30 para participarem numa reunião onde será analisado o semestre passado, e discutida a melhor forma de construir (parte) do futuro da escola, que é também (espero) parte do V. futuro.
Para além dos Alunos irão estar presentes os docentes dos Ateliers.
O contributo de todos é indispensável para percebemos aquilo onde colectivamente falhámos, e aquilo onde podemos de facto melhorar. Porque essa é a melhor forma de progredirmos no nosso objectivo comum.

Agradeço desde já a V. disponibilidade, pedindo que confirmem a V. presença na caixa de comentários deste "post".

Não foi uma semana apenas



Numa semana tão significativa para todos nós, é bom percebermos que ainda somos capazes de fazer aquilo que mais acreditamos, aquilo que mais queremos, e aquilo que mais devemos.
Alguns de vós conseguiram-no, com mérito. Esses tempos ficarão ligados a grandes desejos, de certo modo alcançados. E a um momento na história. Um momento que não é assim tão pequeno.
Parabéns a todos.

Um projecto por dia, todos os dias














Novo link na coluna Em Acompanhamento para o D-Arco Blog, que se dedica exclusivamente à divulgação de arquitectura contemporânea fora de portas. O blog é da responsabilidade da Plataforma Darco, conhecida pelo Directório Arco e pela revista Darco, com novo número já nas bancas.



























E por falar em sites que publicam um projecto por dia, passamos também, a partir de hoje, a acompanhar o Daily Dose of Architecture (primo do já referenciado A Weekly dose of Architecture) e também o ArchDaily.

Projecto

Pede-se aos Alunos que foram a exame que disponibilizem nos respectivos blogs as peças desenhadas e escritas dos seus projectos.
Os desenhos poderão ser publicados em pdf.

Enunciado do Exame 1º Semestre 08/09

Exame de Final de Semestre
Data: 27 de Janeiro de 2009

O Exame tem a duração de 2:30, com inicio pelas 10:45, final pelas 13:15, com tolerância de 15m.
Poderá ser consultada Bibliografia de apoio.
O Exame é pontuado de 0 a 20.
O aluno deverá optar por responder apenas a uma das duas últimas questões (Questão 6 ou Questão 7)


Questão 1 (4 pontos)
La faculte d’Architecture de Porto fut commandée et dessinée en deux phases. La première correspond á une proprieté anglaise comprenant d’anciennes écuries et une villa qu’Alvaro Siza renova na 1985, en même temps qu’il réalisait le Pavillion Carlos Ramos. La seconde (…) occupe un terrain triengulaire, adjacent à L’Ouest. La plan de situation represente ainsi deux espaces contigus. Tandis que le premier, cerne par un mur, dispose trois édifices dans un jardin, ls volumes du second ne dèpendent d’aucune limite matérielle: sueles tros lignes représentées en pointillés et formant un triangle régulent le trace d’une composition apparemment disparate.

Landauer, P., Ecole d’Architecture de Porto, in AAVV L’Architecture d’Aujour’hui 278, Dec. 1991, pp. 69-80

O complexo [da Faculdade de Arquitectura do Porto] foi concebido como uma espécie de acrópole cujos elementos estão alinhados segundo directrizes que seguem a topografia do local (…)

Llano, P & Castanheira, C. (Ed.) , Álvaro Siza – Obras e Projectos, Electa, 1996; p. 126.


























Com base na planta de implantação da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e na imagem, e servindo-se da informação disponibilizada na Bibliografia de suporte, descreva os princípios de composição e do esquema organizativo do complexo; analisando e reflectindo, entre outros aspectos: as razões do fragmentação do programa nos blocos a sul por oposição ao maciço construído a norte;o dimensionamento e as proporções dos vários blocos; a relação entre programa funcional e posicionamento relativo dos edifícios, bem como a organização interna dos mesmos; a relação entre as pré-existências e o projecto da nova escola; a proposta paisagista e urbana subjacente ao projecto.


Questão 2 (2 pontos)
















Descreva sucintamente o Pavilhão Carlos Ramos e registe a sua interpretação pessoal sobre a relação entre a tipologia do edifício, sua morfologia, e as funções que abriga.


Questão 3 (2 Pontos)

















(…) the Leça da Palmeira pool breaks down into five closely interrelated elements, moving, in sequence, from the land to the ocean.
Frampton, K., Poesis and Transformation, in Professione Poética, Electa, 1986; pp. 10- 23.

Fale-nos da relação entre a Piscina de Leça e a paisagem envolvente, descrevendo aquilo que no seu entender é estruturante do projecto.


Questão 4 (4 pontos)

De entre os projectos de Bibliotecas de Siza Vieira (Biblioteca da Universidade de Aveiro, Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, Biblioteca de Paris, Biblioteca da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto) escolha aquela que maior interesse lhe suscita; descrevendo e particularizando os aspectos que considera serem mais relevantes.
Poderá, entre outros, falar das relações entre o edifício e sua envolvente, da sua organização interna e da distribuição de funções, da relação entre interior e exterior e do modo como a luz natural é controlada.


Questão 5 (4 pontos)

Fale-nos de um edifício ou projecto de Siza que considere significativo para a sua formação enquanto arquitecto, referindo as razões da sua escolha.


Questão 6 (4 Pontos, de resposta optativa com Questão 7)












Sabendo que o hiato temporal entre os projectos das Piscinas de Leça e a Casa de Chá Boa Nova (ambos em Matosinhos) é relativamente curto, e tendo em conta que um e outro projectos se encontram face a uma geografia e paisagem similares; pede-se ao Aluno que reflicta sobre a (aparente) distância que ambos os edifícios demonstram em relação á estratégia de projecto teve para um e outro, e também sobre as suas diferenças em termos de linguagem.
O Aluno poderá referir outras obras e outros autores que considere terem influenciado os projectos referidos.


Questão 7 (4 Pontos, de resposta optativa com Questão 6)

Na sua obra Modern Architecture – A Critical History, o historiador Kenneth Frampton refere a obra de Siza Vieira em dois capítulos distintos: Critical Regionalism (Cap. 5) e World Architecture (Cap. 6).
No entanto sabemos a distancia teórica entre a prática de uma arquitectura relacionada com um determinado lugar e uma determinada cultura (o Regionalismo Crítico), e uma outra direccionada para obras que se disseminam pelo mundo, cujo valor está intrinsecamente ligado a uma imagem de marca de uma determinado autor, independentemente do local da sua construção.
Pede-se ao Aluno que interprete criticamente o posicionamento de Frampton sobre a obra de Siza. Se necessário o Aluno poderá tomar partido por uma das duas possíveis leituras que o Historiador faz – devendo para isso procurar contradizer a teoria de Frampton; podendo citar exemplos de projectos e obras da autoria do Arquitecto.

Poderá fazer aqui download do Enunciado em formato PDF

Biblioteca Publica de Pallafols














Outra Biblioteca que (até agora) nos era desconhecida; da autoria de Enric Miralles: a biblioteca publica de Pallafols, na Catalunha.
O projecto é de 1997, mas só veria a sua conclusão uma década depois, já depois da morte do seu autor. A obra retoma a aspereza material dos primeiros projectos públicos de Miralles, onde os revestimentos (pobres) param antes do que era suposto; numa espécie de jogo entre o inacabado e um certo decorativismo (com origem no Gaudi, digo eu) que lhe imprime uma possibilidade de leitura próxima dos desenhos do autor, quase bidimensional.

O projecto encontra-se bem documentado no site do atelier EMBT, incluindo plantas e um pequeno vídeo.

path to the architecture

Após uma curta ausência Daniel Santos volta a acompanhar-nos no seu Path to the Architecture, publicando conteúdos que se revelarão significativos nos tempos mais próximos.
Especial atenção para ao filme A Escola, que tínhamos já publicado aqui e, claro, para o programa sobre Zumthor.

Intervalo



Intervals (1969), Peter Greenaway

Tendo tido o privilégio de ver esta pequena curta metragem pela primeira vez numa Bienal em Veneza, já lá vão alguns anos, fiquei capaz de olhar a cidade para lá dos canais e do Palladio (e do Scarpa também).
O filme, de 1969 (com edição sonora posterior) revela aquilo que seria a grande obsessão de Greenaway pelas regras matemáticas, que mais tarde viria a explorar no Drowning by Numbers (1988) ou nesta outra curta metragem intitulada Windows (1975). Intervals adapta o sistema de notações das Quatro Estações de Vivaldi, criando uma sequencia exacta, onde imagem e som se conjugam na perfeição.
Outros filmes a ver do mesmo realizador: The Belly of an Architect (1987), The Cook, the Thief, His Wife and Her Lover (1989), ou Prospero's Book (1991); todos eles necessários á educação de um arquitecto.

