Intervalo
Intervals (1969), Peter Greenaway
Tendo tido o privilégio de ver esta pequena curta metragem pela primeira vez numa Bienal em Veneza, já lá vão alguns anos, fiquei capaz de olhar a cidade para lá dos canais e do Palladio (e do Scarpa também).
O filme, de 1969 (com edição sonora posterior) revela aquilo que seria a grande obsessão de Greenaway pelas regras matemáticas, que mais tarde viria a explorar no Drowning by Numbers (1988) ou nesta outra curta metragem intitulada Windows (1975). Intervals adapta o sistema de notações das Quatro Estações de Vivaldi, criando uma sequencia exacta, onde imagem e som se conjugam na perfeição.
Outros filmes a ver do mesmo realizador: The Belly of an Architect (1987), The Cook, the Thief, His Wife and Her Lover (1989), ou Prospero's Book (1991); todos eles necessários á educação de um arquitecto.
A Arquitectura como Discurso

A Arquitectura como Discurso é um texto da autoria de David Sperling sobre o Pavilhão Brasileiro de Osaka (1970) de Paulo Mendes da Rocha.
Para além de ser uma prazer ler Sperling o texto é um excelente exemplo daquilo que é um trabalho teórico, que conjuga uma investigação científica rigorosa com uma escrita curta e directa.
Melhor ainda: o texto é disponibilizado numa base online de textos sobre arquitectura denominada Arquitextos, mantida pelo portal Vitruvius - que é, simplesmente, a maior e mais fidedigna fonte de informação online disponível em Português.
Refira-se que a Arquitextos é uma base de dados em aberto, ou seja: qualquer pessoa que escreva sobre arquitectura poderá enviar o seu texto para publicação. Este será devidamente analisado e avaliado por um Conselho Editorial - composto por investigadores e professores de várias universidades -, facto esse que garante a qualidade, o rigor científico e a veracidade do texto.
E com base nesta simples ideia é-nos disponibilizado um infindável rol de textos sobre as mais variadas obras de arquitectura (evidentemente com peso de autores e obras brasileiras).
Tanto a Arquitextos como o Vitruvios passam a partir de agora a estar assinalados na secção Em Acompanhamento.
E não deixo passar esta oportunidade de revelar o primeiro repto do Atelier VIII: elaborar um texto analítico sobre determinada obra de arquitectura e, depois, (tentar) publica-lo no Arquitextos.
The Chicago Architects Oral History Project
For more than twenty years, the Chicago Architects Oral History Project documented the contributions of architects to Chicago during the 20th century. The CAOHP was begun in 1983 under the auspices of the Art Institute's Department of Architecture to record the life experiences of architects who shaped the physical environment in Chicago and surrounding communities. It was intended not only to fill an existing void in the literature but to go beyond the facts to explore motivations and influences, behind-the-scenes stories, and personal reflections. This collection of oral histories contains comprehensive life-review documents as well as shorter, focused interviews. These narratives explore the development of Chicago's architecture and planning from the early 1900s to the present day.
A partir de agora na coluna Em Acompanhamento.
Exames
Duas Bibliotecas


A já referida e referenciada Weekly Dose of Architecture mostra-nos dois projectos que desconhecíamos: a Biblioteca do Langara College, em Vancouver, da autoria do gabenete Teeple Architects, e a renovação da Biblioteca de Winnipeg, com projecto conjunto dos Patkau e de LM Architecture Group.
Valerá a pena olhar para as Plantas de uma e doutra com alguma atenção.
Sem aviso partem os sentimentos mais fortes!

Por especial pedido da autora, O Mundo um Quadro Pintado deixa infelizmente de fazer parte da nossa rede de Blogs, facto esse que lamento. Da mesma forma os textos aqui publicados que faziam referência ao seu desempenho no Atelier V foram arquivados, e o seu nome foi apagado das entradas.
Perdeu-se um pedaço da história destes meses de trabalho.
Espero que a sua memória ainda assim não se oblitere.
Las Meninas

Eis senão quando a nossa pintura preferida é disponibilizada pelo Google Earth. Não dispensando a ida ao Prado, é ainda assim a nossa grande opurtunidade de passar a pente fino as pinceladas de Velásquez.
Basta escrever Museo del Prado no Google Earth e seguir as instruções.
Vitruvius: de Architectura

A Universidade de Chicago é fértil na edição, compilação e publicação online de textos de enorme significado, dando-nos a todos o acesso a fontes de forma fidedigna e rigorosa.
Aqui fica o Link para Os Dez Livros de Arquitectura, de Vitruvio, na versão original, em Latim, e na tradução Inglesa.
Se preferirem uma edição facsimile, também em Inglês, podem recorrer à Edição de 1914 (Harvard University Press) com tradução de Morris Morgan ou, em alternativa, ao mesmíssimo texto de Morgan em texto corrido, ambos gentilmente disponibilizados no Google Books.
O link estará a partir de agora disponivel na lista De Quem Falamos, do lado direito, em baixo.
Exames
Poderão ira a Exame todos os alunos que, segundo o estabelecido pelo regime de avaliação interna da EUVG, tenham assistido a 80% das sessões teórico-práticas; com excepção dos casos previstos no mesmo regimes.
O Exame será composto pela análise das peças das entregas Finais do Exercício II (projecto), que deverão ser instruídas com a totalidade das peças requeridas para entrega final.
Será ainda realizado um Teste de Avaliação, com a duração de 2:30 (inicio pelas 10:45, final pelas 13:15, com tolerância de 15 m.)
Não será permitira qualquer entrada após a hora definida para início do Exame.
Como material necessário devem apenas trazer caneta e papel pautado.
O teste será de Consulta, sendo a bibliografia apontada a seguinte:
NORBERG-SCHULZ, Christian, Genius loci : paesaggio, ambiente, architettura, Electa, Milan, 1979;Aconselham-se os Alunos a estudarem a fundo a obra de Siza Vieira, nomeadamente as primeiras obras, e lerem com atenção o livro de Norberg-Schulz.
SIZA, Alvaro, Profissione Poetica, Electa, Milano, 1986
SIZA, Alvaro, Imaginar a Evidência, Edições 70, lisboa, 1998
LLANA, Pedro & Castanheiro, Carlos (Ed.), Alvaro Siza - Obras e Projectos, Electa/CGAC/CCB, Milano, Vigo, Lisboa, 1995/1996.
SANTOS, José paulo (Ed.), Alvaro Siza, Obras y Proyectos 1954-1992, Gustavo Gilli, madrid, 1993
FRAMPTON, Kenneth, Modern Architecture - A Critical History, Thames and Hudson, 1992 (3ª ed.)
Nota Final de Avaliação Semestre I, 2008/2009
Exercício 1 - 15%Como metodologia de avaliação final foi anulado o peso específico do Exercício 7 (que nenhum aluno cumpriu); tendo da mesma forma sido estabelecida, para o Atelier V, a proporcionalidade aritmética de modo à soma das pesos parcelares de cada Exercício corresponderem a 100% (isto porque o exercício 6, que valia 10%, não faria parte do curriculum académico do Atelier V).
Exercício 2 - 35%
Exercício 3 - 15%
Exercício 4 - 10%
Exercício 5 - 10%
Exercício 6 - 10% (Não aplicável ao Atelier V)
Exercício 7 - 5%
Entendeu da mesma forma o Corpo Docente reduzir em 2 pontos a nota final obtida pela soma aritmética a todos os Alunos que não cumpriram a Entrega Final e que não estiveram presentes na Sessão Final de Avaliação Contínua (5 Jan.).
As notas finais dos Alunos dos Atelier V e Atelier VII para o ano lectivo 2008/2009, são as seguintes:
Ana Rita Diogo 6 (atelier V), Reprovada
Exercício I (15%) 12,21Daniel Santos 9 (atelier VII), Reprovado
Exercício II (35%) 5,50
Exercício III (15%) 10,45
Exercício IV (10%) 12,98
Exercício V (10%) 0
Exercício VI (não aplic.)