A Arquitectura como Discurso







A Arquitectura como Discurso é um texto da autoria de David Sperling sobre o Pavilhão Brasileiro de Osaka (1970) de Paulo Mendes da Rocha.
Para além de ser uma prazer ler Sperling o texto é um excelente exemplo daquilo que é um trabalho teórico, que conjuga uma investigação científica rigorosa com uma escrita curta e directa.

Melhor ainda: o texto é disponibilizado numa base online de textos sobre arquitectura denominada Arquitextos, mantida pelo portal Vitruvius - que é, simplesmente, a maior e mais fidedigna fonte de informação online disponível em Português.
Refira-se que a Arquitextos é uma base de dados em aberto, ou seja: qualquer pessoa que escreva sobre arquitectura poderá enviar o seu texto para publicação. Este será devidamente analisado e avaliado por um Conselho Editorial - composto por investigadores e professores de várias universidades -, facto esse que garante a qualidade, o rigor científico e a veracidade do texto.
E com base nesta simples ideia é-nos disponibilizado um infindável rol de textos sobre as mais variadas obras de arquitectura (evidentemente com peso de autores e obras brasileiras).

Tanto a Arquitextos como o Vitruvios passam a partir de agora a estar assinalados na secção Em Acompanhamento.

E não deixo passar esta oportunidade de revelar o primeiro repto do Atelier VIII: elaborar um texto analítico sobre determinada obra de arquitectura e, depois, (tentar) publica-lo no Arquitextos.

The Chicago Architects Oral History Project

Um verdadeiro tesouro este Oral History Project: entrevistas a arquitectos que intervieram directamente na cidade de Chicago, editadas e compiladas pelo The Art Institute of Chicago:
For more than twenty years, the Chicago Architects Oral History Project documented the contributions of architects to Chicago during the 20th century. The CAOHP was begun in 1983 under the auspices of the Art Institute's Department of Architecture to record the life experiences of architects who shaped the physical environment in Chicago and surrounding communities. It was intended not only to fill an existing void in the literature but to go beyond the facts to explore motivations and influences, behind-the-scenes stories, and personal reflections. This collection of oral histories contains comprehensive life-review documents as well as shorter, focused interviews. These narratives explore the development of Chicago's architecture and planning from the early 1900s to the present day.
E se esta explicação não chegar para chamar a nossa atenção, refiram-se os nomes de Gordon Bunshaft, de Tadao Ando ou de Paul Rudoph entre os entrevistados. Para ler com tempo.

A partir de agora na coluna Em Acompanhamento.

Exames

Informam-se todos os Alunos do Atelier V que a data de Exame foi alterada. Dessa forma o Exame realizar-se-à dia 27 de janeiro, e não dia 20, como anúnciado anteriormente.

Duas Bibliotecas



























A já referida e referenciada Weekly Dose of Architecture mostra-nos dois projectos que desconhecíamos: a Biblioteca do Langara College, em Vancouver, da autoria do gabenete Teeple Architects, e a renovação da Biblioteca de Winnipeg, com projecto conjunto dos Patkau e de LM Architecture Group.
Valerá a pena olhar para as Plantas de uma e doutra com alguma atenção.

Sem aviso partem os sentimentos mais fortes!















Por especial pedido da autora, O Mundo um Quadro Pintado deixa infelizmente de fazer parte da nossa rede de Blogs, facto esse que lamento. Da mesma forma os textos aqui publicados que faziam referência ao seu desempenho no Atelier V foram arquivados, e o seu nome foi apagado das entradas.
Perdeu-se um pedaço da história destes meses de trabalho.
Espero que a sua memória ainda assim não se oblitere.

Las Meninas

















Eis senão quando a nossa pintura preferida é disponibilizada pelo Google Earth. Não dispensando a ida ao Prado, é ainda assim a nossa grande opurtunidade de passar a pente fino as pinceladas de Velásquez.
Basta escrever Museo del Prado no Google Earth e seguir as instruções.

Vitruvius: de Architectura















A Universidade de Chicago é fértil na edição, compilação e publicação online de textos de enorme significado, dando-nos a todos o acesso a fontes de forma fidedigna e rigorosa.
Aqui fica o Link para Os Dez Livros de Arquitectura, de Vitruvio, na versão original, em Latim, e na tradução Inglesa.

Se preferirem uma edição facsimile, também em Inglês, podem recorrer à Edição de 1914 (Harvard University Press) com tradução de Morris Morgan ou, em alternativa, ao mesmíssimo texto de Morgan em texto corrido, ambos gentilmente disponibilizados no Google Books.

O link estará a partir de agora disponivel na lista De Quem Falamos, do lado direito, em baixo.

Exames

Informam-se todos os Alunos reprovados em Avaliação Contínua que o Exame de Avaliação irá decorrer no próximo dia 27 de Janeiro de 2009, pelas 10:30, no sítio do costume.
Poderão ira a Exame todos os alunos que, segundo o estabelecido pelo regime de avaliação interna da EUVG, tenham assistido a 80% das sessões teórico-práticas; com excepção dos casos previstos no mesmo regimes.

O Exame será composto pela análise das peças das entregas Finais do Exercício II (projecto), que deverão ser instruídas com a totalidade das peças requeridas para entrega final.

Será ainda realizado um Teste de Avaliação, com a duração de 2:30 (inicio pelas 10:45, final pelas 13:15, com tolerância de 15 m.)
Não será permitira qualquer entrada após a hora definida para início do Exame.
Como material necessário devem apenas trazer caneta e papel pautado.

O teste será de Consulta, sendo a bibliografia apontada a seguinte:
NORBERG-SCHULZ, Christian, Genius loci : paesaggio, ambiente, architettura, Electa, Milan, 1979;
SIZA, Alvaro, Profissione Poetica, Electa, Milano, 1986
SIZA, Alvaro, Imaginar a Evidência, Edições 70, lisboa, 1998
LLANA, Pedro & Castanheiro, Carlos (Ed.), Alvaro Siza - Obras e Projectos, Electa/CGAC/CCB, Milano, Vigo, Lisboa, 1995/1996.
SANTOS, José paulo (Ed.), Alvaro Siza, Obras y Proyectos 1954-1992, Gustavo Gilli, madrid, 1993
FRAMPTON, Kenneth, Modern Architecture - A Critical History, Thames and Hudson, 1992 (3ª ed.)
Aconselham-se os Alunos a estudarem a fundo a obra de Siza Vieira, nomeadamente as primeiras obras, e lerem com atenção o livro de Norberg-Schulz.

Nota Final de Avaliação Semestre I, 2008/2009

As notas foram obtidas com a soma das parcelas relativas aos vários exercícios curriculares do Semestre; cujos pesos relativos são os seguintes:
Exercício 1 - 15%
Exercício 2 - 35%
Exercício 3 - 15%
Exercício 4 - 10%
Exercício 5 - 10%
Exercício 6 - 10% (Não aplicável ao Atelier V)
Exercício 7 - 5%
Como metodologia de avaliação final foi anulado o peso específico do Exercício 7 (que nenhum aluno cumpriu); tendo da mesma forma sido estabelecida, para o Atelier V, a proporcionalidade aritmética de modo à soma das pesos parcelares de cada Exercício corresponderem a 100% (isto porque o exercício 6, que valia 10%, não faria parte do curriculum académico do Atelier V).

Entendeu da mesma forma o Corpo Docente reduzir em 2 pontos a nota final obtida pela soma aritmética a todos os Alunos que não cumpriram a Entrega Final e que não estiveram presentes na Sessão Final de Avaliação Contínua (5 Jan.).