Exercício VII (5%) 0
Total (1+2+3+4+5+6+7) 6,66
Total Majorado (1+2+3+4+5) 7,79
Total Final 5,79
Exercício I (15%) 14,50Joana Labela 7 (atelier VII), Reprovada
Exercício II (35%) 9,25
Exercício III (15%) 14,58
Exercício IV (10%) 15,7
Exercício V (10%) 9,44
Exercício VI (10%) 0
Exercício VII (5%) 0
Total (1+2+3+4+5+6+7) 10,11
Total Majorado (1+2+3+4+5+6) 10,64
Total Final 8,64
Exercício I (15%) 13,20Mónica Marinheiro 7 (atelier VII), Reprovada
Exercício II (35%) 8,45
Exercício III (15%) 10,43
Exercício IV (10%) 11,90
Exercício V (10%) 10,35
Exercício VI (10%) 0
Exercício VII (5%) 0
Total (1+2+3+4+5+6+7) 8,72
Total Majorado (1+2+3+4+5+6) 9,18
Total Final 7,18
Exercício I (15%) 11,35Pedro Banaco 10 (atelier V), Aprovado
Exercício II (35%) 9,35
Exercício III (15%) 9,43
Exercício IV (10%) 12,10
Exercício V (10%) 9,95
Exercício VI (10%) 0
Exercício VII (5%) 0
Total (1+2+3+4+5+6+7) 8,50
Total Majorado (1+2+3+4+5+6) 8,95
Total Final 6,95
Exercício I (15%) 12,43Sandrine Portas 8 (atelier VII), Reprovada
Exercício II (35%) 12,60
Exercício III (15%) 8,75
Exercício IV (10%) 6,16
Exercício V (10%) 0
Exercício VI (não aplic.)
Exercício VII (5%) 0
Total (1+2+3+4+5+6+7) 8,20
Total Majorado (1+2+3+4+5) 9,64
Total Final 9,64
Exercício I (15%) 8,60Vera Silva 6 (atelier V), Reprovada
Exercício II (35%) 8,45
Exercício III (15%) 9,63
Exercício IV (10%) 11,50
Exercício V (10%) 11,80
Exercício VI (10%) 0
Exercício VII (5%) 0
Total (1+2+3+4+5+6+7) 8,02
Total Majorado (1+2+3+4+5+6) 8,44
Total Final 8,44
Exercício I (15%) 9,13
Exercício II (35%) 4,56
Exercício III (15%) 8,36
Exercício IV (10%) 12,98
Exercício V (10%) 9,45
Exercício VI (não aplic.)
Exercício VII (5%) 0
Total (1+2+3+4+5+6+7) 6,65
Total Majorado (1+2+3+4+5) 7,82
Total Final 5,82
Avaliação Final Exercício 5
Tal facto deve-se à necessidade de se proceder ao lançamento da nota final do Semestre; sendo que a publicação da análise de cada um dos trabalhos far-se-à brevemente; sendo anunciado no of.Beauty.and. Consolation.
O peso relativo das notas do Exercício 5 para a média final ponderada é de 10%.
As notas do Exercício 5 são as seguintes:
Ana Rita Diogo 0
Qualidade do Registo (25%) 0Daniel Santos 9
Qualidade do Processo e Método Seguidos (15%) 0
Cumprimento dos Objectivos Estipulados (25%) 0
Rigor Científico (10%) 0
Apresentação Pública (25%) 0
Total 0
Majoração Atelier V 0
Qualidade do Registo (25%) 16Joana Labela 10
Qualidade do Processo e Método Seguidos (15%) 17
Cumprimento dos Objectivos Estipulados (25%) 15
Rigor Científico (10%) 15
Apresentação Pública (25%) 0
Total 11,8
Atraso na Entrega (-20%) 9,44
Qualidade do Registo (25%) 15Mónica Marinheiro 9
Qualidade do Processo e Método Seguidos (15%) 12
Cumprimento dos Objectivos Estipulados (25%) 14
Rigor Científico (10%) 13
Apresentação Pública (25%) 0
Total 10,35
Qualidade do Registo (25%) 13Pedro Banaco 0
Qualidade do Processo e Método Seguidos (15%) 12
Cumprimento dos Objectivos Estipulados (25%) 12
Rigor Científico (10%) 10
Apresentação Pública (25%) 0
Total 9,05
Qualidade do Registo (25%) 0Sandrine Portas 12
Qualidade do Processo e Método Seguidos (15%) 0
Cumprimento dos Objectivos Estipulados (25%) 0
Rigor Científico (10%) 0
Apresentação Pública (25%) 0
Total 0
Majoração Atelier V 0
Qualidade do Registo (25%) 12Vera Silva 11
Qualidade do Processo e Método Seguidos (15%) 12
Cumprimento dos Objectivos Estipulados (25%) 12
Rigor Científico (10%) 10
Apresentação Pública (25%) 12
Total 11,8
Qualidade do Registo (25%) 13
Qualidade do Processo e Método Seguidos (15%) 13
Cumprimento dos Objectivos Estipulados (25%) 13
Rigor Científico (10%) 10
Apresentação Pública (25%) o
Total 9,45
Majoração Atelier V 11,34
Avaliação Final Exercício 2
As notas do Exercício 2 são as seguintes:
Ana Rita Diogo 6
Qualidade de Participação nas Sessões de Contacto (15%) 6Daniel Santos 9
Qualidade do Método e Processo de Investigação e Respectivo Registo (20%) 6
Qualidade da Entrega Final (20%) 0
Perícia nas Actividades Práticas (35%) 6
Capacidade de Diálogo e Comunicação (5%) 8
Qualidade de Resposta em Trabalho de Grupo (5%) 8
Total 5
Majoração Atelier V 5,5
Qualidade de Participação nas Sessões de Contacto (15%) 12Joana Labela 8
Qualidade do Método e Processo de Investigação e Respectivo Registo (20%) 13
Qualidade da Entrega Final (20%) 0
Perícia nas Actividades Práticas (35%) 11
Capacidade de Diálogo e Comunicação (5%) 12
Qualidade de Resposta em Trabalho de Grupo (5%) 8
Total 9,25
Qualidade de Participação nas Sessões de Contacto (15%) 12Mónica Marinheiro 9
Qualidade do Método e Processo de Investigação e Respectivo Registo (20%) 9
Qualidade da Entrega Final (20%) 0
Perícia nas Actividades Práticas (35%) 11
Capacidade de Diálogo e Comunicação (5%) 12
Qualidade de Resposta em Trabalho de Grupo (5%) 8
Total 8,45
Qualidade de Participação nas Sessões de Contacto (15%) 12Pedro Banaco 13
Qualidade do Método e Processo de Investigação e Respectivo Registo (20%) 10
Qualidade da Entrega Final (20%) 0
Perícia nas Actividades Práticas (35%) 13
Capacidade de Diálogo e Comunicação (5%) 12
Qualidade de Resposta em Trabalho de Grupo (5%) 8
Total 9,35
Qualidade de Participação nas Sessões de Contacto (15%) 12Sandrine Portas 8
Qualidade do Método e Processo de Investigação e Respectivo Registo (20%) 10
Qualidade da Entrega Final (20%) 12
Perícia nas Actividades Práticas (35%) 12
Capacidade de Diálogo e Comunicação (5%) 13
Qualidade de Resposta em Trabalho de Grupo (5%) 8
Total 11,45
Majoração Atelier V 12,6
Qualidade de Participação nas Sessões de Contacto (15%) 10Vera Silva 5
Qualidade do Método e Processo de Investigação e Respectivo Registo (20%) 8
Qualidade da Entrega Final (20%) 8
Perícia nas Actividades Práticas (35%) 8
Capacidade de Diálogo e Comunicação (5%) 11
Qualidade de Resposta em Trabalho de Grupo (5%) 8
Total 8,45
Qualidade de Participação nas Sessões de Contacto (15%) 5
Qualidade do Método e Processo de Investigação e Respectivo Registo (20%) 5
Qualidade da Entrega Final (20%) 0
Perícia nas Actividades Práticas (35%) 5
Capacidade de Diálogo e Comunicação (5%) 5
Qualidade de Resposta em Trabalho de Grupo (5%) 8
Total 4,5
Majoração Atelier V 4,565
O projecto de Vera Silva
A ausência da Aluna na Avaliação Final confirma a falta de participação no Atelier V; impedindo dessa forma uma análise ás suas reais capacidades.