As notas finais dos Alunos dos Atelier V e Atelier VII para o ano lectivo 2008/2009, são as seguintes:

Ana Rita Diogo 6 (atelier V), Reprovada
Exercício I (15%) 12,21
Exercício II (35%) 5,50
Exercício III (15%) 10,45
Exercício IV (10%) 12,98
Exercício V (10%) 0
Exercício VI (não aplic.)
Exercício VII (5%) 0
Total (1+2+3+4+5+6+7) 6,66
Total Majorado (1+2+3+4+5) 7,79
Total Final 5,79
Daniel Santos 9 (atelier VII), Reprovado
Exercício I (15%) 14,50
Exercício II (35%) 9,25
Exercício III (15%) 14,58
Exercício IV (10%) 15,7
Exercício V (10%) 9,44
Exercício VI (10%) 0
Exercício VII (5%) 0
Total (1+2+3+4+5+6+7) 10,11
Total Majorado (1+2+3+4+5+6) 10,64
Total Final 8,64
Joana Labela 7 (atelier VII), Reprovada
Exercício I (15%) 13,20
Exercício II (35%) 8,45
Exercício III (15%) 10,43
Exercício IV (10%) 11,90
Exercício V (10%) 10,35
Exercício VI (10%) 0
Exercício VII (5%) 0
Total (1+2+3+4+5+6+7) 8,72
Total Majorado (1+2+3+4+5+6) 9,18
Total Final 7,18
Mónica Marinheiro 7 (atelier VII), Reprovada
Exercício I (15%) 11,35
Exercício II (35%) 9,35
Exercício III (15%) 9,43
Exercício IV (10%) 12,10
Exercício V (10%) 9,95
Exercício VI (10%) 0
Exercício VII (5%) 0
Total (1+2+3+4+5+6+7) 8,50
Total Majorado (1+2+3+4+5+6) 8,95
Total Final 6,95
Pedro Banaco 10 (atelier V), Aprovado
Exercício I (15%) 12,43
Exercício II (35%) 12,60
Exercício III (15%) 8,75
Exercício IV (10%) 6,16
Exercício V (10%) 0
Exercício VI (não aplic.)
Exercício VII (5%) 0
Total (1+2+3+4+5+6+7) 8,20
Total Majorado (1+2+3+4+5) 9,64
Total Final 9,64
Sandrine Portas 8 (atelier VII), Reprovada
Exercício I (15%) 8,60
Exercício II (35%) 8,45
Exercício III (15%) 9,63
Exercício IV (10%) 11,50
Exercício V (10%) 11,80
Exercício VI (10%) 0
Exercício VII (5%) 0
Total (1+2+3+4+5+6+7) 8,02
Total Majorado (1+2+3+4+5+6) 8,44
Total Final 8,44
Vera Silva 6 (atelier V), Reprovada
Exercício I (15%) 9,13
Exercício II (35%) 4,56
Exercício III (15%) 8,36
Exercício IV (10%) 12,98
Exercício V (10%) 9,45
Exercício VI (não aplic.)
Exercício VII (5%) 0
Total (1+2+3+4+5+6+7) 6,65
Total Majorado (1+2+3+4+5) 7,82
Total Final 5,82

Avaliação Final Exercício 5

Ao contrário da regra que temos seguido até aqui - o da publicação da análise crítica a cada um dos trabalhos antes de se proceder ao lançamento das notas parciais - tomou-se a opção de publicar as notas parciais do Exercício 5 sem dar a conhecer a nossa leitura critica dos trabalhos teóricos dos Alunos.
Tal facto deve-se à necessidade de se proceder ao lançamento da nota final do Semestre; sendo que a publicação da análise de cada um dos trabalhos far-se-à brevemente; sendo anunciado no of.Beauty.and. Consolation.

O peso relativo das notas do Exercício 5 para a média final ponderada é de 10%.
As notas do Exercício 5 são as seguintes:

Ana Rita Diogo 0
Qualidade do Registo (25%) 0
Qualidade do Processo e Método Seguidos (15%) 0
Cumprimento dos Objectivos Estipulados (25%) 0
Rigor Científico (10%) 0
Apresentação Pública (25%) 0
Total 0
Majoração Atelier V 0
Daniel Santos 9
Qualidade do Registo (25%) 16
Qualidade do Processo e Método Seguidos (15%) 17
Cumprimento dos Objectivos Estipulados (25%) 15
Rigor Científico (10%) 15
Apresentação Pública (25%) 0
Total 11,8
Atraso na Entrega (-20%) 9,44
Joana Labela 10
Qualidade do Registo (25%) 15
Qualidade do Processo e Método Seguidos (15%) 12
Cumprimento dos Objectivos Estipulados (25%) 14
Rigor Científico (10%) 13
Apresentação Pública (25%) 0
Total 10,35
Mónica Marinheiro 9
Qualidade do Registo (25%) 13
Qualidade do Processo e Método Seguidos (15%) 12
Cumprimento dos Objectivos Estipulados (25%) 12
Rigor Científico (10%) 10
Apresentação Pública (25%) 0
Total 9,05
Pedro Banaco 0
Qualidade do Registo (25%) 0
Qualidade do Processo e Método Seguidos (15%) 0
Cumprimento dos Objectivos Estipulados (25%) 0
Rigor Científico (10%) 0
Apresentação Pública (25%) 0
Total 0
Majoração Atelier V 0
Sandrine Portas 12
Qualidade do Registo (25%) 12
Qualidade do Processo e Método Seguidos (15%) 12
Cumprimento dos Objectivos Estipulados (25%) 12
Rigor Científico (10%) 10
Apresentação Pública (25%) 12
Total 11,8
Vera Silva 11
Qualidade do Registo (25%) 13
Qualidade do Processo e Método Seguidos (15%) 13
Cumprimento dos Objectivos Estipulados (25%) 13
Rigor Científico (10%) 10
Apresentação Pública (25%) o
Total 9,45
Majoração Atelier V 11,34

Avaliação Final Exercício 2

O peso relativo das notas do Exercício 2 para a média final ponderada é de 35%.
As notas do Exercício 2 são as seguintes:

Ana Rita Diogo 6
Qualidade de Participação nas Sessões de Contacto (15%) 6
Qualidade do Método e Processo de Investigação e Respectivo Registo (20%) 6
Qualidade da Entrega Final (20%) 0
Perícia nas Actividades Práticas (35%) 6
Capacidade de Diálogo e Comunicação (5%) 8
Qualidade de Resposta em Trabalho de Grupo (5%) 8
Total 5
Majoração Atelier V 5,5
Daniel Santos 9
Qualidade de Participação nas Sessões de Contacto (15%) 12
Qualidade do Método e Processo de Investigação e Respectivo Registo (20%) 13
Qualidade da Entrega Final (20%) 0
Perícia nas Actividades Práticas (35%) 11
Capacidade de Diálogo e Comunicação (5%) 12
Qualidade de Resposta em Trabalho de Grupo (5%) 8
Total 9,25
Joana Labela 8
Qualidade de Participação nas Sessões de Contacto (15%) 12
Qualidade do Método e Processo de Investigação e Respectivo Registo (20%) 9
Qualidade da Entrega Final (20%) 0
Perícia nas Actividades Práticas (35%) 11
Capacidade de Diálogo e Comunicação (5%) 12
Qualidade de Resposta em Trabalho de Grupo (5%) 8
Total 8,45
Mónica Marinheiro 9
Qualidade de Participação nas Sessões de Contacto (15%) 12
Qualidade do Método e Processo de Investigação e Respectivo Registo (20%) 10
Qualidade da Entrega Final (20%) 0
Perícia nas Actividades Práticas (35%) 13
Capacidade de Diálogo e Comunicação (5%) 12
Qualidade de Resposta em Trabalho de Grupo (5%) 8
Total 9,35
Pedro Banaco 13
Qualidade de Participação nas Sessões de Contacto (15%) 12
Qualidade do Método e Processo de Investigação e Respectivo Registo (20%) 10
Qualidade da Entrega Final (20%) 12
Perícia nas Actividades Práticas (35%) 12
Capacidade de Diálogo e Comunicação (5%) 13
Qualidade de Resposta em Trabalho de Grupo (5%) 8
Total 11,45
Majoração Atelier V 12,6
Sandrine Portas 8
Qualidade de Participação nas Sessões de Contacto (15%) 10
Qualidade do Método e Processo de Investigação e Respectivo Registo (20%) 8
Qualidade da Entrega Final (20%) 8
Perícia nas Actividades Práticas (35%) 8
Capacidade de Diálogo e Comunicação (5%) 11
Qualidade de Resposta em Trabalho de Grupo (5%) 8
Total 8,45
Vera Silva 5
Qualidade de Participação nas Sessões de Contacto (15%) 5
Qualidade do Método e Processo de Investigação e Respectivo Registo (20%) 5
Qualidade da Entrega Final (20%) 0
Perícia nas Actividades Práticas (35%) 5
Capacidade de Diálogo e Comunicação (5%) 5
Qualidade de Resposta em Trabalho de Grupo (5%) 8
Total 4,5
Majoração Atelier V 4,565

O projecto de Vera Silva

Ao longo do 5º Semestre Vera Silva não apresentou qualquer tipo de ideia para o seu projecto. A Aluna nunca chegou a participar em nenhuma discussão de Atelier V em relação ao Exercício II; com excepção do Brain Storming inicial que terá ajudado ao aparecimento do Plano Geral do Parque - definindo-se desse modo a localização e implantação dos projectos do Hotel e da Biblioteca.
A ausência da Aluna na Avaliação Final confirma a falta de participação no Atelier V; impedindo dessa forma uma análise ás suas reais capacidades.
Sublinhe-se ainda a (aparente) ausência de método de projecto da Aluna, e também a imensa dificuldade revelada por Vera Silva em lidar com os mais simples instrumentos operativos de projecto, patente nos sucessivos erros (de escala e de representação) que as suas maquetas (de terreno) apresentavam.
No seu Blog não há qualquer tipo de registo da proposta.
Julga-se no entanto que o grande problema de Vera Silva terá sido a total falta de empenho demonstrada pela Aluna, quer no Exercício II, quer na totalidade dos trabalhos lançados para o Atelier V.

O projecto de Sandrine Portas

Sandrine Portas foi a única aluna do Atelier VII a comparecer ás sessões de Avaliação de dia 5 de Janeiro de 2009; apresentando aquilo que seria a sua conclusão sobre o período de investigação de projecto realizado ao longo do 7º Semestre do Curso.
As peças aí apresentadas são reveladoras das fragilidades que a Aluna vem demonstrando ao longo do Semestre; tendo a sua proposta ficado aquém das expectativas mínimas exigíveis a um Aluno de 4º Ano de Arquitectura. Na verdade o projecto de Sandrine Portas é, em certo sentido, um não projecto; ou seja: as peças desenhadas (plantas e cortes) e a maqueta apresentadas revelam uma total ausência de princípios ordenadores de uma ideia de arquitectura, e uma insuficiência de reflexão sobre as potencialidades de um projecto.
O projecto de Sandrine baseia-se sobretudo numa formulação de uma vontade espacial: a criação de uma Biblioteca cujo centro (o átrio) permita uma estreita relação visual e funcional com o restante programa público do edifício (Salas de Leitura), e com o exterior. Para tal o projecto usa-se de um sistema de meios-pisos, servido por rampas centrais que lhe são perpendiculares; estabelecendo desse modo um possível critério de hierarquização espacial que, eventualmente, lhe permitiria caracterizar cada um dos espaços internos do edifício - seja através de pés-direitos distintos, de diferentes formas de trabalhar a luz e a própria forma de cada Sala, seja através das relações entre essa Sala e o restante edifício, e para lá dele, a própria envolvente exterior.
Estando estabelecido tal principio - de clara evidência - a Aluna não foi no entanto capaz de atribuir ao projecto uma forma, uma estrutura ou uma tipologia que lhe correspondesse.
Dessa forma a Biblioteca de Sandrine não adquire nenhuma capacidade morfológica; aspecto esse revelado desde logo pela sua Maquete (1:200), que se resume a um volume paralelepipédico destituído de qualquer atributo espacial, material ou escalar, e sem qualquer tipo de relação entre o potencial programatico e a sua forma, e também o próprio terreno.
A organização interna proposta pela Aluna, sendo clara em termos organizativos, resume-se no entanto ao estabelecimento de uma espécie de organograma funcional; não permitindo uma leitura de uma regra e/ou de um princípio de ocupação/criação de espaço. Tal aspecto é desde logo visível na ausência de uma lógica em relação ao uso de elementos normativos para o edifício (circulações verticais e horizontais, elementos estruturais e/ou dimensionais) e também, claro, na ausência de uma regra predominante; que, quanto a nós, evidencia uma total ausência de capacidade de prever resultados formais para o projecto.
Nesse sentido diríamos que o estado actual do projecto de Sandrine Portas revela de modo claro as grandes dificuldades com que a Aluna se debate em termos de estratégia de abordagem a um problema arquitectónico. Exemplo disso é, a nosso ver, a ausência de uma imagem de projecto: Sandrine Portas não apresenta nenhuma ideia ou nenhuma vontade para o seu projecto, e portanto não foi capaz de definir uma estratégia que lhe permitisse desenvolver o seu trabalho num sentido consequente.
Por outro lado julga-se que falta ainda à Aluna consolidar uma metodologia que lhe permita detectar as fragilidades (e as potencialidades) da sua solução, o que retira qualquer possibilidade de aprofundar o estudo. Note-se, nesse sentido, o modo com que Sandrine aborda o projecto: dedicando-se primeiramente ao desenvolvimento de uma planta, adiando para uma outra fase o modo como os espaços se relacionam com o exterior. Sinal disso é a ausência de alçados, ou de qualquer apontamento que revele essa vontade.
Em resumo: o projecto da Biblioteca de Sandrine Portas necessitará de uma abordagem totalmente diferente daquela que a Aluna tem vindo a ter ao longo do Semestre; devendo, a nosso ver, procurar pensar o edifício como um todo, antes mesmo de explorar algumas vontades que possa vir a ter em relação à sua organização. A Aluna deverá também procurar consolidar a sua cultura arquitectónica, que lhe possibilitará rever alguns dos problemas com que se depara em outros edifícios e/ou projectos, permitindo-lhe fazer uma ponte entre o seu trabalho e toda a informação que lhe é disponibilizada pela própria disciplina de projecto.
Deverá ser alvo de atenção especial a abordagem metodológica, e estruturação de uma estratégia operativa, e também uma sensibilização para a matéria de trabalho da própria disciplina, seus objectivos e sua cultura.
A Aluna deverá ainda investir de modo mais profícuo no seu Blog como instrumento de comunicação e diálogo em torno da sua proposta.

O projecto de Pedro Banaco

Pedro Banaco foi um dos primeiros Alunos a ter uma ideia consistente para o desenvolvimento do seu projecto (hotel); tendo desde logo surgido como uma forma estruturada e consentânea com o programa funcional em causa.
A sua ideia inicial (o panóptico) terá sido uma constante no decurso do desenvolvimento do projecto, permitindo cumprir a sua função de regulador de uma estratégia. Tal facto, associado à natural capacidade que o Aluno tem em rapidamente elaborar uma solução, terá permitido estruturar e consubstanciar um projecto capaz de revelar de forma clara as suas próprias fragilidades, o que terá possibilitado aprofundar o estudo nas partes que pior resultavam; tendo-se dessa forma chegado a uma solução de certo modo equilibrada, cujas potencialidades permitirão explorá-la em fases seguintes do trabalho.
Não quer com isto dizer-se que a solução apresentada em Sessão de Avaliação do dia 5 Jan. seja ainda satisfatória. Muito pelo contrário: da mesma forma que Pedro Banaco atinge facilmente uma solução, o Aluno demonstra ainda dificuldades em a ler na sua totalidade; sendo particularmente difícil ao Aluno descortinar os problemas associados à sua proposta.
De algum modo a insegurança demonstrada por Banaco nas discussões em torno da sua proposta revelam esse facto, que se traduz na ausência de uma avaliação dos resultados do seu trabalho, que de certo modo o impossibilitam de actuar sobre as partes que pior resultam.
Da mesma forma Pedro Banaco revela ainda grandes lacunas na sua cultura arquitectónica, sendo que o recurso a lugares comuns subsiste em todas as suas opções; diminuido de algum modo o potencial de descoberta que a sua proposta á partida garantiria.
A capacidade do Aluno em organizar espaço e, com ele, fazer arquitectura começa a dar os seus frutos; devendo Banaco investir exactamente no estudo aprofundado das relações entre programa, estrutura e qualidades espaciais.
A sua entrega, que apresentou na Sessão de Avaliação de 5 de jan. 2009, é ampla, versando os vários temas requeridos pelo Exercício. Nota menos positiva para a maqueta (bastante imperfeita) e para a Memória Descritiva (que descrevia o processo do Aluno, e não tanto a propria proposta).
Em resumo: Pedro Banaco apresentou um projecto com características interessantes, em qie procura equilibrar volumetria e imagem com o programa funcional; desmostrando aptidões que lhe permitirão desenvolver e alterar a sua proposta de modo a obter um projecto arquitectónico de grande qualidade.
O Aluno deverá desenvolver modelos de pesquisa e de representação que melhor assegurem o cumprimento dos seus objectivos; devendo da mesma forma ser mais cuidadoso no modo como publica o seu projecto no Homem Concreto.