Sublinhe-se ainda a (aparente) ausência de método de projecto da Aluna, e também a imensa dificuldade revelada por Vera Silva em lidar com os mais simples instrumentos operativos de projecto, patente nos sucessivos erros (de escala e de representação) que as suas maquetas (de terreno) apresentavam.
No seu Blog não há qualquer tipo de registo da proposta.
Julga-se no entanto que o grande problema de Vera Silva terá sido a total falta de empenho demonstrada pela Aluna, quer no Exercício II, quer na totalidade dos trabalhos lançados para o Atelier V.
O projecto de Sandrine Portas
As peças aí apresentadas são reveladoras das fragilidades que a Aluna vem demonstrando ao longo do Semestre; tendo a sua proposta ficado aquém das expectativas mínimas exigíveis a um Aluno de 4º Ano de Arquitectura. Na verdade o projecto de Sandrine Portas é, em certo sentido, um não projecto; ou seja: as peças desenhadas (plantas e cortes) e a maqueta apresentadas revelam uma total ausência de princípios ordenadores de uma ideia de arquitectura, e uma insuficiência de reflexão sobre as potencialidades de um projecto.
O projecto de Sandrine baseia-se sobretudo numa formulação de uma vontade espacial: a criação de uma Biblioteca cujo centro (o átrio) permita uma estreita relação visual e funcional com o restante programa público do edifício (Salas de Leitura), e com o exterior. Para tal o projecto usa-se de um sistema de meios-pisos, servido por rampas centrais que lhe são perpendiculares; estabelecendo desse modo um possível critério de hierarquização espacial que, eventualmente, lhe permitiria caracterizar cada um dos espaços internos do edifício - seja através de pés-direitos distintos, de diferentes formas de trabalhar a luz e a própria forma de cada Sala, seja através das relações entre essa Sala e o restante edifício, e para lá dele, a própria envolvente exterior.
Estando estabelecido tal principio - de clara evidência - a Aluna não foi no entanto capaz de atribuir ao projecto uma forma, uma estrutura ou uma tipologia que lhe correspondesse.
Dessa forma a Biblioteca de Sandrine não adquire nenhuma capacidade morfológica; aspecto esse revelado desde logo pela sua Maquete (1:200), que se resume a um volume paralelepipédico destituído de qualquer atributo espacial, material ou escalar, e sem qualquer tipo de relação entre o potencial programatico e a sua forma, e também o próprio terreno.
A organização interna proposta pela Aluna, sendo clara em termos organizativos, resume-se no entanto ao estabelecimento de uma espécie de organograma funcional; não permitindo uma leitura de uma regra e/ou de um princípio de ocupação/criação de espaço. Tal aspecto é desde logo visível na ausência de uma lógica em relação ao uso de elementos normativos para o edifício (circulações verticais e horizontais, elementos estruturais e/ou dimensionais) e também, claro, na ausência de uma regra predominante; que, quanto a nós, evidencia uma total ausência de capacidade de prever resultados formais para o projecto.
Nesse sentido diríamos que o estado actual do projecto de Sandrine Portas revela de modo claro as grandes dificuldades com que a Aluna se debate em termos de estratégia de abordagem a um problema arquitectónico. Exemplo disso é, a nosso ver, a ausência de uma imagem de projecto: Sandrine Portas não apresenta nenhuma ideia ou nenhuma vontade para o seu projecto, e portanto não foi capaz de definir uma estratégia que lhe permitisse desenvolver o seu trabalho num sentido consequente.
Por outro lado julga-se que falta ainda à Aluna consolidar uma metodologia que lhe permita detectar as fragilidades (e as potencialidades) da sua solução, o que retira qualquer possibilidade de aprofundar o estudo. Note-se, nesse sentido, o modo com que Sandrine aborda o projecto: dedicando-se primeiramente ao desenvolvimento de uma planta, adiando para uma outra fase o modo como os espaços se relacionam com o exterior. Sinal disso é a ausência de alçados, ou de qualquer apontamento que revele essa vontade.
Em resumo: o projecto da Biblioteca de Sandrine Portas necessitará de uma abordagem totalmente diferente daquela que a Aluna tem vindo a ter ao longo do Semestre; devendo, a nosso ver, procurar pensar o edifício como um todo, antes mesmo de explorar algumas vontades que possa vir a ter em relação à sua organização. A Aluna deverá também procurar consolidar a sua cultura arquitectónica, que lhe possibilitará rever alguns dos problemas com que se depara em outros edifícios e/ou projectos, permitindo-lhe fazer uma ponte entre o seu trabalho e toda a informação que lhe é disponibilizada pela própria disciplina de projecto.
Deverá ser alvo de atenção especial a abordagem metodológica, e estruturação de uma estratégia operativa, e também uma sensibilização para a matéria de trabalho da própria disciplina, seus objectivos e sua cultura.
A Aluna deverá ainda investir de modo mais profícuo no seu Blog como instrumento de comunicação e diálogo em torno da sua proposta.
O projecto de Pedro Banaco
A sua ideia inicial (o panóptico) terá sido uma constante no decurso do desenvolvimento do projecto, permitindo cumprir a sua função de regulador de uma estratégia. Tal facto, associado à natural capacidade que o Aluno tem em rapidamente elaborar uma solução, terá permitido estruturar e consubstanciar um projecto capaz de revelar de forma clara as suas próprias fragilidades, o que terá possibilitado aprofundar o estudo nas partes que pior resultavam; tendo-se dessa forma chegado a uma solução de certo modo equilibrada, cujas potencialidades permitirão explorá-la em fases seguintes do trabalho.
Não quer com isto dizer-se que a solução apresentada em Sessão de Avaliação do dia 5 Jan. seja ainda satisfatória. Muito pelo contrário: da mesma forma que Pedro Banaco atinge facilmente uma solução, o Aluno demonstra ainda dificuldades em a ler na sua totalidade; sendo particularmente difícil ao Aluno descortinar os problemas associados à sua proposta.
De algum modo a insegurança demonstrada por Banaco nas discussões em torno da sua proposta revelam esse facto, que se traduz na ausência de uma avaliação dos resultados do seu trabalho, que de certo modo o impossibilitam de actuar sobre as partes que pior resultam.
Da mesma forma Pedro Banaco revela ainda grandes lacunas na sua cultura arquitectónica, sendo que o recurso a lugares comuns subsiste em todas as suas opções; diminuido de algum modo o potencial de descoberta que a sua proposta á partida garantiria.
A capacidade do Aluno em organizar espaço e, com ele, fazer arquitectura começa a dar os seus frutos; devendo Banaco investir exactamente no estudo aprofundado das relações entre programa, estrutura e qualidades espaciais.
A sua entrega, que apresentou na Sessão de Avaliação de 5 de jan. 2009, é ampla, versando os vários temas requeridos pelo Exercício. Nota menos positiva para a maqueta (bastante imperfeita) e para a Memória Descritiva (que descrevia o processo do Aluno, e não tanto a propria proposta).
Em resumo: Pedro Banaco apresentou um projecto com características interessantes, em qie procura equilibrar volumetria e imagem com o programa funcional; desmostrando aptidões que lhe permitirão desenvolver e alterar a sua proposta de modo a obter um projecto arquitectónico de grande qualidade.
O Aluno deverá desenvolver modelos de pesquisa e de representação que melhor assegurem o cumprimento dos seus objectivos; devendo da mesma forma ser mais cuidadoso no modo como publica o seu projecto no Homem Concreto.