O projecto de Mónica Marinheiro

O projecto da Biblioteca de Mónica Marinheiro vem, desde o início do Exercício II, consolidando uma ideia forte, estruturada, complexa, com óbvias relações de intensificação com a paisagem e a topografia que a rodeia. Essa ideia, simples de descrever, mas rica em soluções espaciais e tipológicas tem vindo a consubstanciar um dos projectos mais interessantes apresentados no Atelier VII; revelando alguma maturidade por parte da Aluna. Curiosamente julga-se que as mais valias do projecto dependem mais da natural predisposição de M. Marinheiro em desenvolver um conceito base, do que propriamente da sua cultura disciplinar que é ainda insuficiente. No entanto tal facto não constitui necessariamente um problema para a Aluna; visto esta ter sido capaz de obter uma solução coerente, estruturalmente bem definida e, como já afirmado, capaz de valorizar o local de intervenção sem que para tal se mimetize na paisagem.
Os principais problemas de Mónica Marinheiro são outros; e começam exactamente pelo pouco acompanhamento que a Aluna vem dado ao Atelier VII e ao seu próprio projecto; facto esse que se revelou na sua totalidade através da sua ausência na Sessão de Avaliação Final (ausência essa, aliás, que tem vindo a ser notada noutras ocasiões semelhantes).
Não sendo possível fazer uma análise profunda do seu projecto (que não foi entregue), cabe-nos apenas referir que a Aluna terá, no futuro, apenas uma hipótese de sucesso académico: aplicar-se a fundo no seu trabalho, e no trabalho do Atelier.

O projecto de Joana Labela

Ao longo do período que decorreu o Exercício II Joana Labela demostrou alguma dificuldade em pôr em prática as suas ideias iniciais de projecto.
As várias abordagens da Aluna, em certo sentido válidas, e demonstrativas de alguma cultura arquitectónica, vieram a revelar-se de difícil desenvolvimento; optando Joana por alterar a ideia inicial sempre que se deparava com um problema (neste quase a simples disposição programática).
Os seus registos demonstraram desde logo problemas de escala e de organização de programa; bem como de uma imagem geral da solução que procurava.
A ausência da Aluna na sessão de Avaliação final impossibilita fazer uma análise mais profunda do seu projecto.
Sublinhe-se o interesse demosntrado pela Aluna em trabalhos de colegas seus, e a discussão que com eles foi mantida.

O projecto de Daniel Santos

Daniel Santos inicia o seu projecto com uma ideia pouco consolidada, baseada sobretudo numa imagem, cujo teor que se viria rapidamente a demonstrar pouco eficaz face aos vários problemas que o Exercício levantava. Ainda assim o Aluno terá procurado chegar a uma primeira solução desenhada, que se iria revelar inadequada, quer em relação à sua estrutura tipológica, quer mesmo em relação à ausência de suporte conceptual.
A segunda proposta de Daniel investe num sistema totalmente diverso; onde uma forma simples (um Y) procura albergar todo o programa da Biblioteca; sistematizando os seus diversos grupos funcionais em torno de um núcleo (entrada e átrio), distribuindo-os por três braços. Sendo um solução programática clara, o projecto sofre de uma má relação com o terreno e com a envolvente mais próxima; dado que a sua forma rígida e (aparentemente) estática não oferece a necessária capacidade de se adaptar a uma realidade geográfica e topográfica que, para o Aluno, (quase) nunca esteve presente.
Sendo a forma um elemento de grande importância na consubstanciação do projecto, tendo esta uma relação directa com o programa funcional dado; a sua origem nunca terá sido bem explicada por parte do aluno.
Em termos metodológicos Daniel aposta sobretudo nas facilidades do Sketch Up (o que tinha já ocorrido no Exercício I); mas desta vez sem se munir de maquetas de estudo, o que irá comprometer o potencial do Exercício. Julga-se, aliás, que Daniel apresenta ainda algumas dificuldades na aplicação de um método que comporte a necessidade de resolução de um problema mais vasto que de aquele que terá sido apontado no Exercício I (como é, agora, o caso da sua Biblioteca); dado que a sua abordagem é, ainda, muito direccionada para a procura de um objecto, mais do que a procura de uma solução estruturada e global, que encare as várias vertentes levantadas pelo Exercício, e que as sintetize num todo.
Notam-se ainda deficiências ao nível da capacidade de investigação e demonstração da solução (nomeadamente no que diz respeito ao uso do esquisso como elemento de procura); mas também a capacidade de domínio de uma forma e, sobretudo, da escala.
Note-se ainda que, embora Daniel Santos venha acompanhando de forma regular o seu Path to the Architecture; o seu método de projecto (para o Exercício II) não mereceu o acompanhamento no Blog do Aluno; limitando-se este a entradas com esquissos e/ou desenhos provenientes de discussões directas no Atelier.
A ausência do Aluno na Avaliação Final do Atelier VII não permitiu conhecer a fundo o projecto para a sua Biblioteca; inviabilizando assim a estruturação de uma análise crítica mais profunda ao seu trabalho.

Um lamentável final de Semestre

É com profundo desagrado que constato a total falta de princípios demonstradores pela maior parte dos Alunos dos Atelier V e VII que, ao contrário de cumprirem o calendário de entregas previsto, optam por ser avaliados em época de exame.
A todos os que faltaram à sessão de avaliações finais apenas devo dizer que a vossa falha demonstra um total desrespeito pelos V. colegas, um desprezo imenso pelo trabalho que temos vindo a realizar em prol de uma escola de arquitectura que queremos que seja digna desse nome, e uma falta de seriedade e de dignidade da V. parte.
Cabe-vos a Vós, só a Vós, a responsabilidade de fazer deste curso algo em que nos orgulhemos, todos. E hoje sinto-me imensamente envergonhado e desapontado.

2009

Começar o ano com silêncio. 4´33´´, de John Cage, para todos vós. Um bom 2009.

Isolamento

O meu isolamento anual (entre Natal e Fim de Ano) tem destas coisas: a net só funciona num cantinho da casa, e mesmo assim com intermitência. A consequência mais directa é que o resto do mundo fica bastante mais longe, muito para lá deste aqueduto que abastece uma das grandes obras de arquitectura em Portugal.
















Entre outras coisas tal facto obriga a que, provavelmente, a nossa próxima comunicação (não automática) seja mesmo a de dia 5 de Jan. '09; aquando da entrega final.
Dito isto apenas me resta desejar bom trabalho.

Complexidades e Distracções

Aos Alunos que ainda não entregaram o Complexidades e Contradições pede-se que disponibilizem os vossos trabalhos on-line com a máxima urgência; de modo a se proceder à respectiva avaliação.
Obrigado

E a propósito...

Já que Mónica Marinheiro trouxe para cima do estirador o Ben van Berkel e o Norman Foster, decidimos colocá-los na lista daqueles de falamos.

Para não ficar atrás, a lista Em Acompanhamento conta agora com o link ao excelente A Weekly dose of Architecture, com selecção fina e informada em formato semanal (de acompanhamento obrigatório). É dele que retiramos a imagem da Embaixada da Noruega em Kathmandu (Nepal), de Kristin Jarmund. Os artigos, simples e bem escritos, vêm acompanhados por imagens fotográficas e também por plantas, cortes e alçados. Um verdadeiro brinco.





















E, também para o Acompanhamento, desta vez em Português, o Directório Arco: uma espécie de base de dados on-line com (alguns) projectos interessantes.