O projecto de Mónica Marinheiro
Os principais problemas de Mónica Marinheiro são outros; e começam exactamente pelo pouco acompanhamento que a Aluna vem dado ao Atelier VII e ao seu próprio projecto; facto esse que se revelou na sua totalidade através da sua ausência na Sessão de Avaliação Final (ausência essa, aliás, que tem vindo a ser notada noutras ocasiões semelhantes).
Não sendo possível fazer uma análise profunda do seu projecto (que não foi entregue), cabe-nos apenas referir que a Aluna terá, no futuro, apenas uma hipótese de sucesso académico: aplicar-se a fundo no seu trabalho, e no trabalho do Atelier.
O projecto de Joana Labela
As várias abordagens da Aluna, em certo sentido válidas, e demonstrativas de alguma cultura arquitectónica, vieram a revelar-se de difícil desenvolvimento; optando Joana por alterar a ideia inicial sempre que se deparava com um problema (neste quase a simples disposição programática).
Os seus registos demonstraram desde logo problemas de escala e de organização de programa; bem como de uma imagem geral da solução que procurava.
A ausência da Aluna na sessão de Avaliação final impossibilita fazer uma análise mais profunda do seu projecto.
Sublinhe-se o interesse demosntrado pela Aluna em trabalhos de colegas seus, e a discussão que com eles foi mantida.
O projecto de Daniel Santos
A segunda proposta de Daniel investe num sistema totalmente diverso; onde uma forma simples (um Y) procura albergar todo o programa da Biblioteca; sistematizando os seus diversos grupos funcionais em torno de um núcleo (entrada e átrio), distribuindo-os por três braços. Sendo um solução programática clara, o projecto sofre de uma má relação com o terreno e com a envolvente mais próxima; dado que a sua forma rígida e (aparentemente) estática não oferece a necessária capacidade de se adaptar a uma realidade geográfica e topográfica que, para o Aluno, (quase) nunca esteve presente.
Sendo a forma um elemento de grande importância na consubstanciação do projecto, tendo esta uma relação directa com o programa funcional dado; a sua origem nunca terá sido bem explicada por parte do aluno.
Em termos metodológicos Daniel aposta sobretudo nas facilidades do Sketch Up (o que tinha já ocorrido no Exercício I); mas desta vez sem se munir de maquetas de estudo, o que irá comprometer o potencial do Exercício. Julga-se, aliás, que Daniel apresenta ainda algumas dificuldades na aplicação de um método que comporte a necessidade de resolução de um problema mais vasto que de aquele que terá sido apontado no Exercício I (como é, agora, o caso da sua Biblioteca); dado que a sua abordagem é, ainda, muito direccionada para a procura de um objecto, mais do que a procura de uma solução estruturada e global, que encare as várias vertentes levantadas pelo Exercício, e que as sintetize num todo.
Notam-se ainda deficiências ao nível da capacidade de investigação e demonstração da solução (nomeadamente no que diz respeito ao uso do esquisso como elemento de procura); mas também a capacidade de domínio de uma forma e, sobretudo, da escala.
Note-se ainda que, embora Daniel Santos venha acompanhando de forma regular o seu Path to the Architecture; o seu método de projecto (para o Exercício II) não mereceu o acompanhamento no Blog do Aluno; limitando-se este a entradas com esquissos e/ou desenhos provenientes de discussões directas no Atelier.
A ausência do Aluno na Avaliação Final do Atelier VII não permitiu conhecer a fundo o projecto para a sua Biblioteca; inviabilizando assim a estruturação de uma análise crítica mais profunda ao seu trabalho.
Um lamentável final de Semestre
A todos os que faltaram à sessão de avaliações finais apenas devo dizer que a vossa falha demonstra um total desrespeito pelos V. colegas, um desprezo imenso pelo trabalho que temos vindo a realizar em prol de uma escola de arquitectura que queremos que seja digna desse nome, e uma falta de seriedade e de dignidade da V. parte.
Cabe-vos a Vós, só a Vós, a responsabilidade de fazer deste curso algo em que nos orgulhemos, todos. E hoje sinto-me imensamente envergonhado e desapontado.
2009
Isolamento

Entre outras coisas tal facto obriga a que, provavelmente, a nossa próxima comunicação (não automática) seja mesmo a de dia 5 de Jan. '09; aquando da entrega final.
Dito isto apenas me resta desejar bom trabalho.
Bom Natal
Complexidades e Distracções
Obrigado
E a propósito...
Para não ficar atrás, a lista Em Acompanhamento conta agora com o link ao excelente A Weekly dose of Architecture, com selecção fina e informada em formato semanal (de acompanhamento obrigatório). É dele que retiramos a imagem da Embaixada da Noruega em Kathmandu (Nepal), de Kristin Jarmund. Os artigos, simples e bem escritos, vêm acompanhados por imagens fotográficas e também por plantas, cortes e alçados. Um verdadeiro brinco.

E, também para o Acompanhamento, desta vez em Português, o Directório Arco: uma espécie de base de dados on-line com (alguns) projectos interessantes.

E falo da Arco porque é ela a responsável pela edição daquela que é, provavelmente, a melhor revista de arquitectura que tem sido publicada por terras lusas; ou, pelo menos, aquela que tem um critério editorial claro, constante, e interessante. Um pouco ideológica talvez, mas ainda assim... das coisas úteis que valem a pena ler e ver.
As Fachadas da Mónica
Dessa forma os dois projectos que Mónica cita (o Centro Tecnológico MacLaren, de Norman Foster, e o Museu Mercedes Benz, de Ben Van Berkel) são-nos de certa forma inúteis, porque as premissas de uma e outra obra divergem totalmente da abordagem que a Aluna tem para o seu edifício.
Diria que o problema das fachadas e da materialização é ainda extemporâneo; sendo que, quanto a mim, o processo (de descoberta desses, e outros aspectos do edifício) deveria ser uma sequência lógica entre o desenvolvimento dos vários espaços internos da Biblioteca e das suas necessidades singulares:
Diria que qualquer um destes pretextos é válido para experimentar a abertura de vãos; pelo que preferiria sempre, enquanto autor de edifícios, experimentar uma solução que se baseasse numa vontade ou desígnio do projecto; do que propriamente colar soluções estudadas para ligar com outros contextos e outros conceitos.
- luz norte para zonas de leitura, talvez;
- enquadramento de perspectivas sobre alguns aspectos da paisagem, claro;
- relação/não relação entre espaços interiores e exteriores;
- dimensionamento de vãos consoante o tipo de funções e o tipo de utilizadores [não esquecer as crianças];
- composição entre cheios e vazios em cada um dos volumes;
- recuo [ou não] de vãos e aberturas em espaços voltados a sul, para sombreamento;
- criação de boa ventilação transversal nas salas [o que obriga à existência de aberturas opostas e complementares];
- sequência de percursos no interior do edifício [com possível estabelecimento de pontos de fuga para o exterior, ou o desenho de limites visuais que ultrapassem o perímetro construído];
- criação de espaços internos com ambientes lumínicos diversificados, adaptados aos respectivos usos;
- criação de ritmo claro/escuro;
- etc.
No entanto (e esta é, simplesmente uma questão de gosto pessoal), diria que o edifício deveria comunicar massa; que pudesse marcar definitivamente a paisagem; pelo que os vãos deveriam servir para acentuar o "peso" da biblioteca. Para bom entendedor....
Informação
A direcção vem, ao abrigo do estatuto do disposto na alínea i) do art.º 27 dos actuais estatutos da EUVG, proferir o seguinte despacho [n.º 13/08]:
Os Alunos que por força do Regulamento Geral de Avaliação das Aprendizagens da EUVG em vigor no 1º Semestre do Ano Lectivo 2007/2008, estivessem admitidos a Avaliação Final, encontram-se igualmente admitidos, a título excepcional, no presente ano lectivo de 2008/2009, àquela modalidade de avaliação relativamente às UC's em atraso.
Odisseia no Espaço
Tão obrigatório, que se eu tivesse que fazer o enunciado para o exame; provavelmente pediria uma análise do filme sob o ponto de vista da arquitectura.
A Sala a que Pedro Cordeiro faz referência aparece neste outro excerto, entre o minuto 1:38 e o minuto 2:15. A música é, aqui, de Tchaikovsky:Op.37a-6
Die Jahreszeiten "Juni,Barkarole" Op.37a-6.
Calendário de Exames
Os exames terão lugar no sítio do costume.
Avaliação Final Exercício 4
As Notas do Exercício 4 são as seguintes:
Ana Rita Diogo 13
Qualidade do Registo (30%) 12Daniel Santos 16
Qualidade do Método e do Processo (30%) 12
Cumprimento dos Objectivos Científicos (30%) 12
Rigor Científico (10%) 10
Total 11,8
Majoração Atelier V 12,98
Qualidade do Registo (30%) 16Joana Labela12
Qualidade do Método e do Processo (30%) 16
Cumprimento dos Objectivos Científicos (30%) 15
Rigor Científico (10%) 16
Total 15,7
Qualidade do Registo (30%) 13Mónica Marinheiro 12
Qualidade do Método e do Processo (30%) 11
Cumprimento dos Objectivos Científicos (30%) 11
Rigor Científico (10%) 14
Total 11,9
Qualidade do Registo (30%) 13Pedro Banaco 6
Qualidade do Método e do Processo (30%) 12
Cumprimento dos Objectivos Científicos (30%) 12
Rigor Científico (10%) 10
Total 12,1
Qualidade do Registo (30%) 7Sandrine Portas12
Qualidade do Método e do Processo (30%) 7
Cumprimento dos Objectivos Científicos (30%) 7
Rigor Científico (10%) 7
Total 7
Penalização por Atraso de Entrega (-20%) 5,6
Majoração Atelier V 6,16
Qualidade do Registo (30%) 12Vera Silva 13
Qualidade do Método e do Processo (30%) 12
Cumprimento dos Objectivos Científicos (30%) 11
Rigor Científico (10%) 10
Total 11,5
Qualidade do Registo (30%) 12
Qualidade do Método e do Processo (30%) 13
Cumprimento dos Objectivos Científicos (30%) 11
Rigor Científico (10%) 10
Total 11,8
Majoração Atelier V 12,98
A Viagem de Vera Silva
Quer isto dizer que a primeira parte do texto, dedicada a aspectos biográficos de Zumthor (alguns deles menos presentes na nossa memória, e ainda assim com significado para compreender o autor), e ao cariz mais significativo da sua obra é, por Vera Silva, descrito de forma clara e compreensiva. Aqui a Aluna opta pelo claro recurso a fontes (sem no entanto identificar genericamente a sua origem), preterindo dessa forma uma análise mais pessoal sobre aquilo que a obra de Zumthor lhe poderá dizer. Ficamos por isso sem perceber o posicionamento da Aluno perante o problema; o que, em certo sentido, é (ou pode ser) uma estratégia válida num processo de análise científica.
A excepção a esse posicionamento revela-se exactamente nos momentos em que Vera se mais envolve com a matéria exposta: “consegui isolar-me de tudo (…), apenas centrar-me no espaço (…) estava ali criado um ambiente para observar outro muito digno” (p. 5); o que, em limite, reflecte uma entrega emotiva ao fenómeno que a Aluna presencia; sendo estas as partes em que o texto é mais bem conseguido.
Denota-se já alguma maturidade no modo da Aluna ler arquitectura; sendo este demonstrado pelo aparente á-vontade com que Vera Silva popula por d’entre as obras expostas, e as descreve, com ligeireza e, ainda assim, com acuidade; assentando-lhe o seu carácter excepcional nos aspectos que mais lhe interessam.
No entanto os objectivos do trabalho não são cumpridos na sua totalidade, dado a 2ª parte do texto (pretensamente dedicada á análise de outras obras, e comparação delas com o conteúdo da exposição de Zumthor) ser praticamente inexistente.
O descuido com que trata a (escassa) informação recolhida permite-nos depreender dificuldades na análise de edifícios e/ou obras cujo suporte de fontes seja mais difícil de descortinar; o que de certo modo vem confirmar que a eficácia demonstrada na primeira parte do texto se deve sobretudo ao tratamento de informação recolhida em fontes (não referidas).
Estamos ainda assim na presença de um trabalho genericamente positivo; sendo que os seus aspectos negativos de devem sobretudo á falta de empenho que a Aluna tem vindo a demonstrar ao longo do semestre.
O trabalho denota pouco cuidado ao nível da legendagem de imagens, da ausência à referencias a fontes. Não é apresentada Bibliografia, e a paginação é inexistente.
A Viagem de Sandrine Portas
O Livro de Viagem de Sandrine Portas apresenta alguns dos problemas e de dificuldades endémicos que a Aluna tem vindo a demonstrar ao longo do Semestre: cultura arquitectónica (ainda) frágil e pouco sustentada, dificuldade de leitura do conteúdo de obras e projectos arquitectónicos, e uma metodologia (usada também no Complexidades e Contradições, de que falaremos numa outra oportunidade) de certa forma estéril, e pouco produtiva.
Em relação ao método refira-se que Sandrine opta (sempre) por resumir o seu entendimento das obras que lê a um conjunto de citações; fazendo de uma suposta ficha de leitura (útil em qualquer investigação cientifica enquanto registo de informação a ser interpretada posteriormente) o trabalho final; sem se dar ao trabalho de analisar e esclarecer os seus leitores sobre a razão da selecção de textos; e sem ela própria agir criticamente sobre a informação recolhida.
Sendo que a primeira parte do Caderno de Viagem é construído apenas com base nesse “método” (citações), ficamos sem saber se Sandrine Portas entendeu de facto o conteúdo da Exposição de Zumthor; não havendo qualquer tipo de posicionamento crítico da Aluna face a ela, nem mesmo uma verdadeira análise dos projectos aó mostrados.
Da mesma forma Sandrine aborda a 2ª parte do trabalho; com um problema acrescido, que é o da falta de fontes de consulta, com excepção da descrição (mais uma vez uma citação) da igreja do Sagrado Coração.
O trabalho é pautado por uma ausência de análise e interpretação das obras e projectos visitados; resumindo-se a informação a uma descrição baseada em lugares comuns: “equipamento muito requintado tal como a decoração de todo o edifício” (p.7) ou “o Hotel Ritz de Lisboa espelha a nobreza e o charme do Portugal Histórico” (p.8), e não em discurso arquitectónico, como seria desejável; e mesmo na parte onde seria expectável a apresentação de conclusões próprias, Sandrine Portas resume-se a usar (mais uma vez) um rol de citações (bem escolhidas, mas ainda assim simples citações) pouco conclusivas em relação àquilo que seria expectável num trabalho desta natureza. Em termos gerais o trabalho é pouco consentâneo com a natureza científica pretendida, sendo os registos de fontes ainda assim, na sua generalidade, assegurados. Não há bibliografia nem paginação.Há erros crassos, como o uso do termo Muço-Árabe (a Aluna quereria dizer Moçárabe), usado aqui em completo desrespeito pelo significado arquitectónico e histórico do termo.
A Viagem de Pedro Banaco
O Caderno de Viagem de Pedro Banaco, entregue após a data final do Exercício, deixa desde logo adivinhar uma leitura superficial, parca em reflexão e ausente de sentido crítico perante o conteúdo dos temas de leitura propostos para a sua realização.
O relato da exposição resume-se á colectânea de citações retiradas do catálogo de exposição (sem referência clara á sua localização na fonte) e a algumas frases do próprio, cujo teor revela total falta de capacidade de interpretação das obras aí patentes.