E falo da Arco porque é ela a responsável pela edição daquela que é, provavelmente, a melhor revista de arquitectura que tem sido publicada por terras lusas; ou, pelo menos, aquela que tem um critério editorial claro, constante, e interessante. Um pouco ideológica talvez, mas ainda assim... das coisas úteis que valem a pena ler e ver.

As Fachadas da Mónica

Em relação ás duvidas levantada por Mónica Marinheiro devo dizer que a questão é, em certo sentido, mal colocada. A ver: a solução das fachadas não existe; ou antes, não pode ser separada dos problemas que o projecto coloca.
Dessa forma os dois projectos que Mónica cita (o Centro Tecnológico MacLaren, de Norman Foster, e o Museu Mercedes Benz, de Ben Van Berkel) são-nos de certa forma inúteis, porque as premissas de uma e outra obra divergem totalmente da abordagem que a Aluna tem para o seu edifício.
Diria que o problema das fachadas e da materialização é ainda extemporâneo; sendo que, quanto a mim, o processo (de descoberta desses, e outros aspectos do edifício) deveria ser uma sequência lógica entre o desenvolvimento dos vários espaços internos da Biblioteca e das suas necessidades singulares:
  • luz norte para zonas de leitura, talvez;
  • enquadramento de perspectivas sobre alguns aspectos da paisagem, claro;
  • relação/não relação entre espaços interiores e exteriores;
  • dimensionamento de vãos consoante o tipo de funções e o tipo de utilizadores [não esquecer as crianças];
  • composição entre cheios e vazios em cada um dos volumes;
  • recuo [ou não] de vãos e aberturas em espaços voltados a sul, para sombreamento;
  • criação de boa ventilação transversal nas salas [o que obriga à existência de aberturas opostas e complementares];
  • sequência de percursos no interior do edifício [com possível estabelecimento de pontos de fuga para o exterior, ou o desenho de limites visuais que ultrapassem o perímetro construído];
  • criação de espaços internos com ambientes lumínicos diversificados, adaptados aos respectivos usos;
  • criação de ritmo claro/escuro;
  • etc.
Diria que qualquer um destes pretextos é válido para experimentar a abertura de vãos; pelo que preferiria sempre, enquanto autor de edifícios, experimentar uma solução que se baseasse numa vontade ou desígnio do projecto; do que propriamente colar soluções estudadas para ligar com outros contextos e outros conceitos.
No entanto (e esta é, simplesmente uma questão de gosto pessoal), diria que o edifício deveria comunicar massa; que pudesse marcar definitivamente a paisagem; pelo que os vãos deveriam servir para acentuar o "peso" da biblioteca. Para bom entendedor....

Informação

Informam-se todos os Alunos que foi recebido da Direcção da UEVG a seguinte comunicação:
A direcção vem, ao abrigo do estatuto do disposto na alínea i) do art.º 27 dos actuais estatutos da EUVG, proferir o seguinte despacho [n.º 13/08]:
Os Alunos que por força do Regulamento Geral de Avaliação das Aprendizagens da EUVG em vigor no 1º Semestre do Ano Lectivo 2007/2008, estivessem admitidos a Avaliação Final, encontram-se igualmente admitidos, a título excepcional, no presente ano lectivo de 2008/2009, àquela modalidade de avaliação relativamente às UC's em atraso.

A walk in the Park





















Andy Goldsworthy, 2000

Odisseia no Espaço

Foi o professor Pedro Cordeiro a referir a obra prima de Stanley Kubrik, 2001 - Odisseia no Espaço, de 1968; a propósito do Projecto de Mónica Marinheiro. Musical ao som do Danúbio Azul.



Tão obrigatório, que se eu tivesse que fazer o enunciado para o exame; provavelmente pediria uma análise do filme sob o ponto de vista da arquitectura.

A Sala a que Pedro Cordeiro faz referência aparece neste outro excerto, entre o minuto 1:38 e o minuto 2:15. A música é, aqui, de Tchaikovsky:Op.37a-6
Die Jahreszeiten "Juni,Barkarole" Op.37a-6.

Calendário de Exames

Informam-se todos os Alunos do Atelier V e Atelier VII que as respectivas datas de exames são no dia 20 de Janeiro (At. V) e no dia 27 de Janeiro (At. VII).
Os exames terão lugar no sítio do costume.

Avaliação Final Exercício 4

O peso relativo das notas do Exercício 4 para a média final ponderada é de 10%.
As Notas do Exercício 4 são as seguintes:

Ana Rita Diogo 13
Qualidade do Registo (30%) 12
Qualidade do Método e do Processo (30%) 12
Cumprimento dos Objectivos Científicos (30%) 12
Rigor Científico (10%) 10
Total 11,8
Majoração Atelier V 12,98
Daniel Santos 16
Qualidade do Registo (30%) 16
Qualidade do Método e do Processo (30%) 16
Cumprimento dos Objectivos Científicos (30%) 15
Rigor Científico (10%) 16
Total 15,7
Joana Labela12
Qualidade do Registo (30%) 13
Qualidade do Método e do Processo (30%) 11
Cumprimento dos Objectivos Científicos (30%) 11
Rigor Científico (10%) 14
Total 11,9
Mónica Marinheiro 12
Qualidade do Registo (30%) 13
Qualidade do Método e do Processo (30%) 12
Cumprimento dos Objectivos Científicos (30%) 12
Rigor Científico (10%) 10
Total 12,1
Pedro Banaco 6
Qualidade do Registo (30%) 7
Qualidade do Método e do Processo (30%) 7
Cumprimento dos Objectivos Científicos (30%) 7
Rigor Científico (10%) 7
Total 7
Penalização por Atraso de Entrega (-20%) 5,6
Majoração Atelier V 6,16
Sandrine Portas12
Qualidade do Registo (30%) 12
Qualidade do Método e do Processo (30%) 12
Cumprimento dos Objectivos Científicos (30%) 11
Rigor Científico (10%) 10
Total 11,5
Vera Silva 13
Qualidade do Registo (30%) 12
Qualidade do Método e do Processo (30%) 13
Cumprimento dos Objectivos Científicos (30%) 11
Rigor Científico (10%) 10
Total 11,8
Majoração Atelier V 12,98

A Viagem de Vera Silva

O primeiro aspecto que salta á vista do Lisbon Story de Vera Silva é a sua aparente incompletude; como que se o trabalho tivesse ficado pela metade.
Quer isto dizer que a primeira parte do texto, dedicada a aspectos biográficos de Zumthor (alguns deles menos presentes na nossa memória, e ainda assim com significado para compreender o autor), e ao cariz mais significativo da sua obra é, por Vera Silva, descrito de forma clara e compreensiva. Aqui a Aluna opta pelo claro recurso a fontes (sem no entanto identificar genericamente a sua origem), preterindo dessa forma uma análise mais pessoal sobre aquilo que a obra de Zumthor lhe poderá dizer. Ficamos por isso sem perceber o posicionamento da Aluno perante o problema; o que, em certo sentido, é (ou pode ser) uma estratégia válida num processo de análise científica.
A excepção a esse posicionamento revela-se exactamente nos momentos em que Vera se mais envolve com a matéria exposta: “consegui isolar-me de tudo (…), apenas centrar-me no espaço (…) estava ali criado um ambiente para observar outro muito digno” (p. 5); o que, em limite, reflecte uma entrega emotiva ao fenómeno que a Aluna presencia; sendo estas as partes em que o texto é mais bem conseguido.
Denota-se já alguma maturidade no modo da Aluna ler arquitectura; sendo este demonstrado pelo aparente á-vontade com que Vera Silva popula por d’entre as obras expostas, e as descreve, com ligeireza e, ainda assim, com acuidade; assentando-lhe o seu carácter excepcional nos aspectos que mais lhe interessam.
No entanto os objectivos do trabalho não são cumpridos na sua totalidade, dado a 2ª parte do texto (pretensamente dedicada á análise de outras obras, e comparação delas com o conteúdo da exposição de Zumthor) ser praticamente inexistente.
O descuido com que trata a (escassa) informação recolhida permite-nos depreender dificuldades na análise de edifícios e/ou obras cujo suporte de fontes seja mais difícil de descortinar; o que de certo modo vem confirmar que a eficácia demonstrada na primeira parte do texto se deve sobretudo ao tratamento de informação recolhida em fontes (não referidas).
Estamos ainda assim na presença de um trabalho genericamente positivo; sendo que os seus aspectos negativos de devem sobretudo á falta de empenho que a Aluna tem vindo a demonstrar ao longo do semestre.
O trabalho denota pouco cuidado ao nível da legendagem de imagens, da ausência à referencias a fontes. Não é apresentada Bibliografia, e a paginação é inexistente.