Frases como “realismo das maquetas” (p.5), “filme da nossa vida” (idem), “…importância do pormenor” (p.4) ou “uso de um determinado material numa determinada obra, significa que essa característica só pode ser sentida nesse edifício – relações históricas, especificidade do lugar…” (p.6) pouco ou nada fazem sentido no contexto da exposição, e nada acrescentam ao rol de imagens fotográficas editadas sem qualquer objectivo aparente; revelando dessa forma o Aluno pouca sensibilidade pelo conteúdo observado, e incapacidade genérica de se relacionar com o forte carácter disciplinar apresentado na exposição visitada.
Pedro Banaco absteve-se de cruzar a sua interpretação pessoal sobre o que viu na exposição de Zumthor com outras experiência edificadas, ficando desse modo aquém de cumprir os objectivos mínimos que o exercício propunha.
Em termos científicos o Paper não cumpre qualquer regra de registo, de linguagem ou de apresentação de um trabalho académico. Não há qualquer tipo de referência á estrutura do trabalho, nem ao método de abordagem que o Aluno terá seguido.
Sublinhe-se ainda a inexistência de Bibliografia de Apoio.
A Viagem de Mónica Marinheiro
Mónica Marinheiro apresenta-nos um Livro de Viagem que procura cruzar informação provinda de fontes cientificas com a sua própria análise sobre as obras e projectos de arquitectura que visita.
No entanto o levantamento sobre os conteúdos é, na sua maior parte, descritivo: “a exposição oferece um lugar olhar único e revelador sobre o processo criativo, lógica programática e metodologia de trabalho de Peter Zumthor” (p.6), como se tal facto fosse desconhecido para quem lê o texto. E no entanto o mesmo texto arreda-se de análises mais profundas sobre o teor do conteúdo observada, limitando-se a aplicar um “método de trabalho” que passa pelo uso de citações. Ao contrário de confirmarem o ponto de vista de Mónica, as citações são aqui usadas como corpo centrar da análise, o que relega para segundo plano qualquer conteúdo próprio da Aluna. Esta simplesmente afirma coisas como “uma experiência diferente e miuto agradável”, como se estivesse a descrever uma tarde na praia.
Nesse sentido aquilo que se retira da primeira parte do texto de Mónica é a insuficiência de capacidade de análise dos conteúdos, a falta de reflexão, e a ausência de conclusões que nos permitam descortinar as ideias que a Aluno retirou da exposição.
No Capítulo Sensações Pessoais Mónica procura redimir-se: “um dos pontos fulcrais da obra (…) é sem dúvida a luz” (p.12), ou “os espaços criados são por si só objectos de contemplação” (idem), usando termos como “atmosfera pacífica desmesuradamente confortável e afável” (p.13). A Aluna permite-se alguma liberdade subjectiva (pessoal): “Cada espaço tem um enorme carácter de aparente simplicidade, serenidade, sinceridade, entre muitos adjectivos…sinto que estou a descrever quase que um ser vivo…” (p.13) o que, demonstrado embora alguma dificuldade em lidar de forma analítica com o teor da obra de Zumthor, nos permite entender o envolvimento com a arquitectura do autor.
Uma das conclusões a que Mónica chega é a de que “a arquitectura [de Zumthor] situa-se entre o foro fenomenológico e o estilismo poético” (p.12), o que, passe a redundância, é uma das possíveis leituras da exposição. E no entanto a Aluna não é capaz de levar essa conclusão a bom termo no que diz respeito á comparação entre essa ideia fenomenológica e a natureza dos espaços, edifícios e obras que posteriormente visita: “torna-se um acto inadvertido da minha parte, não sabendo, eu própria, bem o porquê desse sentimento” (p.20).
Em resumo: trata-se de um trabalho que demonstra algumas fragilidades no domínio do registo e do método científico, mas também a (ainda) parca cultura arquitectónica, que permitira á Aluna dissertar de forma autónoma. O trabalho é, nesse sentido, pouco claro em termos da sua utilidade, quer para a Aluno (um Livro de Viagem também é um registo para a posterioridade), quer para o leitor, que pouco apreende e nada aprende sobre o suposto conteúdo académico do exercício.
Quando a Aluno afirma (legitimamente) não registar informação já existente noutras fontes, e posteriormente refere querer “depositar essencialmente o [seu] sentimento, o que [lhe] proporcionou [cada obra], e o porquê” (o que continua a ser legitimo) esquece-se que o seu ponto de vista enquanto arquitecta deveria ser uma forma de olhar os fenómenos arquitectónicos de um outro modo, mais informado, mais rigoroso, mais culto; devendo ser capaz de descortinar por detrás de ambientes e atmosferas o modo como Zumthor os consegue atingir. Porque, simplesmente, era essa a utilidade do exercício: dominar a matéria arquitectónica como forma de chegar a determinada expressão.
Não há bibliografia, nem paginação, nem índice; e algumas imagens não são legendadas.
O formato do trabalho e a própria composição do trabalho remetem á formula de Livro de Viagem, o que é de certa forma uma vantagem; embora o tipo de fonte usada (sobretudo sobre imagens) dificulte a leitura.
A Viagem de Joana Labela
Lisbon Story de Joana Labela é um trabalho desequilibrado. Desequilibrado na sua estrutura, desequilibrado no seu conteúdo, e desequilibrado na sua forma.
O problema principal do texto é exactamente a ausência de texto; ou seja: a ausência de qualquer tipo de observação (de entrega) pessoal ás questões que são levantadas pelo enunciado do Exercício 3.
Não é que Labela tenha deixado de fazer o que se lhe exigia: a visita á exposição de Zumthor, e o passeio por alguns edifícios de Lisboa fizeram a Aluna olhar para o essencial. Isso é desde logo demonstrado pela (extensa, mas ainda assim incisiva) reportagem fotográfica registada no trabalho de Joana; que, livre e espontaneamente, discorre sobre algumas das características mais fortes da exposição, como da Gulbenkian (sobretudo nos seus jardins), como na Igreja de S. Domingos ou na Casa do Alentejo.
O problema está exactamente na ausência de qualquer tipo de registo escrito (por outras palavras: reflexão) sobre aquilo que a Aluno observou e registou fotograficamente. A excepção a isso, no primeiro capítulo, resume-se a citações esparsas, e ao registo de informações mais ou menos conhecidas.
Raramente Joana Labela decide dar um ar da sua graça (da sua forma de ver arquitectura). Quando o faz refere “largados / libertados nos extensos jardins” (p. 19), “a ausência de barulho” ou “espaço confortante, apesar da sua monumentalidade” (p. 26); o que, entenda-se, é muito pouco para uma Aluna do 4º Ano de um curso de arquitectura.
Mesmo a conclusão é, no mínimo, ociosa, e pouco cuidada; revelando muito pouco da inteligência e da cultura arquitectónica que Joana domina; ficando por isso o trabalho muito aquém das capacidade da Aluna.
Refira-se o rigor no uso de regras de registo científico (citações, numeração de págs., , Bibliografia, Índice), e menos cuidado na legendagem de imagens.
A preparação do trabalho ficou-se pela leitura de uma única fonte.
A Viagem de Daniel Santos
A organização do Paper é exemplar, referindo primeiramente a metodologia de abordagem ao problema colocado pelo enunciado do exercício, que depois irá estruturar os vários capítulos, onde o Aluno disserta sobre os conteúdos observados, munindo-se de bibliografia de apoios, mas também de uma visão pessoal, e crítica, que lhe permite ter uma leitura abrangente sobre o(s) objectos(s) de estudo.
O trabalho dispensa referências directas a informações anteriormente obtidas, quer nas Aulas de Atelier, quer através dos blogs; partindo antes de uma investigação inicial que irá possibilita uma eficaz leitura das obras vistas na exposição de Peter Zumthor.
Se tal facto é, por si só significativo, constata-se ainda assim que o confronto de Daniel Santos com as várias peças patentes na Lx Factory lhe terá permitido retirar conclusões que não são suportáveis apenas pela Bibliografia consultada. Exemplo disso é a identificação de pormenores construtivos com origem em conceitos e/ou vontades de projecto: “o funcionamento do vidro fosco disposto na fachada [do Kunsthal Bregenz]. Este refracta a luz horizontalmente que embate no tecto de vidro” (p.6). Esta observação, entre outras, revela-nos um modo francamente disciplinar de olhar para a exposição, de a interpretar á luz da cultura arquitectónica, e de a racionalizar no contexto dos interesses e sensibilidades próprios do Aluno.
Note-se também a capacidade inerente ao Aluno de relacionar a informação adquirida com outros exercícios por ele realizados (p.7); ou, num outro sentido, a correlação de experiências aparentemente diversas: “senti o mesmo que sinto quanto entro numa igreja gótica” (p. 12).
A selecção que Daniel faz dos elementos que considera mais significativos (da exposição) é notória, não só pelos critérios que demonstra, mas sobretudo pela forma de os suportar a nível teórico, revelando especial maturidade na leitura do objecto arquitectónico, e na capacidade de interpretação de códigos formais e materiais complexos.
Esse sentido é amplamente confirmado no Capítulo Terceiro, onde o Aluno visita, descreve, e (sobretudo) critica (por vezes de forma instintiva) várias obras de arquitectura. Partindo de algumas ideias de Zumthor relativas ao modo de perceber a natureza do edificado, Daniel faz uma leitura individual dos vários edifícios e/ou espaços onde deambula, retirando conclusões próprias. Frases como “é impossível avistar os limites da obra arquitectónica, não sabendo, dessa forma, onde acaba o edifício e começa o jardim” ou “o seu interior de madeira e com o betão armado á vista, com a marcação das cofragens de madeira, unifica-se num só” (p. 11) são exemplo disso; revelando-nos ainda a capacidade que o aluno demonstra em ler os edifícios, quer na sua espacialidade, quer na sua materialidade, concluído acerca dos conceitos que daí emergem: “todo o edificado, juntamente com o jardim, torna-se intemporal e são os dois, em conjunto, que podem reflectir serenidade e sedução” (idem), ou “[a igreja do Sagrado Coração] torna qualquer pessoa mais pequena”, ou ainda “vitrais (…) em pontos estratégicos” (ibidem).
Não concordando com o Aluno em algumas das suas observações (ex: “a estrutura […] pareceu ter uma estrutura demasiado rebuscada” (p. 13), ou “o interior [da Mexicana] não é uno, muito menos o corpo arquitectural” (p.19); o trabalho pauta-se sempre por um exercício de liberdade interpretativa; sempre informada, e sempre comunicativa; factores esses que são os exigíveis a um arquitecto; tornando dessa forma a qualidade do Paper inquestionável.
Vale ainda a pena fazer referências a alguns aspectos constantes no trabalho, tais como: a introdução de pequenas (e úteis) referências históricas (como é o caso do Ritz, ou da Igreja de S. Domingos), a descrição livre e descomplexada de aspectos menos relevantes (a Casa do Alentejo), e a citação de outras obras não referidas no enunciado do exercício.
O tipo de apresentação do trabalho aproxima-o de um registo eminentemente científico, revelando objectividade e clareza estrutural.
A Bibliografia é rica, abrangendo o leque de informação necessária á realização da investigação.
Em resumo; estamos em presença de um excelente exemplo do que é um trabalho científico, que reúne informação útil, a transmite de forma clara e inusitada, complementando-a com a própria natureza crítica do Aluno; que é fonte de enriquecimento da leitura que dele podemos extrair.
Aspectos a rever passam pela numeração das págs. (inexistente); e, mais significativo, pela necessidade de o Aluno adquirir um pouco de humildade intelectual na análise que faz dos fenómenos, contrariando algum do seu arrivismo natural.
Porque nem tudo se resume àquilo que as (naturais) limitações de Daniel o deixam perceber.
Zat you, Santa Claus?
Como não encontrei a versão original de Armstrong em video, aqui vai a versão que me pareceu mais sincera..., qualidade esta que apesar de pouco "fashion" está implicita na Ètica e serve de pilar à Estética.
Bom trabalho e Boas Festas!
1000
como alguém diria, o blog é para gerar discussões... eis a primeira!!!; ou, por outras palavras: Joana vs. Daniel
Admito que tenho pensado muito sobre o interesse ou a pertinência das horas de conversa em torno dos projectos dos alunos, e também da real eficácia dos exercícios que lancei; até porque, como alguns de vocês saberão, as minhas expectativas inicias revelaram-se algo frustrantes em muitos aspectos. Teremos concerteza oportunidade de discutir o assunto lá para o início do segundo semestre, e analisar tudo aquilo em que fomos, colectiva e individualmente, menos bons.
E no entanto tenho vindo a pensar de que forma iria organizar-se o segundo semestre, e quais as coisas que deveriam ser alteradas.
Antes mesmo de ligar o laptop pensava nas notas dadas ao exercício do EUVG BlogSpot, e se a continuidade do exercício faria algum sentido; até que dei por mim envolvido numa surpreendente discussão entre Joana Labela e Daniel Santos, acerca do projecto deste último.
Surpreendente porque finalmente há debate.
Surpreendente porque os argumentos de ambos os lados revelam maturidade, inteligência e autonomia intelectual.
Afinal sempre há coisas que valem a pena.
Parabéns a ambos.
Exercício 2 - Projecto: Entrega Final
1. Peças Desenhadas (Folhas A1, ao Baixo, em que se deverá apenas usar 3 espessuras de canetas: 0,35, negro [corte], com paredes cheias; 0,2, negro [vista]; 0.1, negro [vista 1]; 0.1, cinza [outros]. Dá-se liberdade para uso de outras espessuras e cores em casos de expressa necessidade de representação.
1.1 Planta de Localização, esc. 1/2000 (FOLHA 1)
Este desenho deverá informar sobre as relações criadas entre a área do Parque Urbano, seus percursos, seus acessos e suas zonas funcionais, as Ruínas de Conimbriga, a vegetação e a topografia e o novo edifício proposto.
As curvas de nível deverão ser representadas de 5 em 5 metros (mínimo).
O projecto do Aluno deverá ser representado pela sua Planta de Coberturas.
Deverão ser indicadas as principais características do Parque Urbano através de legendas
1.2 Planta de Implantação, esc. 1/500 (FOLHA 2)
Este desenho deverá informar sobre as relações criadas entre o edifício e sua envolvente próxima, com especial atenção para a topografia e arquitectura paisagista (vegetação, caminhos, etc.)
As curvas de nível deverão ser representadas de 1 em 1 metro; com maior espessura nas linhas de 5 em 5 metros.
O projecto do Aluno deverá ser representado pela sua planta que mais se relacione com o exterior.
1.3 Plantas, Cortes e Alçados, esc. 1/200 (FOLHAS 3, 4, ...)
Estes desenhos deverão registar a totalidade das Plantas do edifício (excepto Planta de Coberturas); com legendagem numérica dos espaços que as compõem.
Nas plantas deverá ser legível a solução estrutural (por intermédio de marcação de eixos, ou solução simular). As curvas de nível serão representadas de 1 em 1 m (mínimo).
Os espaços interiores principais deerão registar as suas cotas altimétricas.
Os cortes deverão ser em número suficiente para a boa compreensão da totalidade da proposta; devendo incluir cotas altimétricas de pavimentos e tectos. O mesmo se observa para os alçados.
1.4 Organograma(s) Funcionais; sem esc. (penultima FOLHA)
Deverão ser apresentados organogramas funcionais da proposta de modo a ilustrar a organização interna e as intenções expressas pelo edifício.
1.5 Apontamentos Perspecticos (última FOLHA)
Deverão ser apresentados apontamentos perspecticos exteriores e interiores.
2. Peças Escritas
2.1 Memória Descritiva e Justificativa da Solução proposta, com indicação de conceito, estrutura funcional e programática, descrição geral de espaços, organização e flexibilidade, relação urbana e paisagista com o local de intervenção; e tudo o mais que o Aluno julgar necessário para a caracterização da sua proposta. Permite-se o recurso a ilustrações. A Memória deverá ser apresentada em Formato A4, letra Arial 11, a espaço e meio; no máximo de 30 páginas.