A Viagem de Sandrine Portas

O Livro de Viagem de Sandrine Portas apresenta alguns dos problemas e de dificuldades endémicos que a Aluna tem vindo a demonstrar ao longo do Semestre: cultura arquitectónica (ainda) frágil e pouco sustentada, dificuldade de leitura do conteúdo de obras e projectos arquitectónicos, e uma metodologia (usada também no Complexidades e Contradições, de que falaremos numa outra oportunidade) de certa forma estéril, e pouco produtiva.
Em relação ao método refira-se que Sandrine opta (sempre) por resumir o seu entendimento das obras que lê a um conjunto de citações; fazendo de uma suposta ficha de leitura (útil em qualquer investigação cientifica enquanto registo de informação a ser interpretada posteriormente) o trabalho final; sem se dar ao trabalho de analisar e esclarecer os seus leitores sobre a razão da selecção de textos; e sem ela própria agir criticamente sobre a informação recolhida.
Sendo que a primeira parte do Caderno de Viagem é construído apenas com base nesse “método” (citações), ficamos sem saber se Sandrine Portas entendeu de facto o conteúdo da Exposição de Zumthor; não havendo qualquer tipo de posicionamento crítico da Aluna face a ela, nem mesmo uma verdadeira análise dos projectos aó mostrados.
Da mesma forma Sandrine aborda a 2ª parte do trabalho; com um problema acrescido, que é o da falta de fontes de consulta, com excepção da descrição (mais uma vez uma citação) da igreja do Sagrado Coração.
O trabalho é pautado por uma ausência de análise e interpretação das obras e projectos visitados; resumindo-se a informação a uma descrição baseada em lugares comuns: “equipamento muito requintado tal como a decoração de todo o edifício” (p.7) ou “o Hotel Ritz de Lisboa espelha a nobreza e o charme do Portugal Histórico” (p.8), e não em discurso arquitectónico, como seria desejável; e mesmo na parte onde seria expectável a apresentação de conclusões próprias, Sandrine Portas resume-se a usar (mais uma vez) um rol de citações (bem escolhidas, mas ainda assim simples citações) pouco conclusivas em relação àquilo que seria expectável num trabalho desta natureza. Em termos gerais o trabalho é pouco consentâneo com a natureza científica pretendida, sendo os registos de fontes ainda assim, na sua generalidade, assegurados. Não há bibliografia nem paginação.Há erros crassos, como o uso do termo Muço-Árabe (a Aluna quereria dizer Moçárabe), usado aqui em completo desrespeito pelo significado arquitectónico e histórico do termo.

A Viagem de Pedro Banaco

O Caderno de Viagem de Pedro Banaco, entregue após a data final do Exercício, deixa desde logo adivinhar uma leitura superficial, parca em reflexão e ausente de sentido crítico perante o conteúdo dos temas de leitura propostos para a sua realização.
O relato da exposição resume-se á colectânea de citações retiradas do catálogo de exposição (sem referência clara á sua localização na fonte) e a algumas frases do próprio, cujo teor revela total falta de capacidade de interpretação das obras aí patentes.
Frases como “realismo das maquetas” (p.5), “filme da nossa vida” (idem), “…importância do pormenor” (p.4) ou “uso de um determinado material numa determinada obra, significa que essa característica só pode ser sentida nesse edifício – relações históricas, especificidade do lugar…” (p.6) pouco ou nada fazem sentido no contexto da exposição, e nada acrescentam ao rol de imagens fotográficas editadas sem qualquer objectivo aparente; revelando dessa forma o Aluno pouca sensibilidade pelo conteúdo observado, e incapacidade genérica de se relacionar com o forte carácter disciplinar apresentado na exposição visitada.
Pedro Banaco absteve-se de cruzar a sua interpretação pessoal sobre o que viu na exposição de Zumthor com outras experiência edificadas, ficando desse modo aquém de cumprir os objectivos mínimos que o exercício propunha.
Em termos científicos o Paper não cumpre qualquer regra de registo, de linguagem ou de apresentação de um trabalho académico. Não há qualquer tipo de referência á estrutura do trabalho, nem ao método de abordagem que o Aluno terá seguido.
Sublinhe-se ainda a inexistência de Bibliografia de Apoio.

A Viagem de Mónica Marinheiro

Mónica Marinheiro apresenta-nos um Livro de Viagem que procura cruzar informação provinda de fontes cientificas com a sua própria análise sobre as obras e projectos de arquitectura que visita.
No entanto o levantamento sobre os conteúdos é, na sua maior parte, descritivo: “a exposição oferece um lugar olhar único e revelador sobre o processo criativo, lógica programática e metodologia de trabalho de Peter Zumthor” (p.6), como se tal facto fosse desconhecido para quem lê o texto. E no entanto o mesmo texto arreda-se de análises mais profundas sobre o teor do conteúdo observada, limitando-se a aplicar um “método de trabalho” que passa pelo uso de citações. Ao contrário de confirmarem o ponto de vista de Mónica, as citações são aqui usadas como corpo centrar da análise, o que relega para segundo plano qualquer conteúdo próprio da Aluna. Esta simplesmente afirma coisas como “uma experiência diferente e miuto agradável”, como se estivesse a descrever uma tarde na praia.
Nesse sentido aquilo que se retira da primeira parte do texto de Mónica é a insuficiência de capacidade de análise dos conteúdos, a falta de reflexão, e a ausência de conclusões que nos permitam descortinar as ideias que a Aluno retirou da exposição.
No Capítulo Sensações Pessoais Mónica procura redimir-se: “um dos pontos fulcrais da obra (…) é sem dúvida a luz” (p.12), ou “os espaços criados são por si só objectos de contemplação” (idem), usando termos como “atmosfera pacífica desmesuradamente confortável e afável” (p.13). A Aluna permite-se alguma liberdade subjectiva (pessoal): “Cada espaço tem um enorme carácter de aparente simplicidade, serenidade, sinceridade, entre muitos adjectivos…sinto que estou a descrever quase que um ser vivo…” (p.13) o que, demonstrado embora alguma dificuldade em lidar de forma analítica com o teor da obra de Zumthor, nos permite entender o envolvimento com a arquitectura do autor.
Uma das conclusões a que Mónica chega é a de que “a arquitectura [de Zumthor] situa-se entre o foro fenomenológico e o estilismo poético” (p.12), o que, passe a redundância, é uma das possíveis leituras da exposição. E no entanto a Aluna não é capaz de levar essa conclusão a bom termo no que diz respeito á comparação entre essa ideia fenomenológica e a natureza dos espaços, edifícios e obras que posteriormente visita: “torna-se um acto inadvertido da minha parte, não sabendo, eu própria, bem o porquê desse sentimento” (p.20).
Em resumo: trata-se de um trabalho que demonstra algumas fragilidades no domínio do registo e do método científico, mas também a (ainda) parca cultura arquitectónica, que permitira á Aluna dissertar de forma autónoma. O trabalho é, nesse sentido, pouco claro em termos da sua utilidade, quer para a Aluno (um Livro de Viagem também é um registo para a posterioridade), quer para o leitor, que pouco apreende e nada aprende sobre o suposto conteúdo académico do exercício.
Quando a Aluno afirma (legitimamente) não registar informação já existente noutras fontes, e posteriormente refere querer “depositar essencialmente o [seu] sentimento, o que [lhe] proporcionou [cada obra], e o porquê” (o que continua a ser legitimo) esquece-se que o seu ponto de vista enquanto arquitecta deveria ser uma forma de olhar os fenómenos arquitectónicos de um outro modo, mais informado, mais rigoroso, mais culto; devendo ser capaz de descortinar por detrás de ambientes e atmosferas o modo como Zumthor os consegue atingir. Porque, simplesmente, era essa a utilidade do exercício: dominar a matéria arquitectónica como forma de chegar a determinada expressão.
Não há bibliografia, nem paginação, nem índice; e algumas imagens não são legendadas.
O formato do trabalho e a própria composição do trabalho remetem á formula de Livro de Viagem, o que é de certa forma uma vantagem; embora o tipo de fonte usada (sobretudo sobre imagens) dificulte a leitura.