2.2 Quadro de Áreas; referindo áreas úteis de cada compartimento, áreas brutas (paredes e circulações, área volumétrica); em A4.
3. Maqueta
Em cartão branco, esc. 1/200, formato A1, com curas de nível de metro a metro (mínimo); com pisos desmontáveis.
A entrega será feita no dia 5 de Janeiro até ás 10:00, impreterivelmente.
Todos os Alunos deverá estar obrigatoriamente presentes na aula pelas 10:00.
A restante manhã do dia 5 será dedicada ás apresentações orais do Exercício Complexidades e Contradições; e também da apresentação oral do Exercício Borges Somos Nós!, pelo Aluno Daniel Santos.
A parte da Tarde (a partir das 14:00) será dedicada à apresentação, discussão e avaliação dos projectos.
A metodologia de avaliação passará pelos seguintes trâmites:
Cada Aluno terá 10 m. para expor oralmente o seu projecto; devendo ser acompanhado pelo seu Tutor.
O Júri, composto pelo Corpo Docente dos Atelier V e VII e pelo Crítico de cada projecto deverá fazer uma crítica do trabalho em 15 m.; levantando um conjunto de questões que deverão ser respondidas pelo Aluno em 15 m.
O Júri reunir-se-à em assembleia para discutir a nota final; que será comunicada a cada Aluno no final da Sessão.
Note-se que também os Alunos que são Tutores e Críticos serão avaliados
O horário de avaliação é o seguinte:
14:00 Sandrine Portas, com tutoria de Daniel Santos e critica de Mónica Marinheiro
14:45 Pedro Banaco, com tutoria de Vera Silva
15:30 Mónica Marinheiro, com tutoria de Sandrine Portas e critica de Joana Labela
16:15 Intervalo
16:30 Daniel Santos, com tutoria de Joana Labela e critica de Sandrine Portas
17:15 Vera Silva, critica de Pedro Banaco
18:00 Joana Labela, com tutoria de Mónica Marinheiro e critica de Daniel Santos.
18:45 Fim da Sessão
Avaliação Final Exercício 3
Segundo os objectivos do programa de trabalhos, o Exercício 3 foi, sobretudo, um trabalho transversal a todas as áreas de ensino dos Atelier V e VII, nomeadamente no que se refere ao registo de processos de investigação e desenvolvimento individuais do Corpo Discente.
O objectivo principal do EUVG BlogSpot seria, portanto, acompanhar o quotidiano do trabalho desenvolvido por cada aluno, colmatando eventuais deficiências de informação nas sessões de acompanhamento; possibilitando a cada aluno demonstrar em termos científicos a natureza própria do seu trabalho e dos seus interesses científicos em torno da disciplina de Arquitectura.
Nesse sentido, mais do que analisar a qualidade técnica dos Blogs de cada aluno, o Exercício 3 avaliará sobretudo o envolvimento demonstrado por cada um deles na feitura dos restantes exercícios de Atelier, bem como os registos feitos paralelamente cujo teor incida sobre a natureza disciplinar do Curso, bem como sobre o modo que cada aluno encontrou de os relacionar com outros campos de investigação e/ou outras actividades consideradas por ele de relevância para o seu próprio progresso enquanto arquitectos.
O peso relativo das Notas do Exercício 3 em relação à média ponderada é de 15%
Assim sendo as notas são as seguintes:
Ana Rita Diogo 10
Qualidade do Suporte (10%) 12Daniel Santos 15
Qualidade dos Registos (30%) 9
Amplitude Disciplinar (10%) 10
Capacidade de Intervenção e Diálogo (15%) 12
Processo do Exercício I (7,5%) 10
Processo do Exercício II (12,5%) 8
Processo do Exercício IV (5%) 8
Processo do Exercício V (5%) 8
Processo do Exercício VI (2,5%) 10
Processo do Exercício VII (2,5%) 0
Total 9,5
Majoração Atelier V 10,45
Qualidade do Suporte (10%) 16Joana Labela 10
Qualidade dos Registos (30%) 16
Amplitude Disciplinar (10%) 15
Capacidade de Intervenção e Diálogo (15%) 15
Processo do Exercício I (7,5%) 16
Processo do Exercício II (12,5%) 13
Processo do Exercício IV (5%) 12
Processo do Exercício V (5%) 13
Processo do Exercício VI (2,5%) 14
Processo do Exercício VII (2,5%) 0
Total 14,58
Qualidade do Suporte (10%) 14Mónica Marinheiro 9
Qualidade dos Registos (30%) 12
Amplitude Disciplinar (10%) 10
Capacidade de Intervenção e Diálogo (15%) 8
Processo do Exercício I (7,5%) 9
Processo do Exercício II (12,5%) 10
Processo do Exercício IV (5%) 12
Processo do Exercício V (5%) 10
Processo do Exercício VI (2,5%) 8
Processo do Exercício VII (2,5%) 0
Total 10,43
Qualidade do Suporte (10%) 9Pedro Banaco 9
Qualidade dos Registos (30%) 10
Amplitude Disciplinar (10%) 11
Capacidade de Intervenção e Diálogo (15%) 9
Processo do Exercício I (7,5%) 11
Processo do Exercício II (12,5%) 10
Processo do Exercício IV (5%) 12
Processo do Exercício V (5%) 8
Processo do Exercício VI (2,5%) 0
Processo do Exercício VII (2,5%) 0
Total 9,425
Qualidade do Suporte (10%) 8Sandrine Portas 10
Qualidade dos Registos (30%) 7
Amplitude Disciplinar (10%) 11
Capacidade de Intervenção e Diálogo (15%) 11
Processo do Exercício I (7,5%) 8
Processo do Exercício II (12,5%) 10
Processo do Exercício IV (5%) 9
Processo do Exercício V (5%) 0
Processo do Exercício VI (2,5%) 0
Processo do Exercício VII (2,5%) 0
Total 7,95
Majoração Atelier V 8,745
Qualidade do Suporte (10%) 12Vera Silva 8
Qualidade dos Registos (30%) 10
Amplitude Disciplinar (10%) 11
Capacidade de Intervenção e Diálogo (15%) 9
Processo do Exercício I (7,5%) 9
Processo do Exercício II (12,5%) 10
Processo do Exercício IV (5%) 13
Processo do Exercício V (5%) 8
Processo do Exercício VI (2,5%) 0
Processo do Exercício VII (2,5%) 0
Total 9,625
Qualidade do Suporte (10%) 12
Qualidade dos Registos (30%) 7
Amplitude Disciplinar (10%) 10
Capacidade de Intervenção e Diálogo (15%) 7
Processo do Exercício I (7,5%) 8
Processo do Exercício II (12,5%) 6
Processo do Exercício IV (5%) 12
Processo do Exercício V (5%) 6
Processo do Exercício VI (2,5%) 0
Processo do Exercício VII (2,5%) 0
Total 7,6
Majoração Atelier V 8,36
!!!
a Mutação molecular da Mónica;
a Flor da Joana;
a Fisga do Daniel;
onde está o Hotel do Pedro Banaco?
onde está a Vera?
O estado da arte

As Bibliotecas de Mónica Marinheiro, Joana Labela e Daniel Santos respectivamente. De resto não sabemos de ninguém.
Basta Começar. O resto vem por inércia
Der Lauf der Dinge, Peter Fischli e David Weiss, 1987.
Simplesmente não resisti. Via (o já citado) an-architecture.
Dezembro
Em relação à aula do próximo dia 2 ir-se-à fazer Ponto de Situação do EUVG BlogSpot, e Ponto de Situação do Projecto. E atenção ao PortFolio.
Afinal Borges não somos nós!
As apresentações que restaram após a desistência da maior parte dos Alunos do Atelier VII serão adiadas para data a anunciar; tendo lugar na aula de Atelier.
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Eládio Dieste
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Obradoiro
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