A Viagem de Joana Labela

Lisbon Story de Joana Labela é um trabalho desequilibrado. Desequilibrado na sua estrutura, desequilibrado no seu conteúdo, e desequilibrado na sua forma.
O problema principal do texto é exactamente a ausência de texto; ou seja: a ausência de qualquer tipo de observação (de entrega) pessoal ás questões que são levantadas pelo enunciado do Exercício 3.
Não é que Labela tenha deixado de fazer o que se lhe exigia: a visita á exposição de Zumthor, e o passeio por alguns edifícios de Lisboa fizeram a Aluna olhar para o essencial. Isso é desde logo demonstrado pela (extensa, mas ainda assim incisiva) reportagem fotográfica registada no trabalho de Joana; que, livre e espontaneamente, discorre sobre algumas das características mais fortes da exposição, como da Gulbenkian (sobretudo nos seus jardins), como na Igreja de S. Domingos ou na Casa do Alentejo.
O problema está exactamente na ausência de qualquer tipo de registo escrito (por outras palavras: reflexão) sobre aquilo que a Aluno observou e registou fotograficamente. A excepção a isso, no primeiro capítulo, resume-se a citações esparsas, e ao registo de informações mais ou menos conhecidas.
Raramente Joana Labela decide dar um ar da sua graça (da sua forma de ver arquitectura). Quando o faz refere “largados / libertados nos extensos jardins” (p. 19), “a ausência de barulho” ou “espaço confortante, apesar da sua monumentalidade” (p. 26); o que, entenda-se, é muito pouco para uma Aluna do 4º Ano de um curso de arquitectura.
Mesmo a conclusão é, no mínimo, ociosa, e pouco cuidada; revelando muito pouco da inteligência e da cultura arquitectónica que Joana domina; ficando por isso o trabalho muito aquém das capacidade da Aluna.
Refira-se o rigor no uso de regras de registo científico (citações, numeração de págs., , Bibliografia, Índice), e menos cuidado na legendagem de imagens.
A preparação do trabalho ficou-se pela leitura de uma única fonte.

A Viagem de Daniel Santos

Lisbon (Short) Story de Daniel Santos apresenta-se como um trabalho de grande rigor científico, sem que para tal se perca a informalidade própria de um registo como é o de um Livro de Viagem.
A organização do Paper é exemplar, referindo primeiramente a metodologia de abordagem ao problema colocado pelo enunciado do exercício, que depois irá estruturar os vários capítulos, onde o Aluno disserta sobre os conteúdos observados, munindo-se de bibliografia de apoios, mas também de uma visão pessoal, e crítica, que lhe permite ter uma leitura abrangente sobre o(s) objectos(s) de estudo.
O trabalho dispensa referências directas a informações anteriormente obtidas, quer nas Aulas de Atelier, quer através dos blogs; partindo antes de uma investigação inicial que irá possibilita uma eficaz leitura das obras vistas na exposição de Peter Zumthor.
Se tal facto é, por si só significativo, constata-se ainda assim que o confronto de Daniel Santos com as várias peças patentes na Lx Factory lhe terá permitido retirar conclusões que não são suportáveis apenas pela Bibliografia consultada. Exemplo disso é a identificação de pormenores construtivos com origem em conceitos e/ou vontades de projecto: “o funcionamento do vidro fosco disposto na fachada [do Kunsthal Bregenz]. Este refracta a luz horizontalmente que embate no tecto de vidro” (p.6). Esta observação, entre outras, revela-nos um modo francamente disciplinar de olhar para a exposição, de a interpretar á luz da cultura arquitectónica, e de a racionalizar no contexto dos interesses e sensibilidades próprios do Aluno.
Note-se também a capacidade inerente ao Aluno de relacionar a informação adquirida com outros exercícios por ele realizados (p.7); ou, num outro sentido, a correlação de experiências aparentemente diversas: “senti o mesmo que sinto quanto entro numa igreja gótica” (p. 12).
A selecção que Daniel faz dos elementos que considera mais significativos (da exposição) é notória, não só pelos critérios que demonstra, mas sobretudo pela forma de os suportar a nível teórico, revelando especial maturidade na leitura do objecto arquitectónico, e na capacidade de interpretação de códigos formais e materiais complexos.
Esse sentido é amplamente confirmado no Capítulo Terceiro, onde o Aluno visita, descreve, e (sobretudo) critica (por vezes de forma instintiva) várias obras de arquitectura. Partindo de algumas ideias de Zumthor relativas ao modo de perceber a natureza do edificado, Daniel faz uma leitura individual dos vários edifícios e/ou espaços onde deambula, retirando conclusões próprias. Frases como “é impossível avistar os limites da obra arquitectónica, não sabendo, dessa forma, onde acaba o edifício e começa o jardim” ou “o seu interior de madeira e com o betão armado á vista, com a marcação das cofragens de madeira, unifica-se num só” (p. 11) são exemplo disso; revelando-nos ainda a capacidade que o aluno demonstra em ler os edifícios, quer na sua espacialidade, quer na sua materialidade, concluído acerca dos conceitos que daí emergem: “todo o edificado, juntamente com o jardim, torna-se intemporal e são os dois, em conjunto, que podem reflectir serenidade e sedução” (idem), ou “[a igreja do Sagrado Coração] torna qualquer pessoa mais pequena”, ou ainda “vitrais (…) em pontos estratégicos” (ibidem).
Não concordando com o Aluno em algumas das suas observações (ex: “a estrutura […] pareceu ter uma estrutura demasiado rebuscada” (p. 13), ou “o interior [da Mexicana] não é uno, muito menos o corpo arquitectural” (p.19); o trabalho pauta-se sempre por um exercício de liberdade interpretativa; sempre informada, e sempre comunicativa; factores esses que são os exigíveis a um arquitecto; tornando dessa forma a qualidade do Paper inquestionável.
Vale ainda a pena fazer referências a alguns aspectos constantes no trabalho, tais como: a introdução de pequenas (e úteis) referências históricas (como é o caso do Ritz, ou da Igreja de S. Domingos), a descrição livre e descomplexada de aspectos menos relevantes (a Casa do Alentejo), e a citação de outras obras não referidas no enunciado do exercício.
O tipo de apresentação do trabalho aproxima-o de um registo eminentemente científico, revelando objectividade e clareza estrutural.
A Bibliografia é rica, abrangendo o leque de informação necessária á realização da investigação.
Em resumo; estamos em presença de um excelente exemplo do que é um trabalho científico, que reúne informação útil, a transmite de forma clara e inusitada, complementando-a com a própria natureza crítica do Aluno; que é fonte de enriquecimento da leitura que dele podemos extrair.
Aspectos a rever passam pela numeração das págs. (inexistente); e, mais significativo, pela necessidade de o Aluno adquirir um pouco de humildade intelectual na análise que faz dos fenómenos, contrariando algum do seu arrivismo natural.
Porque nem tudo se resume àquilo que as (naturais) limitações de Daniel o deixam perceber.

Zat you, Santa Claus?

Como não encontrei a versão original de Armstrong em video, aqui vai a versão que me pareceu mais sincera..., qualidade esta que apesar de pouco "fashion" está implicita na Ètica e serve de pilar à Estética.

Bom trabalho e Boas Festas!

Leituras do Mês

Leituras do Mês

Eládio Dieste

A obra do Uruguaio Eladio Dieste (1917-2000) entre a década de 50 e o final do séc., numa edição de luxo da Electa. O livro fica a cargo de Mercedes Daguerre, e tem textos de Mario Chirino, de Graciela Silvestri e do próprio Dieste: senza la rivelazione del mistero del mondo che viene dall'arte non faremo mai della nostra vita qualcosa di realmente umano.

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Obradoiro

O regresso de uma das publicações mais significativas do final da década de 80 / principios de 90, em Espanha e Portugal. Publicado pelo Colexio Oficial de Arquitectos de Galicia, e sob a Direcção de Carlos Pita, o número 33 de Obradoiro dedica-se ao Pequeno. Destaque-se o texto e Óscas Tenreiro (o Legado de Firminy), e os projectos de Solano Benítez e de César Portela.

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